Seu filho come mal? Kapim diz que a responsabilidade por melhorar esse hábito é dos pais

Por FABIANA FUTEMA
Gabriela Kapim diz que os pais devem ensinar aos filhos a importância de uma refeição saudável (Reprodução/Fabebook/Gabriela Kapim)
A nutricionista Gabriela Kapim diz que os pais devem ensinar aos filhos a importância de uma refeição saudável (Reprodução/Fabebook/Gabriela Kapim)

A nutricionista Gabriela Kapim faz sucesso com o programa “Socorro! Meu Filho Come Mal”, exibido às sextas-feiras no canal GNT. Na atual temporada, a nutricionista tenta melhorar os hábitos alimentares de um grupo de crianças moradoras do mesmo condomínio.

Como na TV, Kapim não dá alívio para os pais quando o assunto é a má alimentação dos filhos. “Não gosto de usar a palavra culpa, mas sim responsabilidade. Os pais têm responsabilidade, para o bem e para o mal, de mostrar ao filho o valor da boa alimentação.”

A nutricionista diz que os pais devem insistir para que o filho faça boas escolhas alimentares. “O pai deve oferecer sempre. Se ele rejeitar hoje, tem que voltar a oferecer de novo amanhã. Não pode nunca deixar de oferecer legumes só porque ele não quis comer uma vez.”

Para os pais de crianças que rejeitam comida, a dica de Kapim é deixar sem comer. “Se não quiser, fica com fome. Tem que comer quando está com fome.”

Pesquisa do IBGE divulgada na semana passada mostrou que quase um terço das crianças com menos de 2 anos toma refrigerante ou suco artificial. A pesquisa indicou ainda que 60,8% das crianças deixa faixa etária consomem biscoitos, bolachas ou bolos.

Em seu programa, Kapim prega cinco mandamentos para melhorar os hábitos alimentares das crianças. Um deles é que a refeição seja composta sempre de cinco cores (e que não sejam sempre as mesmas).

Os outros mandamentos são: 1) fazer refeições sentados à mesa; 2) comer sem distração; 3) saber e conhecer o que está comendo; 4) experimentar novos alimentos.

E se o filho insistir em não comer nem e não experimentar novos sabores? Kapim diz que o pai precisa ter firmeza. “Se meu filho quiser atravessar a rua sem dar a mão eu vou deixar? Não. Da mesma forma é preciso ser firme em mostrar a importância da boa alimentação para ele.”

Apesar de tanto rigor, Kapim afirma que o momento da refeição deve ser agradável. “A apresentação deve ser feita de forma lúdica, a refeição tem de ocorrer de forma tranquila.”