Mulheres são donas do próprio corpo

Por Giovanna Balogh
Ilustração mostra que as mulheres é quem devem escolher como filho virá ao mundo (Carol Rossetti)
Ilustração mostra que as mulheres é quem devem escolher como filho virá ao mundo (Carol Rossetti)

Mulheres são donas do próprio corpo e são elas que devem decidir se vão ter filhos ou não, se  vão ter um, dois, três ou quantos filhos quiserem. São elas também que têm o direito de decidir como e onde vão trazer seu filho ao mundo. Mulheres são seres que podem amar outras mulheres, usar a roupa que sentirem mais à vontade sem que isso acarrete serem estupradas por estarem, por exemplo, com uma saia ou shorts curtos.

Para tentar chamar à atenção para esses e vários preconceitos da nossa sociedade, a designer gráfico e ilustradora Carol Rossetti, 26, fez 42 ilustrações que têm sido compartilhadas nas redes sociais. Carol conta que o trabalho ainda não tem nome e que não esperava a grande repercussão. A ilustradora conta que ainda não tem nome o projeto, mas que planeja fazer em breve um livro e vender as imagens em quadrinhos e postais.

“Onde estão as pessoas com deficiência física? Por que pessoas em cadeira de rodas só aparecem se falarmos de cadeira de rodas? Pessoas com nanismo são mostradas sempre de forma cômica, quase como se fossem uma espécie diferente da humana em um filme de fantasia, isso não é aceitável. Recentemente, passei em uma banca e não vi nenhuma revista com uma pessoa negra na capa”, comenta.

Carol diz que sua intenção é  despertar empatia tanto em homens quanto mulheres, que se identificam como feministas ou não. “Acho que a ilustração consegue atingir um público mais abrangente do que que apenas militantes e ativistas”, afirma.

“Tem gente pela internet dizendo que tem nojo de pessoas gordas. Será que isso não é incentivado através da forma com que pessoas gordas são representadas pela mídia? Eu acredito que desconstruir esses preconceitos é um trabalho árduo, que exige muita humildade para reconhecer os próprios privilégios e ouvir o que pessoas menos privilegiadas do que você tem a dizer”, comenta a designer.Confira a seguir o trabalho dela para acabar com vários preconceitos:

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