Fotógrafa brasileira vai expor imagens de parto no Carrossel do Louvre

Por FABIANA FUTEMA
Lela Beltrão ao foi convidada para exposição em Paris (Crédito: Lela Beltrão)
Lela Beltrão
ao foi convidada para exposição em Paris (Crédito: Lela Beltrão)

A fotógrafa brasileira Lela Beltrão foi convidada a expor as fotos do projeto Nascer no Carrossel do Louvre –galeria comercial localizada no subsolo do famoso museu francês. São fotos de parto humanizado que mostram a força das mulheres dando à luz.

“Essas fotos trazem a verdade de um parto que é real, é natural, é possível. Essas imagens ajudam outras mulheres a se empoderar”, diz Lela. ” O parto humanizado nada mais é do que um parto com respeito à mãe e ao bebê, no qual a mulher é protagonista e essa dupla trabalha junto para o nascimento acontecer e o bebê é recebido com muito amor”

Fotógrafa há 15 anos, Lela se interessou pelo universo das fotos de parto a partir do nascimento de sua filha, em 2013.

“Minha intenção aqui é […] mostrar a força de um parto com respeito e a importância da ligação mãe/bebê quando têm seus instintos valorizados. Cada mulher deve escolher o parto que quer para si, e essa escolha deve ser respeitada”, defende Lela.

Para conseguir levar as fotos do projeto para o Carrossel do Louvre, Lela montou uma página de arrecadação na internet. O dinheiro será usado para bancar gastos da exposição, como curadoria, material de comunicação, montagem, desmontagem, coquetel de abertura e ampliação das fotos.

A meta é conseguir R$ 16 mil. Até a tarde desta segunda, ela havia arrecadado R$ 2.250.

A exposição, que fará parte do Salão Internacional de Arte Contemporânea, começa no dia 21 de outubro.

Quem colaborar receberá desde agradecimentos no Facebook até ensaios de gestante e ampliação de fotos do acervo de Lela, dependendo do valor. Saiba mais sobre a vaquinha virtual na página do projeto Nascer.

“O projeto Nascer pretende sensibilizar para a importância da mulher ser protagonista do seu parto e as consequências positivas que um parto com respeito podem ter na vida de um bebê. E a partir daí, gerar reflexão e trazer o tema para o cotidiano”, escreveu Lela.

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