Campanha pede ampliação da licença-paternidade para todos

Por FABIANA FUTEMA
Cena do documentário “Pai Não é Visita!” (William Oliveira/Divulgação)
Cena do documentário “Pai Não é Visita!” (William Oliveira/Divulgação)

O marco legal da primeira infância ampliou o período de licença-paternidade de cinco para 20 dias. Mas só para funcionários e companhias participantes do programa Empresa Cidadã, o mesmo que elevou a licença-maternidade de 120 para 180 dias.

Para o Instituto Papai, é preciso levar a ampliação da licença para todos os pais.

“Uma diferença tão grande entre os tempos da licença só reafirma a ideia de que as mulheres são as principais ou únicas responsáveis pelo cuidado com as crianças. Para os homens ampliação é importante, pois muitos desejam cuidar dos seus filhos e simplesmente não têm essa oportunidade. Para as crianças é importante ter mais uma pessoa atenta às suas necessidades, ter outras fontes de estímulo e a oportunidade de estabelecer laços afetivos com o pai”, diz Mariana Azevedo, coordenadora-geral do Instituto Papai e do grupo de trabalho Homens Pela 1ª Infância.

Para defender a ampliação da licença-paternidade e discutir o papel do pai na primeira infância, o Instituto realiza no fim do mês, no Recife, o Seminário Nacional Paternidade e Primeira Infância.

A campanha “Dá Licença, Eu Sou Pai” divulgará uma série de vídeos no YouTube que discutem o prazo da licença-paternidade (veja abaixo). O material pode ser encontrado nas redes sociais pela hashtag #dalicencaeusoupai.

“A ampliação da licença é importante para mulheres, homens, e crianças. Mulheres em relação à equidade de gênero, desigualdade no mundo do trabalho, sobrecarga em relação ao trabalho de cuidado, apoio no puerpério”, afirma Mariana.