Catapora tem pico de incidência na primavera; saiba como prevenir

Por FABIANA FUTEMA
Criança com catapora em Ribeirão Preto (Foto: Edson Silva -28.out.2010/ Folhapress)
Criança com catapora em Ribeirão Preto (Foto: Edson Silva -28.out.2010/ Folhapress)

Primeiro a criança tem febre. Depois aparecem umas manchas na pele. Em seguida, as manchas ficam elevadas e surgem bolhas com líquido nelas. Se o seu filho tiver com esses sintomas é bem provável que ele esteja pego catapora. Vá ao médico para fazer o diagnóstico.

Segundo o Hospital Infantil Sabará, há um pico de ocorrência de casos de catapora entre os meses de setembro, outubro e novembro. Neste período, há um avanço de 650% e relação ao primeiro trimestre do ano.

O Sabará informa que não existe uma razão específica para esse movimento, mas que os pais precisam estar atentos. É que a catapora é altamente contagiosa.

“Um alerta importantíssimo para as famílias é de que o risco de transmissão da catapora só acaba quando todas as lesões de pele estão na fase da crosta”, diz Francisco Ivanildo de Oliveira, infectologista do Sabará.

Segundo ele, os pais não devem incentivar o contágio entre irmãos ou outros membros da família, pois a catapora não é uma doença do bem. “Ela pode evoluir para forma grave mesmo em crianças saudáveis.”

Uma vez diagnosticada a doença, os pais devem isolar a criança e evitar que ela tenha contato com outras. Ou seja, a criança doente deve ficar em repouso em casa, não devendo ir à escola ou outros locais com aglomeração de pessoas,.

“Se uma criança tiver contato com outra pessoa infectada, os pais podem recorrer à vacina em até 72 horas, o que reduz em 75% a chance de desenvolver a doença”, afirma o infectologista.

Para prevenir a doença, Oliveira recomenda que os pais administrem nos filhos a vacina, que está disponível na rede pública para todas as crianças a partir de 1 ano de idade.

O tratamento, segundo ele, se baseia em recomendações médicas que aliviam os sintomas durante o ciclo da doença. Os pais devem seguir as instruções do pediatra, como restringir o uso do ácido acetilsalicílico (AAS).