Escola não pode incluir guardanapo, papel higiênico e copo plástico em lista de material

Por FABIANA FUTEMA
Pesquisar preços e se unir em grupos de compra coletiva pode reduzir custo da lista de material escolar (Foto: Vinicius Pereira/FolhaPress)
Pesquisar preços e se unir em grupos de compra coletiva pode reduzir custo da lista de material escolar (Foto: Vinicius Pereira/FolhaPress)

Ano escolar mal terminou na maioria das instituições e muitos pais já se preocupam com as despesas de 2015.

No topo delas está a lista de material escolar, que costuma coincidir com outras despesas de começo de ano, como IPVA e IPTU.

É sempre bom lembrar, segundo a Fundação Procon-SP, que as escolas estão proibidas de incluir na lista materiais de uso coletivo, como guardanapo, papel higiênico ou copo plástico.

Apesar da proibição, ainda existem escolas _principalmente as de educação infantil_ que tentam repassar esses gastos para os pais. Não aceite. Lembre gentilmente a direção da escola sobre a proibição. Se insistirem na cobrança, saiba que é seu direito reclamar ao Procon.

Os colégios também não podem exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento. Proibição só não vale se material for apostilado ou produzido na própria escola.

Escolas podem oferecer aos pais a opção de pagamento de taxa de material, mas nunca obriga-los a aceitar essa condição. Pais têm direito de pesquisar o material e compra-lo onde bem entender.

DICAS DE ECONOMIA

Antes de sair passando o cartão de crédito, verifique se é preciso mesmo comprar toda a lista de material escolar. É possível que você tenha em casa alguns itens que sobraram do ano anterior e ainda estão em condição de uso. Reaproveite.

Se você tiver outros filhos, confira se os materiais dos mais velhos não podem ser repassados aos mais novos.

Participe de feira de trocas de livros didáticos com outros pais. O livro do seu filho pode servir para outra criança.

Outra dica do Procon-SP é que os pais se reúnam e façam compras coletivas.

FEIRA DE TROCA DE LIVROS DIDÁTICOS

De olho na necessidade dos pais de economizarem com material escolar, as escolas começaram a organizar feiras de trocas de livros didáticos. Esse é o caso do colégio Visconde de Porto Seguro, que possui três unidades (Morumbi, Panamby e Valinhos).

A feira de troca de livros está marcada para amanhã nas três unidades do colégio. Para participar, os alunos tiveram de levar os livros até o último dia 11.

A troca de livros possui algumas regras: livro didático só pode ser trocado por livro didático; livro paradidático por livro paradidático. Livros consumíveis (aqueles que estão com exercícios respondidos) não serão incluídos nas trocas.

A escola informa que não se retira mais livros do que se doou e que não é garantido que o número de livros doados seja o mesmo de livros retirados. Também são aceitos livros para reciclagem ou doação, que são encaminhados para comunidades carentes e hospitais públicos.

“O principal objetivo da ação é incentivar a solidariedade e o consumo consciente, evitando o desperdício. É, também, uma ótima alternativa para a redução de custos no início do ano”, diz Rosemary Jolig, vice-diretora educacional da educação infantil e do ensino fundamental I do colégio.