Criança com alergia a leite de vaca não deve tomar tríplice viral, diz Saúde

Por Giovanna Balogh
Criança com alergia a leite não deve tomar vacina (Foto: Olicio Pelosi/Futura Press/Folhapress)
Criança com alergia a leite não deve tomar vacina (Foto: Olicio Pelosi/Futura Press/Folhapress)

As crianças que são alérgicas a leite de vaca não devem tomar a vacina com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba). A recomendação foi feita nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Saúde após serem notificadas reações adversas em algumas crianças que têm alergia a leite de vaca.

Segundo o ministério, foram registrados 28 casos, mas todas as crianças afetadas passam bem.

Segundo a Saúde, a medida é preventiva e, a partir de agora, os pais vão ser questionados nos postos de saúde para saber se a criança é ou não alérgica. Se for, a vacina não será dada. 
A campanha contra o sarampo e a paralisia infantil começou no início do mês e vai até o dia 28 de novembro. Os  pais podem aproveitar para atualizar as cadernetas de vacinação dos filhos.

Desde junho deste ano, mais de 4,4 milhões de crianças já foram vacinadas com essa tríplice viral no país e, segundo a pasta, “há garantia da segurança da vacina”. O ministério diz que na bula não há nenhuma contraindicação do seu uso em pessoas que apresentam  alergia ao leite de vaca, mas que preferiu avisar as secretarias de saúde que essas crianças não devem ser vacinadas agora.

O ministério ainda analisa quando e como elas serão imunizadas. A vacinação para criança não alérgica continua normalmente, diz a Saúde.

O ministério diz ainda que o laboratório fornece há anos vacina para vários países do mundo, inclusive o Brasil. O ministério diz ainda que cada lote antes de ser utilizado é testado e as da vacina tríplice viral passaram por análises do Instituto de Qualidade em Saúde (INCQS), sendo aprovadas para uso.

O Ministério da Saúde está analisando, em conjunto com a Organização Pan-America de Saúde (OPAS/OMS), responsável pela aquisição deste produto, os eventos adversos registrados e sua possível associação com a vacina.

São Paulo não tem nenhum caso autóctone (com transmissão direta em território estadual) de sarampo desde 2000. Nesse ano há o registro de sete casos importados da doença no Estado. No Brasil, somente até outubro desse ano, há 514 casos confirmados, com concentração de incidência no Ceará.