Bebê morre no Paraná após ter engolido presilha de cabelo

Por Giovanna Balogh

Um bebê de apenas nove meses morreu na segunda-feira (10) em um hospital de Curitiba (PR) devido à complicações após ter ingerido uma pequena presilha de cabelo.

De acordo com informações do Hospital Pequeno Príncipe, a menina foi internada no final de setembro após os pais se queixarem de uma crise convulsiva. Depois de passar por vários exames, foi descoberto um objeto preso no esôfago da menina, que passou por uma cirurgia para a retirada da presilha.

A menina Valentina ficou, segundo relatos da mãe Amanda Vieira Rocha nas redes sociais, quatro dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e depois foi transferida para o quarto onde permaneceu por aproximadamente 20 dias.

Cerca de uma semana após receber alta, a menina passou mal e foi novamente internada e operada.  Segundo familiares, em seguida começou uma batalha para a menina sobreviver. Além de passar por outras cirurgias, nos últimos dias ela sofreu uma nova parada cardíaca que impediu de começar a hemodiálise. Os rins da menina também já haviam parado de funcionar.

Presilha que foi retirada do corpo do bebê (Foto: Reprodução/Facebook)
Presilha que foi retirada do corpo do bebê (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante esse período, Valentina teve uma série de complicações e acabou morrendo por falência múltipla de órgãos. A mãe, que pedia orações na internet durante todo o tempo que a filha estava internada, escreveu na segunda-feira no Facebook que a menina havia morrido. “E no meu colo a princesa descansou”, relatou.

Desde que o bebê começou a passar mal, Amanda compartilhava informações sobre o seu estado de saúde e pediu que os seguidores orassem pela menina. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi compartilhado várias vezes.

CASOS SÃO MUITO COMUNS

Os casos de crianças que engolem objetos são muito comuns. De acordo com o Hospital Pequeno Príncipe, que é a maior unidade infantil filantrópica do país, são recorrentes os casos de crianças internadas por terem engolido algum objeto.

Em 2012, foram feitas 35 endoscopias para retiradas de objetos. No ano passado, foram 80 crianças submetidas ao procedimento. Já até setembro deste ano foram 57. Segundo o  hospital, nestes dados não entram casos de crianças que vão direto para o centro cirúrgico, como é o caso de Valentina, nem os de pacientes que acabam evacuando o objeto. O objeto que acaba sendo mais ingerido é a moeda com cerca de três casos por semana na unidade de saúde.

Os médicos alertam os pais sobre os cuidados de manter esses objetos fora do alcance de crianças. Segundo eles, pilhas e baterias de brinquedos e controle remotos também são grandes vilões que além de matar, podem provocar danos irreparáveis. Se sobrevivem, muitas crianças acabam tendo consequências graves como se alimentar apenas por meio de sonda.

O Maternar já mostrou o perigo de deixar as pilhas e baterias ao alcance das crianças. Nos EUA, por exemplo, são relatados cerca de 3.500 casos por ano de ingestão de pequenas baterias por crianças.

O Inmetro diz que ainda não existem estatísticas sobre esses casos no Brasil. O Instituto orienta que os pais notifiquem os casos de ingestão de pilhas e baterias no site.