Experiência no bloquinho: princesa, super-homem e fila para a pipoca

Por FABIANA FUTEMA

A garoa deu uma trégua e essa mãe levou sozinha o filho e seu kit bloquinho carnavalesco para a rua. Experimentamos o bloquinho da vila Madalena, que se concentrou na manhã deste sábado (15) na rua Fidalga.

Primeira providência foi levar uma garrafa bem grande de água para o moleque. Segunda foi passar protetor solar, mesmo com o templo nublado.

Concentração estava marcada para as 9h30. Como o bloquinho iria começar às 11h, saí de casa às 10h. Cheguei ao local às 10h30 e enfrentei certa dificuldade para estacionar na rua. Já havia agentes da CET de olho nos motoristas infratores.

Logo de cara me arrependi de não ter chegado um pouco antes, pois havia uma atividade legal para as crianças: oficina ensinava a fazer chocalho com garrafinhas PET.

Também percebi que esqueci a regra de ouro para quem enfrenta grandes multidões com criança: não havia levado nada para identificar meu filho. Fica a dica: anote o nome do guri, o seu e telefone de contato numa pulseira ou num crachá preso à roupa.

Logo no comecinho, sem ter marcado nada, encontrei várias mães amigas e queridas no bloquinho. É sempre bom confraternizar um pouco. E deixar as crias se conhecerem mais.

Cada criança age e reage de uma forma diferente dentro do bloquinho. O meu, que tem só 2 aninhos, gostou mesmo de jogar confete nas outras pessoas, de pular de forma descompassada e passar a mão em alguns cachorros. Curtiu também um cantinho com canetinhas e bloquinhos, onde desenhou um pouco.

Também vi várias crianças dançando. Mas acho que quem mais dançava eram os pais, saudosos das marchinhas de Carnaval. Rolou marchinha infantil e MPB em forma de marchinha.

As fantasias mais usadas pelas meninas foram de princesa, bailarina, fadinha e melindrosa.  Já os meninos não tiveram muita variação: a maioria estava de super-herói.

No geral, foi uma experiência muito boa. Não estava lotado. As músicas eram legais. E saí de lá sem perder o filho. O prêmio mico ficou com a fila para comprar pastel, pipoca e cachorro-quente. Por volta do meio-dia, depois de brincarem muito, bateu uma fome generalizada . Quem quis comer pipoca, teve de esperar mais de meia hora.

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