Documentário “O Começo da Vida” ganha portal com conteúdo para primeira infância

Por FABIANA FUTEMA
Documentário fala da importância do afeto na primeira infância (Divulgação)
Documentário fala da importância do afeto na primeira infância (Divulgação)

O documentário “O Começo da Vida”, dirigido por Estela Renner, vai ganhar um portal com conteúdo destinado a disseminar informações sobre cuidados com a primeira infância. A partir de sexta-feira será possível acessar o filme na íntegra no endereço www.ocomecodavida.com.br .

Além do filme, o site vai oferecer uma série composta por seis capítulos de 45 minutos cada com temas relacionados à primeira infância. Essa série também será lançada no fim do mês na Netflix e Videocam.

“Brinco com a Estela que ela fez sete filmes: um longa-metragem de 89 minutos e seis filmes de 45 minutos”, diz Roberta Rivellino, gerente de comunicação da FMCSV (Fundação Maria Cecília Souto Vidigal) no Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado no Recife.

Em uma próxima etapa, prevista para março de 2017, o portal contará com 80 filmes curtos _de 2 a 5 minutos cada um.

“Todos vão poder fazer download [desses filmes curtos] e se apropriar disso. Não é o filme editado em versões menores. São 400 horas de filme reeditadas e aproveitadas para ajudar a levar informação muito além do que um filme só”, afirma Roberta.

Rodado em nove países (Argentina, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália e Quênia), o documentário alerta para a necessidade de se investir no desenvolvimento da criança, principalmente nos seus primeiros seis anos de vida.

É que nessa fase acontece um desenvolvimento acelerado de uma série de capacidades, como cognitivas, motoras e emocionais da criança.

No documentário, o prêmio Nobel em Economia James Heckman, da Universidade de Chicago, cita estudo que atendeu crianças em idade pré-escolar em situação de vulnerabilidade social nos Estados Unidos. Segundo ele, cada dólar investido nesse programa representou uma economia de até US$ 7.

“Quanto mais se investe financeiramente na educação das crianças, o retorno volta no futuro. É tornar o cidadão mais produtivo e com isso há redução da desigualdade”, afirma ele.

A jornalista viajou a convite da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal