Criança não pode viajar na saída de emergência de avião nem fazer check-in eletrônico

Por FABIANA FUTEMA

Você que virou pai (ou mãe) e planeja sua primeira viagem de avião com o filho pequeno pode ter algumas surpresas ao tentar reservar o assento na aeronave. Menores de 10 anos não podem viajar nas fileiras da saída de emergência, por exemplo.

A proibição também vale para seus responsáveis. Segundo a TAM, essa restrição ocorre porque o ato de cuidar de uma criança pequena pode impedir a pessoa de executar as tarefas necessárias relacionadas à saída de emergência.

Pelas mesmas razões de segurança, outros grupos também estão impedidos de usar esses assentos. (Mas como esse é um blog sobre maternidade, vou falar sobre a questão da viagem das crianças e seus pais).

E como descobri isso? Fui tentar marcar assento para minha última viagem de férias e procurei as fileiras que tinham um espaço (pouca coisa) maior entre as poltronas. Estava até disposta a pagar a mais por isso. Mas fui informada que nem eu nem meu filho poderíamos nos sentar nas fileiras próximas às saídas de emergência. Regra é regra.

Criança também não pode fazer check-in eletrônico, só presencial. Essa novidade tecnológica só pode ser usufruída por adultos. Isso acontece porque os pais têm de apresentar o documento do filho na hora do embarque –e a comprovação que são responsáveis por ela.

 VIAJANDO SOZINHAS

Eu ainda não tenho coragem de mandar meu pequeno para outro lugar sozinho. E ele ainda nem pode: só tem 2 anos. Mas já vi várias crianças viajando sozinhas de avião e sempre pensei comigo mesma em como elas tinham pais corajosos. Agora que sou mãe pode ser que passe a cogitar essa possibilidade, já que tenho parentes em outras cidades.

TAM e Gol informaram que crianças de até 4 anos e 11 meses não podem viajar desacompanhadas. Elas precisam da companhia de um dos pais ou de um responsável maior de idade.

A partir dos 5 anos a criança pode viajar sozinha desde que os pais paguem para as companhias aéreas uma taxa de supervisão de menores.

A primeira vez que meu filho viajou de avião ele tinha 1 ano. Ele sentou no colo e usou um cinto extensor de segurança próprio para essa situação. Aos 2 anos, ele já se sentou sozinho num dos assentos do avião. Ou seja, já pagou passagem.

A Gol informa que o número de colos na aeronave depende da quantidade de máscaras de oxigênio extras existentes no grupo de assentos e que a aceitação de colo é restrita a somente um por cliente.

Segundo a companhia, não é recomendado que bebês recém-nascidos saudáveis, não prematuros, viajem nos primeiros sete dias após o nascimento.

Veja abaixo lista de documentos elaborada pela Gol para crianças de 5 anos ou mais viajarem sozinhas dentro do país:

– Autorização do Juizado de Menores;
– Documento de identificação pessoal;
– Protocolo de Autorização de Viagem de Menor Desacompanhado preenchido.

São considerados documentos de identificação: passaporte nacional dentro do prazo de validade, carteira de identidade (RG) original ou cópia autenticada; certidão de Nascimento original ou cópia autenticada.

Para viagens internacionais, são necessários ainda mais documentos para crianças de 5 anos até jovens 18 anos desacompanhados. A Gol fez a lista para o blog Maternar:

– Expressa autorização da viagem de ambos os pais ou autorização judicial,

– Documento de identificação válido.

Segundo a Gol, essa autorização de viagem deve ter firma reconhecida (de ambos os pais) por autenticidade ou semelhança e deve ser apresentada em 02 (duas) vias originais -uma delas ficará retida na Polícia Federal no aeroporto de embarque. Já a autorização judicial deverá ser apresentada em única via original.

A empresa lembra que não são aceitos cópias de documentos para voos internacionais.

Parece complicado, mas não é. Certidão de nascimento praticamente toda criança tem. E não é toda hora que um pai manda o filho viajar sozinho de avião, não é mesmo?

No ano passado, crianças carentes viajaram pela primeira vez de avião num voo da British (Leonardo Soares -13.out.2013/Folhapress)
No ano passado, crianças carentes viajaram pela primeira vez de avião num voo da British (Leonardo Soares -13.out.2013/Folhapress)