Dicas para comprar o carrinho do bebê – 1

Por FABIANA FUTEMA

Está montando o enxoval e não sabe como escolher o carrinho de bebê? É bem provável que você já tenha dado um Google e pesquisado ‘como escolher o carrinho de bebê’. Existem várias páginas na internet tentando responder a essa pergunta. Daí que não vale a pena escrever a mesma coisa que esses sites sobre o tema.

Vou falar aqui da minha experiência, o que aprendi sobre carrinhos e minha opinião sobre os diferentes tipos existentes no mercado.

Eu não sabia quase nada sobre carrinhos até engravidar. Achava que todos eram iguais e só mudavam de cor: para meninos ou para meninas.

Quando engravidei, pedi para uma amiga trazer um dos Estados Unidos. Só que ela, que nunca tinha sido mãe, também não entendia muito do assunto. Decidimos, por telefone, comprar um modelo tradicional, de uma marca conhecida, numa cor neutra: cinza.

Quando o carrinho chegou e fui buscá-lo percebi o problema: era grande demais, quase não cabia no porta-malas do carro.

Só então descobri que existem outras diferenças além da cor. E a principal delas é o sistema de fechamento: pode ser do tipo guarda-chuva (mais prático e compacto) ou envelope (carrinho dobra, mas continua volumoso). O meu fechava envelope.

O que fiz? Usava meu meu carrinho jamanta em passeios dentro do condomínio e pelo bairro. E comprei outro modelo mais compacto para ficar no automóvel. Hoje, faria diferente. Pesquisaria antes e compraria um único carrinho, preferencialmente o mais compacto. Mas se já tivesse comprado o de fechamento envelope, ficaria com ele mesmo _usei bem pouco o outro.

Diferenças

Para quem não manja nada, vou descrever um pouco sobre as diferenças no sistema de fechamento.

Os carrinhos com fechamento guarda-chuva são mais práticos e portáteis, mas nem todos são recomendados para recém-nascidos _os mais levinhos só podem ser usados dos 6 meses em diante e não costumam ser tão confortáveis.

Já os modelos com fechamento envelope são menos práticos, mas ganham em conforto. A maioria reclina até virar berço. São ótimos para as sonecas dos recém-nascidos. Também costumam ser bem resistentes.

Minha opinião: pense nas situações em que você irá usar o carrinho. Se for para circular pelo bairro, os tradicionais, com fechamento envelope, podem dar conta do recado. Mas se precisar ficar abrindo, fechando e colocando no porta-malas do carro a todo momento, talvez  seja melhor ficar com um que fecha pelo sistema guarda-chuva.

Analise o tamanho do seu bagageiro, alguns carrinhos não cabem em porta-malas muito pequenos. Verifique se o carrinho tem espaço para passar pelos corredores da sua casa.

Mas se o principal destino do carrinho for o shopping, não se preocupe com isso. A maioria empresta carrinhos para as mães usarem durante as compras.

Alças reversíveis

Há modelos de carrinhos com alças ou assentos reversíveis, o que permite que a criança seja colocada de frente para a mãe ou para a rua _fica a critério do adulto.

Alguns pais gostam de olhar para seus bebês enquanto empurram o carrinho para se certificarem de que está tudo bem com ele. Esse recurso é muito bom quando o bebê é pequenininho. Quando crescem, eles preferem olhar o movimento aos pais.

Minha opinião: Não me fez falta ter assento ou alça reversível. Até tive um modelo com esse mecanismo, mas preferia deixar a cria olhando para a rua.

Carrinho dos famosos

Algumas mães surtam na hora de montar o enxoval e se apaixonam por carrinhos que são conhecidos por serem usados por famosos ou celebridades.

Admito que são modelos bonitos e têm um design diferenciado. Mas possuem preços impraticáveis no mercado brasileiro. Só vale a pena para quem traz de fora ou quem tem dinheiro sobrando.

Se não é o seu caso, não gaste com isso. Você ainda terá tanta despesa com enxoval, parto, vacinas, que não vale investir a futura poupança do filho num único carrinho de passeio.

Variações: três rodas e gêmeos

As mães vão encontrar carrinhos com três rodas, usados principalmente por pais que pretendem correr enquanto empurram a criança.  São os chamados carrinhos de cooper, que só podem ser usados a partir dos 6 meses. Se você não é  esportista, não vejo motivo para comprar um carrinho desses.

Também há carrinhos para irmãos (gêmeos ou não), maiores e menos práticos. Não precisa nem dizer que só compra esse modelo quem precisa.

Segurança

Para a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia, a escolha deve levar em conta a segurança do produto. “O sistema de freio deve ser fácil para travar e destravar. O mecanismo de abertura e fechamento deve ser descomplicado. O carrinho não pode ter peças cortantes nem espaços ou dobradiças que ofereçam risco à criança.”

Todos os carrinhos devem ter cinto de segurança com cinco pontos de fechamento. “Só de olhar a mãe pode perceber que alguns cintos parecem não serem suficientemente resistentes”, diz Alessandra.

Para evitar acidentes envolvendo carrinhos e bebês, o governo criou normas de segurança a serem seguidas pela indústria e certificação pelo Inmetro (escreverei mais sobre isso em outro post).

Alessandra diz que muitos acidentes decorrem do uso devido do carrinho, como a mania de pendurar bolsas pesadas nele. “Isso pode desestabilizar o carrinho e a criança pode tombar para trás.”

Observe e pergunte

Por último: frequente locais repletos de mães com carrinhos, como parques e pracinhas, e observe os modelos em circulação. Tente detectar as diferenças entre eles.

Pode ser que você perceba que um modelo faz mais sucesso que outro. Pode ser por modismo, preço, praticidade ou conforto. Pergunte para as mães o que elas acham de seus carrinhos.

Consulte amigas e parentes que já tiveram filhos sobre o tema. Elas podem saber coisas muito mais importantes que eu sobre carrinhos. Boa escolha!

Como o tema é complexo, vou escrever mais dois posts sobre o assunto (me aguardem!).

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