ANS orienta hospitais a acabarem com agendamento de cesáreas eletivas precoces

Por FABIANA FUTEMA
Bebê nascido de cesárea  (Foto: Toni Pires/Folhapress)
Bebê nascido de cesárea (Foto: Toni Pires/Folhapress)

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) encaminhou aos hospitais participantes do Projeto Parto Adequado uma política de agendamento de cesarianas eletivas, ou seja, aquelas feitas a pedido da gestante.

O documento está em linha com resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina), que determina que as cesáreas a pedido só poderão ser realizadas a partir da 39ª semana de gestação.

No documento, a ANS recomenda a regulação do processo de agendamento das cesárias eletiva com a padronização do cálculo e da informação da idade gestacional _com a indicação, pelo médico, da idade do bebê em semanas e dias.

A ANS orienta os hospitais a adotarem políticas para extinguir o agendamento de cesariana eletiva precoce e para orientação sobre o agendamento de cesáreas eletivas a termo.

A agência também recomentada a adoção de formulário de agendamento com as indicações médicas da cesariana ou da indução. O objetivo é identificar as gestantes que têm indicação médica para cesáreas precoces ou a termo (da 39ª a 42ª semana de gestação).

O documento foi enviado para os 40 hospitais participantes do projeto Parto Adequado.

O material recomenda ainda a revisão e implementação de protocolos de melhores práticas no cuidado obstétrico, tornando o hospital mais responsivo e ajustando com o corpo clínico práticas baseadas nas melhores evidências científicas.

PROTESTO

Ativistas do parto humanizado marcaram para domingo protestos em várias capitais do país contra o PL do deputado federal Victorio Galli (PSC-Mato Grosso). O projeto, batizado de PL da prematuridade, “dispõe sobre o direito de pedido de cesariana à gestante ao completar no mínimo 37 semanas de gestação”.