Como lidar com a reação causada pela vacina no bebê?

Por FABIANA FUTEMA
Manuela D'Ávila publicou foto mostrando a noite em que dormiu com a filha, que sentia dor após as vacinas dos 4 meses (Foto: Reprodução/Instagram)
Manuela D’Ávila publicou foto mostrando a noite em que dormiu com a filha, que sentia dor após as vacinas dos 4 meses (Foto: Reprodução/Instagram)

O bebê toma vacina em um dia e no outro já começa a ter febre. Quem é pai já está acostumado com essa situação. Nesse caso, saber com antecedência do risco não reduz a preocupação.

E o que você precisa saber para lidar com o problema? Primeiro, nem toda criança terá reação à vacina. Segundo, a intensidade da possível reação varia de criança para criança.

Mas o mais importante, segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), é que nenhuma reação será pior que a doença causada pela falta da vacina.

“Não se deve nunca deixar de vacinar pelo temor da reação. A falta de vacinação pode provocar doenças muito mais graves que as possíveis reações”, afirma.

As reações, se acontecerem, devem durar de um a dois dias, segundo Kfouri. Entre as possíveis reações à vacina estão febre, dor, inchaço e irritação. Outra reação é a diarreia, que pode ocorrer após a aplicação de vacinas orais, como rotavírus e pólio.

ALIVIANDO A DOR

O pediatra e homeopata Moisés Chencinski diz que os pais devem sempre conversar com seu médico sobre procedimentos a eventuais reações à vacina.

“Não se deve medicar antes da vacina para evitar dor ou qualquer outro sintoma, pois estudos mostram que isso pode interferir na eficácia da imunização”, afirma ele.

Segundo ele, algumas vacinas doem mais do que outras. E algumas crianças são mais sensíveis à dor que outras menos.

“Se a criança sentir dor após a vacina, pode-se fazer compressa fria ou bolsa nas primeiras 24 horas. Depois disso, a compressa pode ser morna”, afirma Chencinski.

O pediatra diz que qualquer só deve ser usada com orientação médica. “Colo, paciência, carinho, compreensão e acolhimento são fundamentais nesse momento.”

MUITO PEITO E CAMA COMPARTILHADA

Mas cada mãe tem sua própria receita para lidar com a dor do bebê. A deputada estadual Manuela D’Ávila (PC do B), mãe de Laura, acabou trazendo a filha para a cama, que sofria com as dores causadas pelas vacinas dos 4 meses.

“Ela teve bastante dor na perna, ficou uma bolota. Dei um remédio para aliviar a dor e 24 horas de peito à disposição. Ela dormiu comigo. Foram 36 horas de dor”, disse Manuela ao Maternar.

Segundo ela, a filha também teve reação nas vacinas previstas para serem dadas aos 2 meses. “No segundo mês, foi mais febre do que dor.”

Manuela publicou em um dos perfis que mantém no Instagram a foto que o marido tirou na noite em que ela dormiu com Laura.

“Pra dormir um pouco, só agarrada em mim (na teta, na verdade). Duca tirou essa foto que retrata minha ‘técnica’ mais avançada de sono com a Laura”, escreveu ela na postagem.