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Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Aplicativo ensina a fazer plano de parto e denunciar violência obstétrica

Por Giovanna Balogh
28/01/15 07:51

Um aplicativo criado recentemente pretende facilitar a vida das mulheres que querem denunciar a violência obstétrica e buscar informações para conseguir o seu parto normal.

O aplicativo permite que a gestante tenha informações sobre o que é o parto normal e humanizado, onde encontrar uma doula e os grupos de apoio as gestantes e as puérperas.

Aplicativo ensina mulher a fazer o plano de parto (Foto: Reprodução)

Aplicativo ensina mulher a fazer o plano de parto (Foto: Reprodução)

Pelo celular ou tablet, é possível ainda saber mais sobre os tipos de violência obstétrica, como realizar uma cesárea sem necessidade, amarrar a mulher durante o trabalho de parto, fazer manobra de Kristeller, exames de toque em excesso, entre outros. No serviço ainda há um serviço informando onde denunciar caso seja vítima de algum tipo de violência antes, durante e após o parto.

O aplicativo chamado Parto Humanizado foi desenvolvido com o apoio da Artemis (entidade de defesa dos direitos das mulheres). Nele, é possível ainda  que a  gestante que quer um parto normal faça com facilidade o seu  plano de parto – documento que é dado ao médico para avisar o que a mulher quer durante o trabalho de parto e o parto.

No plano de parto constam informações como se ela deseja anestesia, quem será o acompanhante, entre outros dados.

Segundo um dos criadores do aplicativo, o programador Sergio Holanda, a ideia é que a mulher possa encaminhar, por exemplo, para o seu e-mail e de seu médico também.  Ele conta que o aplicativo nasceu com a participação de mulheres que lutam contra a violência obstétrica. “Normalmente são mulheres que sofreram violência em seus partos”, conta Sergio.

Por enquanto, a plataforma pode ser baixada apenas o sistema Android, mas a ideia é que em breve também esteja disponível para Iphone e Windows Phone.

Hospital particular de SP inaugura sala para parto natural

Por FABIANA FUTEMA
27/01/15 16:08
Quarto  Hospital Sepaco (Divulgação)

Quarto Hospital Sepaco (Divulgação)

Especialistas em saúde pública dizem que a redução do número de cesáreas também depende de mudanças no ambiente hospitalar. Segundo a Sogesp, é preciso que as maternidades ofereçam equipes plantonistas presenciais completas 24 por dia para receber gestantes em trabalho de parto, além de contar com salas adequadas para o parto natural.

De olho na nova demanda, o hospital Sepaco, localizado na zona sul de São Paulo, acaba de instalar um quarto voltado exclusivamente para o atendimento de as grávidas que pretendem fazer parto natural.

Entre os diferenciais do quarto estão uma cama para parto natural, banheira e acomodação do acompanhante.

Segundo o superintendente-geral do Sepaco, Rafael Parri, o hospital ganhará uma segunda sala para parto natural, só que mais próxima do centro cirúrgico.

“Caso aconteça alguma complicação e seja necessário fazer uma cesárea, é bom estar perto do centro cirúrgico”, diz ele.”

Parri afirma que espera que as mudanças possam ampliar o percentual de partos naturais da maternidade _representam hoje 15% do total.

O superintendente admite que o custo hospitalar com o parto natural é maior do que com a cesárea. “O tempo de ocupação das salas é duas, três vezes maior no parto natural do que na cesárea.”

Por outro lado, o tempo de internação da mãe é menor no parto natural: dois dias, contra três da cesárea.

Especialistas em saúde materno-infantil alertam também para os benefícios do parto natural para o bebê, que corre menos riscos de doenças respiratórias ou de precisar de internação neonatal.

Apesar das vantagens, obstetras lembram que as mulheres têm o direito de escolher a cesárea, mesmo sem indicação.

Para reduzir cesáreas, hospital particular muda atendimento pré-natal de grávidas

Por FABIANA FUTEMA
27/01/15 08:12
Gestante faz últimas consultas do pré-natal no hospítal para se familiarizar com plantonistas (Foto: Fotolia)

Gestante faz últimas consultas do pré-natal no hospítal para se familiarizar com plantonistas (Foto: Fotolia)

A Unimed de Jaboticabal virou referência em redução de cesáreas no país. As cesarianas, que representavam 99,3% dos partos realizados na unidade até outubro de 2012, despencaram para 50% em maio de 2013.

Qual foi a estratégia da Unimed para ampliar para 50% a taxa de partos naturais na unidade de Jaboticabal? A primeira delas foi acabar com o pré-agendamento de cesáreas. Para realizar uma cesárea, a grávida precisa de indicação médica. As que não têm indicação para cesárea, mas mesmo assim quererm a cirurgia, precisam ao menos entrar em trabalho de parto.

“Não é que a cesárea seja proibida. Respeitamos a vontade da mulher. O que não pode é a cesárea eletiva realizada antes da 39ª semana de gestação. E a grávida tem de ter entrado em trabalho de parto”, diz o coordenador hospitalar da Unimed de Jaboticabal, Jeyner Valério Júnior.

Outra grande mudança se dá no atendimento pré-natal da gestante. Até a 36ª semana de gravidez ela é atendida pelo obstetra do plano. A partir daí, ela passa a ser atendida pela equipe do hospital em que terá o bebê.  O objetivo é fazer com que a grávida conheça os plantonistas do hospital e se sinta segura para ter seu parto normal.

Esse atendimento com a equipe hospitalar será feito a partir da 34ª semana de gestação a partir de fevereiro, segundo o coordenador médico.

Nesse modelo, o obstetra do consultório não é necessariamente o mesmo que realizará o parto da paciente.

Para incentivar a equipe médica, Jeyner diz que a forma de pagamento também foi alterada. Em vez de receberem por parto, os médicos ganham por plantão. Segundo ele, a mudança elevou os ganhos dos profissionais.

Para dar certo, Jeyner afirma que também houve mudanças na equipe do hospital, que passou a contar com equipes completas de plantão 24 horas por dia. Para isso, foi preciso ampliar a equipe de profissionais do hospital.

EXPANSÃO

Lajyárea Barros Duarte, consultora do Sescoop-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de São Paulo), diz que a redução das cesáreas passa pela mudança do foco. “Deixa de ser a mãe, o medo da dor do parto da mãe, e passa a ser o bebê, o que e melhor para a saúde do bebê.”

Ela participou da implantação do projeto Melhor Parto em Jaboticabal, que agora também foi levado para as unidades da Unimed de Itapetininga (SP), Americana (SP) e Belo Horizonte (MG) e, em breve, para Vitória (ES).

Para Lajyárea,  a massificação do parto normal no país depende também de uma mudança cultural. “Esse é um assunto que precisa ser discutido pela família, nas escolas, pela igreja, e pelos jovens. Essa geração que está vindo já tem de discutir o tema.”

Veja dicas para calcular a lista de convidados em festas infantis

Por FABIANA FUTEMA
26/01/15 10:27

A notícia de que uma família britânica recebeu uma conta de  15,95 libras (cerca de R$ 63) pela ausência do filho à festinha de um amigo foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais na semana passada.

Muitos devem ter ficado horrorizados com a atitude dos pais do amiguinho de mandar a conta para a outra família pelo dinheiro perdido com a ausência do coleguinha na festa.

Mas quem precisa organizar uma festa infantil sabem como é difícil elaborar a listas de convidados.

Primeiro porque precisamos limitar o número de convidados, pois buffets cobram por cabeça. Depois temos de encaixar na lista familiares, amigos e vizinhos. Resultado: acabamos cortando uma ou outra pessoa que gostaríamos de convidar.

E depois que a criança cresce, ela ganha sua própria rede de amiguinhos. Então fica ainda mais difícil fazer uma lista de 50 ou 80 pessoas.

Para evitar situações como a da família britânica, Kika Duarte, fundadora da Auguri Festas, elaborou uma série de dicas para ajudar a calcular a lista de convidados.

Veja abaixo as dicas de Kica:

  • Prepare sua lista de convidados e calcule que 15% não comparecerão.
  • Feche com o buffet inicialmente 30% menos convidados e só após a confirmação das presenças negocie o número final de convidados.
  • Envie um save the date que nada mais é do que um aviso, para que os convidados reservem a data da festa. Envie com 2 meses de antecedência.
  • No convite peça a confirmação da presença, disponibilize seu contatos (email e telefones) para facilitar a comunicação.
  • Se o seu filho já vai à escola, reserve um tempo para ligar para as mães dos amiguinhos, e dizer o quão feliz ficariam com a presença deles.

Médico de consultório deve parar de fazer parto, diz obstetra; entenda polêmica

Por FABIANA FUTEMA
23/01/15 12:23

Futuras mamães precisam repensar o modelo de parto que pretendem ter. O Ministério da Saúde anunciou no começo do mês medidas para reduzir o número de cesáreas, que ultrapassa 80% dos partos na rede privada.

Um dos entendimentos das novas medidas é que os planos e operadoras de saúde poderão rejeitar o pagamento de cesáreas sem indicação médica, entendidas como desnecessárias.

Hoje, a grande maioria das gestantes atendidas pelos planos de saúde escolhe um obstetra para acompanhá-la no pré-natal e também para fazer seu parto _alguns chegam a cobrar uma taxa de disponibilidade para isso.

Para massificar o parto normal, especialistas entendem que esse formato deverá mudar. Quem fará o parto não será necessariamente o mesmo médico que acompanhou a gestante no pré-natal. Deverá ser, em muitas vezes, o plantonista da maternidade.

O diretor de defesa profissional da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), César Eduardo Fernandes, diz que os médicos que atendem grávidas por convênio não vão mais querer fazer parto.

“O que vai acontecer, tenho a impressão é que ginecologista a continuar esse cenário, vai sair da saúde suplementar. Vai ter que mudar o modelo O ginecologista de consultório não vai querer fazer o parto. Isso já está acontecendo. Já é um fato”, disse ele em debate sobre o tema ao programa ‘TV Folha Ao Vivo’. “Provavelmente é isso que vai acontecer nos próximos anos. Não temos motivação para fazer o parto.”

José Martins Filho, presidente da Academia Brasileira de Pediatria, diz que não existe a obrigação da obstetra fazer o parto na maioria dos países da Europa e América do Norte. “Quando a mãe entra em trabalho de parto, ela vai para um hospital, onde existe uma equipe preparada, de plantão e treinada para acompanhar o parto e sem nenhuma pressa, ajudar no nascimento.”

Ele apontou para a questão do apego da paciente, principalmente as de classe média e alta ao seu médico. “Muitas mulheres querem que seu obstetra faça o parto, pois acompanhou o pré-natal e aí o médico não consegue parar seu consultório, seu trabalho e ir para o hospital para seguir um trabalho de parto que frequentemente leva horas… Às vezes de madrugada, nos finais de semana, etc… E aí infelizmente a situação acaba sendo difícil de controlar.”

Se esse cenário se confirmar, é provável que as gestantes de classe média e alta continuem pagando para ter um médico particular acompanhando seu parto. Já aquelas sem condições financeiras terão de torcer para cair com um bom plantonista.

ESTRUTURA

Outra mudança que se fará necessária para ampliar o número de partos normais no país é a melhoria do ambiente hospitalar. Fernandes diz que as maternidades precisarão oferecer equipes de plantão presenciais completas 24 horas por dias para receber as gestantes em trabalho de parto.

Martins Filho diz que a estrutura também faz diferença. “Hospitais com equipes de plantão preparadas para o parto, seguramente têm taxas de cesárea bem mais baixas do que aquelas onde essas equipes não estão ali para atender qualquer paciente que chega. E muitas mães querem o seu obstetra. Esse é um problema que tem que ser sim analisado.

Simone Diniz, professora do Departamento de Saúde Materno-Infantil na Faculdade de Saúde Pública da USP, diz que além dos médicos, as gestantes podem ser acompanhadas por outros profissionais no parto, como enfermeiras, obstetrizes, doulas e parteiras. “A continuidade do parto deve ser valorizada. Existem estratégias para valorizar a continuidade do parto para a mulher sentir que está sendo cuidada por pessoas que conhece.”

 DIREITO DE ESCOLHA

Uma polêmica envolvendo a questão é o simples direito da mãe sem indicação médica querer fazer uma cesárea. Por medo, comodidade ou qualquer outro motivo. Fernandes diz que esse direito deve ser respeitado.

Para Martins, a mãe que deseja cesárea pode mudar de ideia se receber informação adequada. “Eu acho que se a mãe for orientada e ajudada, com apoio e instrução, ela vai querer o parto normal, sem dúvida, da mesma maneira que a mãe que tem um bebê recém-nascido precisa ser ajudada e apoiada pela equipe de saúde, para não iniciar fórmula, mamadeira já nos primeiros dias. […].”

Ele lembra que o direito de escolha de mãe pode prejudicar a saúde do bebê. “Já ouvi alguns médicos dizerem que a mulher tem o direito de escolher o parto que deseja. Entendo essa possibilidade, mas ela precisa saber dos riscos e dos agravos que estatisticamente são muito maiores nos partos cirúrgicos do que nos naturais. Além dos riscos, outros problemas podem ocorrer, como o início da amamentação, que, se possível, é recomendada que se faça na própria sala de parto, assim que o bebê nasça. E nas cesáreas isso é mais difícil, se bem que não impossível…Ou seja o direito de escolher o tipo de parto, passa também pelo direito do bebê ter um nascimento menos arriscado e mais fisiológico, porque a passagem pelo canal de parto  é fundamental para o bebê e até do ponto de vista imunológico isso é benéfico.”

Deixar tablet e celular no quarto prejudica sono da criança, diz estudo

Por FABIANA FUTEMA
21/01/15 09:25
Pediatras dizem que crianças de até 2 anos não devem ter contato com eletrônicos (Foto: Fotolia)

Pediatras dizem que crianças de até 2 anos não devem ter contato com eletrônicos (Foto: Fotolia)

Faz tempo que os pais são orientados a não colocar aparelhos de TV no quarto dos filhos. Mas a TV não é a única vilã do sono infantil. Estudo publicado em janeiro no site da Academia Americana de Pediatria indica que telas pequenas, como smartphones e tablets, também prejudicam a qualidade do sono das crianças.

De acordo com o estudo, crianças que dormiram próximas das chamadas telas pequenas descansaram 20,6 minutos a menos em relação àquelas que nunca tiveram esses aparelhos por perto.

Já as que dormiram perto de  TVs sofreram uma redução de sono de 18 minutos em relação às que não nunca tiveram o aparelho no quarto.

Os pesquisadores ouviram cerca de 2.000 crianças americanas entre 2012 e 2013, alunas da 4ª e 7ª série do ensino fundamental participantes de um estudo de obesidade de Massachusetts.

De acordo com o estudo, as crianças que dormiram próximas de telas pequenas, grandes e de outros artefatos eletrônicos, como viodegames, também relataram insuficiência de sono.

Outra preocupação é que a insuficiência de sono é atrelada ao maior risco de obesidade, além de interferir no aprendizado da criança.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças menores de 2 anos não tenham contato com artefatos eletrônicos. Também orienta os pais a criarem “zonas livres” de telas dentro da casa, incluindo os quartos.

 

 

 

Veja cuidados a tomar com ventilador e ar-condicionado em casas com crianças

Por FABIANA FUTEMA
20/01/15 15:54
Ventilador não deve ficar voltado diretamente para criança, diz pediatra (Foto: Fotolia)

Ventilador não deve ficar voltado diretamente para criança, diz pediatra (Foto: Fotolia)

Com dias cada vez mais quentes, é natural sonhar com ambientes com ar-condicionado. Ou que possuam ao menos ter um ventiladorzinho. Mas será que esses acessórios fazem bem para as crianças?

O pediatra e neonatologista, Dr. Jorge Huberman diz que é preciso moderação na utilização desses itens. Apesar de refrescar o ambiente, o ar seco e gelado pode deixar a mucosa da garganta vulnerável às bactérias. Com isso podem aparecer infecções, como dor de garganta.

Segundo ele, o ventilador não deve ser virado diretamente para a criança. O ideal é direcioná-lo para o teto ou parede contrária à criança. Já o ar-condicionado não deve ficar muito gelado. “Ele deve ser regulado em uma temperatura mais amena, 23°C ou 24°C.”

Como o ar-condicionado resseca o ambiente, os pais devem tomar cuidado com a hidratação das narinas e olhos. A dica de ouro, que vale para qualquer estação do ano, é aplicar soro fisiológico no nariz da criança, além de usar o produto para fazer inalações. Também vale colocar um balde com água no quarto longe do alcance da criança.

HIDRATAÇÃO

Os pais também devem se lembrar de manter a criança bem hidratada, preferencialmente com água. Quando a gente fica em ambientes mais frescos, podemos nos esquecer de beber líquidos.

Huberman  lembra que a hidratação deve ser mantida nos passeios. “O hábito de sair sempre com uma garrafinha de água, suco ou água de coco para hidratar o filho e evitar o refrigerante, pois hidrata pouco, já é um começo.”

Dados divulgados nesta terça-feira pela Secretaria Estadual de Saúde informam que crianças e adolescentes são as principais vítimas da desidratação no verão.

Os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele secas, ausência de lágrimas e diminuição do suor.

Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina. Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados a episódios de desidratação.

ROUPAS

Não esqueça nunca de passar protetor solar na criança. Prefira sair de casa antes das 10h ou depois das 16h, segundo Huberman.

“Roupas de algodão, linho ou claras são as ideais. Evite as de fibras artificiais, pois elas esquentam mais. Mesmo saindo no horário correto não se esqueça de usar o protetor solar indicado pelo pediatra da criança. Boné e óculos são bem vindos também”, recomenda o pediatra.

 

Em dias de calor escaldante, mãe que amamenta deve beber 3 litros de líquidos por dia

Por FABIANA FUTEMA
20/01/15 08:33

Os dias estão cada vez mais quentes e as mães que amamentam vez ou outra podem se perguntar se não devem oferecer água para o bebê. Se ele mamar exclusivamente no peito, não.

A coordenadora-técnica do Hospital Santa Joana,  Helenilce Costa Fiodi, diz que o primeiro leite que sai da mama é rico em água e mata a sede do  bebê.

A recomendação para os dias mais quentes é que as mães ofereçam mais vezes o peito ao bebê: a cada duas ou três horas ao menos, segundo ela. Outros pediatras orientam a oferta em livre demanda.

O cuidado com hidratação, segundo Helenilce, deve ser tomado pela mãe. Ela recomenda que as mães que amamentam ingiram ao menos 3 litros de líquidos por dia _incluindo água e sucos_, além de manter uma dieta rica em frutas, verduras e proteínas.

A médica pede que as mães observem a diurese do recém-nascido nos dias mais quentes. O ideal é que sejam realizadas de oito a dez trocas de fraldas por dia, que devem estar sempre encharcadas.

Para refrescar a criança, ela recomenda a utilização de roupas leves e de algodão. E que o ambiente onde ele estiver seja bem ventilado e, preferencialmente, mantido numa temperatura média de 26ºC.

A introdução da água na dieta do bebê deve ser prescrita pelo pediatra da criança.

Mães de bebê que mamam exclusivamente no peito devem beber 3 litros de líquidos por dia (Foto: Carin Araujo/SXC)

Mães de bebê que mamam exclusivamente no peito devem beber 3 litros de líquidos por dia (Foto: Carin Araujo/SXC)

 

Mães recorrem ao peitolé para refrescar bebês e aliviar incômodo da dentição

Por FABIANA FUTEMA
19/01/15 08:56

A última moda neste verão entre mães que amamentam é o peitolé _picolé de leite materno. Além de refrescar, o tetolé, como também é chamado, teria a propriedade de aliviar as dores da primeira dentição.

Vanessa Rodrigues ofereceu o peitolé para a filha, Beatriz, de seis meses e meio, pela primeira vez na semana passada. “Li sobre ele em grupos de amamentação e como os dentinhos dela já estão rasgando, resolvi oferecer”, afirma.

Moradora de Araraquara, no interior de SP, Vanessa diz que perguntou antes para a pediatra se podia oferecer o picolé de leite materno para a filha. “Ela liberou.”

E como foi a experiência da Beatriz com o peitolé? “De início ela achou estranho, pois nunca havia experimentado um alimento gelado, mas percebi que ela reconhecia o sabor e persistia em pegar o picolé e levar a boca. Logo foi se acostumando e vagarosamente degustando!”

O assunto é tema de posts em grupos sobre amamentação nas redes sociais. Mas ele já é antigo. Já havia grupos de mães que debatiam o tema no Orkut.

A física nuclear Maíra Nunes, 34, por exemplo, faz sorvete de massa com leite materno para o filho Francisco, com 22 meses.

Segundo ela, a receita de sorvete de massa de leite materno é praticamente a mesma do convencional. “Só diminui as quantidades de uma receita de sorvete de creme, eliminando o açúcar e trocando o leite de vaca pelo meu leite ordenhado. Uso a máquina de sorvete para fazer. A receita original é do livro de receitas da própria máquina. Meu marido teve a ideia de fazer o sorvete de massa quando o Cisco não aceitou bem o “leitolé.”

Simone Moraes, 34, mãe da Catarina, de 5 meses, também deu ‘peitolé’ para a filha pela primeira vez na semana passada.

Segundo ela, a bebê aparentemente não gostou muito. A primeira reação dela foi pegar e abrir a boca. Dai sentiu o gosto e ficou ok. Mas encostou de novo e ficou reclamando. Não fiz pelo dente, fiz pelo calor insuportável.”

Apesar  das caretas da filha, Simone disse que fará mais uma tentativa. “Não vou desistir.”

A médica Djinane Spinosa Zerlotto Rotta, 38, também mistura frutas no picolé para a filha Alice de 2 anos, que tem alergia à proteína do leite de vaca. “Ela adora picolé, o de leite materno geralmente bato com banana, morango ou manga. Aqui sempre tem picolé caseiro e sem açúcar, só de fruta no freezer.”

A receita é fácil, segundo ela. eu ordenho o leite, cerca de uma xícara de chá, bato banana com frutas secas( tâmara ou blueberry) no mixer, misturo ao LM, coloco em forminhas q adquiri em supermercado, e pronto!”

RECOMENDAÇÃO MÉDICA

E o que dizem os médicos? A coordenadora-técnica do Hospital e Maternidade Santa Joana, Helenilce de Paula Fiodi Costa, diz que é preciso tomar cuidado com o risco de contaminação na elaboração do picolé de leite materno.

Além da questão da higiene e armazenamento, Helenilce recomenda que o sorvete de leite materno seja oferecido apenas para bebês com idade acima de seis meses.

“Se, hipoteticamente, for feito em condições adequadas pode ser uma opção para crianças maiores de seis meses. “Nas menores poderá haver lesão das mucosas e língua pelo frio.”

A médica dá uma sugestão de troca para as mães. “Uma opção seria o congelamento de sucos de frutas com o cuidado de evitar o contato contínuo da superfície gelada com a língua e mucosas para evitar a lesão pelo frio.”

CUIDADOS COM A COLETA E ARMAZENAMENTO NO VERÃO

Helenilce diz que os cuidados são os mesmos que as mães devem ter em qualquer época do ano.

-Banho diário;

-Ambiente climatizado ou bem ventilado;

-Antes da ordenha: lavar bem as mãos com água e sabão e separar pelo menos 2 frascos de vidro com tampa esterilizados;

-Passar uma gaze ou algodão embebido em água fervida morna ou fria nas aréolas;

-Ao iniciar a ordenha desprezar os primeiros jatos de leite;

-Esgotar uma mama e colocar o conteúdo no 1º frasco e levar imediatamente ao refrigerador domestico (0 a 4ºc) colocar no fundo da geladeira e não colocar na porta. esgotar a 2ª mama e colocar o conteúdo no 2º frasco e levar ao refrigerador;

-No refrigerador o leite deve ser utilizado em até 48h. no freezer domestico deve ser utilizado em até 15 dias (após retirar do freezer o leite deve descongelar naturalmente em ar ambiente, e desprezar as sobras);

-As bombas manuais para extração de leite devem ser lavadas com água e detergente e ser esterilizadas.

 

Obstetra explica por que a França tem baixo índice de cesáreas

Por FABIANA FUTEMA
16/01/15 08:43

Em entrevista à RFI, a ginecologista e obstetra Simone Perdigão Cotta, especialista em infertilidade que atua no Institut Mutualiste Montsouris, em Paris, explica por que a França tem uma das mais baixas taxas de cesáreas do mundo. Na França, as cesáreas representam 21% dos partos realizados.  No Brasil, esse índice chega a 55% -atingindo 84% dos partos da rede privada.

Segundo ela, os médicos franceses são orientados a fazer o parto normal mesmo quando a paciente quer realizar uma cesárea. “As pacientes participam da escolha de parto tendo todas as informações, mas a decisão é do médico. Às vezes, algumas solicitam uma cesariana por conveniência, quando elas não querem ter um parto normal. O médico tenta explicá-las que o parto normal a protege da morbimortalidade. Se houver muita insistência, um grupo médico avalia a situação – e pode recusar a cirurgia. Neste caso, a paciente pode procurar um outro serviço, que em geral é privado.”

Outro motivo, diz Simone, é que as indicações médicas para realização de cesárea são muito restritas na França. A cesariana é feita apenas quando há indicação médica.”

Leia texto completo na página.

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