Maternar

Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Médicos e pais fazem protesto contra fechamento de maternidade do hospital Santa Catarina

Por Giovanna Balogh
25/07/14 14:49
Enfermeira cuida de recém-nascidos no berçário do Santa Catarina (Foto: Joel Silva - 1º.ago.2008/Folhapress)

Enfermeira cuida de recém-nascidos no berçário do Santa Catarina (Foto: Joel Silva – 1º.ago.2008/Folhapress)

Mães com bebês, médicos, enfermeiros e outros funcionários do hospital Santa Catarina organizam um protesto para a próxima  segunda-feira (28) contra o fechamento da maternidade. A unidade de saúde anunciou nesta semana que vai encerrar o setor em três meses e investir em áreas de maior complexidade, como oncologia e cirurgias.

O evento, que deve ocorrer às 10h no saguão do hospital, está sendo organizado por meio das redes sociais. Os manifestantes prometem levar balões e cartazes com fotos de bebês nascidos no local. A ideia é que o hospital se sensibilize e desista de fechar a maternidade, que funciona há 35 anos em plena avenida Paulista (região central de SP). A unidade de saúde realiza, em média,  240 partos por mês. Ao todo, cerca de 140 mil bebês nascerem na unidade.

O engenheiro Pedro Parizotto, 30, pretende participar da manifestação. Ele conta que a filha Helena nasceu prematura em dezembro do ano passado e ficou quase 50 dias internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal do Santa Catarina. “Será que não haveria uma forma de viabilizar a manutenção da maternidade, mesmo que de forma reduzida. Me entristece saber que por trás da decisão está uma congregação católica que rendeu seus valores cristão ao dinheiro”, comenta.

A maternidade, que é administrada pela  Associação Congregação Santa Catarina, é uma das principais opções, juntamente com o hospital São Luiz, por mães que querem ter o parto normal humanizado. O hospital tem permitido que, se for a vontade da mãe, ela fique com o bebê o tempo todo após o parto em alojamento conjunto.

Sem o Santa Catarina, as parturientes devem migrar para o São Luiz, que também conta com salas preparadas para o parto normal. Procurado, o hospital informou que está preparado para atender a demanda.  Juntas, as duas unidades do São Luiz contam com 203 leitos na maternidade. O Albert Einstein, que também seria uma outra opção humanizada, não aceita os convênios mais básicos das gestantes.

Algumas gestantes também devem migrar para o Santa Joana e o Pró-Matre, que ficam próximos ao Santa Catarina. As  maternidades são consideradas de referência em cesáreas e gestação de risco. O Maternar procurou os hospitais e eles informaram que estão preparados para atender mais pacientes que vão migrar do Santa Catarina.  Santa Joana e Pró-Matre contam com, respectivamente, 142 e 106 quartos.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) diz que com o fechamento da maternidade, os planos de saúde devem dar cobertura para as pacientes em outro hospital que tenha a mesma qualidade de atendimento e de serviço de hotelaria do que o prestado pelo Santa Catarina.

Procurado, o Santa Catarina informou que respeita a manifestação, mas nega qualquer possibilidade de manter a maternidade aberta. Questionada se os funcionários do setor serão demitidos, o hospital informou que apenas parte será mantida e realocada nos serviços de expansão como área de oncologia, neurologia, cardiologia, ortopedia e cirurgia do aparelho digestivo. “Nosso corpo clínico é aberto, portanto, os médicos que atuam em nossa maternidade trabalham também nas grandes maternidades de São Paulo”, informou o hospital, por meio de nota.

MOTIVOS DO FECHAMENTO

De acordo com o hospital, a partir do dia 1º de agosto, será iniciado o processo de fechamento do setor e, com isso, serão encerradas as atividades da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, do berçário, do centro obstétrico e do pronto-atendimento obstétrico.

“Para garantir o atendimento de nossos pacientes, os serviços serão mantidos por 90 dias, período superior ao exigido pela legislação, se encerrando no dia 31 de outubro”, diz o Santa Catarina.

O hospital afirma, por meio de nota, que a ideia é ampliar a atuação em cirurgia de alta complexidade em especializadas como oncologia, neurologia, cardiologia, ortopedia e cirurgias do aparelho digestivo.

“As altas taxas de ocupação e a expressiva demanda por leitos hospitalares relacionadas ao progressivo envelhecimento da população brasileira e à necessidade de revitalização da maternidade foram fatores decisivos para a tomada de decisão”. Atualmente, diz o hospital, a taxa de ocupação mensal é de, em média, 87% dos seus 327 leitos.

O especialista em administração hospitalar Walter Cintra Ferreira Júnior disse que a tendência é que mais hospitais gerais localizados em grandes metrópoles optem em fechar as suas maternidades. “O Sírio Libanês, por exemplo, nunca teve maternidade e nunca terá pois é pouco lucrativo”, diz Ferreira Júnior.

O especialista afirma que esses espaços são poucos rentáveis pois, se tudo corre bem, mãe e bebê ficam poucos dias internados e necessitam de poucos medicamentos, independente se o parto é normal ou cesárea.

“Boa parte das receitas dos hospitais vem de materiais e de medicamentos. Um paciente de oncologia que faz quimioterapia, cirurgias, que precisa de UTI repassa um valor muito maior para o hospital do que uma parturiente”, comenta.

O hospital, no entanto, não quis se manifestar sobre questões financeiras. Disse apenas que investirá R$ 42 milhões neste ano e que tem notado aumento na procura de exames, internações, cirurgias e atendimento oncológico.

Dia dos Avós tem contação de histórias, show e musicalização

Por FABIANA FUTEMA
25/07/14 10:14

Já programou o fim de semana com as crianças? Além de shows, peças teatrais e passeios, neste fim de semana tem Dia dos Avós, que será comemorado no sábado (26). Aproveite para levar seus filhos para brincar com os avós.

Para homenagear os avós, o Raposo Shopping organizou dois dias de programação. Hoje, das 15 às 17h, a contadora Marina Bastos lerá um conto rimado sobre a história de um avô que ensina ao seu neto a importância de poupar e gastar com consciência.

Amanhã, das 15h às 17h, haverá a apresentação da peça teatral “A Cigarra e a Formiga”. Os dois eventos são gratuitos e acontecerão no piso Raposo do shopping.

Veja abaixo outras dicas de programação infantil para o fim de semana

Atividade de musicalização para bebês (foto: divulgação)

Atividade de musicalização para bebês (foto: divulgação)

Musicalização para bebês no Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo) no sábado, das 15h30 às 17h30

Durante a oficina serão apresentadas canções voltadas para o repertório infantil, sempre com propostas de integração entre as linguagens e fontes sonoras, como danças, movimentos corporais, exploração de instrumentos e materiais lúdicos. Haverá momentos distintos para bebês de colo que ainda não andam e para bebês andantes de até três anos. Grátis, mas interessados deverão chegar com 30 minutos de antecedência. Indicação etária: de zero até 3 anos.

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Teatro

‘Bruxas da Escócia’ no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93), sábados e domingos, às 12h

Adaptação para o teatro infantil do clássico ‘Macbeth’, contado por meio da linguagem do palhaço. O tema pesado do original é aliviado pela narrativa engraçada, músicas em clima de opereta e truques de mágica. De R$ 1,60 a R$ 8.

Um Fusca em Cons(c)erto no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141), aos sábados, às 17h

Conta a história de três artistas que ensaiam e enfrentam problemas para realizar a grande viagem de suas vidas num Fusca. Grátis

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Show

Pequeno Cidadão no Sesc Belenzinho ( R. Padre Adelino, 1000 ) no domingo, às 18h

Lançamento do novo CD do grupo, que traz uma compilação de 17 canções do CD1 e do CD2, e foi especialmente produzido para brincar de karaokê. O show é interativo e a plateia participa cantando. Retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Na comedoria da unidade. Grátis.

Gangorra no Itaú Cultural (av. Paulista, 149), sábado e domingo, às 16h

Liderado por Vange Milliet e Paulo Lepetit, a banda fará apresentações do CD “Com a Corda Toda. Vange e o cantor Marcos Bowie interagem o tempo todo com a criançada, que gosta mesmo é de ficar pertinho do palco para cantar as músicas do grupo. É preciso retirar ingressos com duas horas de antecedência.

Mães fazem ‘Hora do Mamaço’ em várias cidades do país

Por Giovanna Balogh
24/07/14 12:43
Mulher amamenta o filho (Foto: Beatriz Takata/Bia Fotografia/www.biafotografia.com.br)

Mulher amamenta o filho (Foto: Beatriz Takata/Bia Fotografia/www.biafotografia.com.br)

No dia 2 de agosto mães em várias cidades vão se reunir para participar da Hora do Mamaço, um evento em comemoração à  Semana Mundial de Aleitamento Materno, que é celebrada entre os dias 1 e 7 de agosto.  O evento é idealizado pela comunidade do Facebook “Aleitamento Materno Solidário” e está na sua terceira edição. No ano passado, 45 cidades e alguns países participaram da iniciativa que tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância do leite materno para o bebê.

Em São Paulo, o evento vai acontecer na Casa das Rosas, na avenida Paulista. Já no Rio, será na lagoa Rodrigo de Freitas. A programação completa das cidades pode ser conferida no blog do evento. A pedagoga Simone de Carvalho, fundadora do grupo de apoio Aleitamento Materno Solidário, diz que qualquer mulher pode organizar o evento em sua cidade, ou seja, basta reunir algumas amigas em um ponto turístico, cadastrar os dados no blog oficial e depois enviar cinco fotos para as organizadoras. As imagens que são tiradas pelas participantes são utilizadas para fazer um vídeo como ocorreu nas últimas duas edições (veja vídeo abaixo).

Simone comenta que neste ano o evento será feito com fotos em formatos ‘selfie’. As imagens também serão usadas para serem compartilhados nas redes sociais com mensagens sobre a importância do leite materno para o bebê. “Queremos criar memes para se tornar viral no Facebook. Vamos usar frases de impacto que chamem à atenção”, comenta.

A recomendação do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que o aleitamento materno seja feita de forma exclusiva até os seis meses e como complemento até os dois anos ou mais.

Durante o evento, também será divulgado um manifesto para colher a assinatura dos participantes sobre a “Lei de Proteção à Mãe que Amamenta: em qualquer hora em qualquer lugar”. A ideia é conseguir  100 mil assinaturas para que o projeto seja enviado ao Congresso Nacional. Atualmente, foram recolhidas cerca de 9.500 assinaturas.

 

 

Veja o vídeo

 

Empresas lançam fralda-roupinha para facilitar troca; leia avaliação

Por FABIANA FUTEMA
22/07/14 08:30

Trocar fralda ficou muito fácil. As empresas lançaram no mercado brasileiro as chamadas fraldas-roupinha. Como o próprio nome diz, são fraldas que vestem como calcinha ou cuequinha.  (Leia: Fraldas sobem mais que inflação média; saiba aproveitar promoções)

Há três anos, quando fiquei grávida, trocar fralda era um dos tópicos do curso de gestante que frequentei. Por mais simples que possa parecer, tem gente que se atrapalha e tem dificuldade para acertar o lado certo da fralda convencional _aquelas que fecham como envelope (ps: o lado com fitas adesivas é o que deve ficar na parte traseira do bebê).

A primeira empresa a entrar nesse segmento foi a Kimberly-Clark, dona da marca Huggies Turma da Mônica, com o lançamento do modelo Up & Go em 2012.

“Lançamos esse modelo para aquela fase em que a criança começa a engatinhar, se movimenta muito e trocar fralda se torna mais difícil”, diz Pryia Patel, diretora da área de babycare da Kimberly-Clark sobre a Up & Go.

Graças ao bom resultado em vendas do produto, a empresa lançou no fim de 2013 um modelo mais barato de fralda-roupinha: a Huggies Turma da Mônica Veste Fácil.

A forma de vestir das duas é idêntica. A principal diferença é que as laterais de Up & Go são de velcro (podem ser abertas e fechadas), enquanto as da Veste Fácil são coladas e precisam ser rasgadas na hora de trocar a fralda.

De janeiro a abril de 2014, a participação da Kimberly-Clark no mercado brasileiro de fraldas passou para 29,7%. Em igual período de 2013, era de 28,8%. Priya atribui esse avanço de quase 1 ponto ao desempenho das fraldas-roupinha.

Agora outras empresas também lançaram fraldas-roupinha para as consumidoras brasileiras. Em junho, a Procter & Gamble, dona da marca Pampers, lançou a Pants, modelo vestível de fralda.

O modelo traz uma inovação para os pais que não sabem a hora certa de trocar a fralda. Tem um indicador de umidade que muda de cor para avisar que é preciso mudar a fralda do bebê.

Apesar do pouco tempo de lançamento, a Pants já representa 10% do total de vendas da Pampers. Líder do mercado de fraldas, com 34,9% de participação, a Pampers registrou um crescimento de 3 pontos de janeiro a maior deste ano frente a igual período de 2013.

A japonesa Unicharm trouxe para o Brasil em maio a fralda-roupinha MamyPoko. Em nota, a empresa diz que a participação da fralda-roupinha ainda é pequena em relação aos modelos convencionais. Mas que está crescendo: dobrou de tamanho no último ano.

No Japão, segundo a Unicharm, a fralda-roupinha responde por 70% do mercado de fraldas.

 TESTE DE MÃE

Meu filho sempre usou o modelo convencional de fralda. Mas testei o modelo roupinha nas minhas férias, em março.

Avaliação: são realmente mais fáceis de vestir. A criança não precisa estar deitada para ser trocada: basta passar a fralda por suas pernas.

Por outro lado, se o modelo não possuir velcros laterais, a mãe precisa tirar toda a roupa da criança para vestir a fralda. Com a fralda convencional é possível fazer a troca sem tirar toda a roupa.

Em relação à absorção, acho que os modelos-roupinha seguram o xixi tanto quanto as convencionais durante o dia. Mas ainda prefiro as convencionais para o período noturno.

Sobre conforto, só meu filho poderia dizer qual modelo é mais gostoso de usar. Mas percebi que pelo design, ele gosta do modelo roupinha.

FÁBRICA

Pryia Patel, da Kimberly-Clark, diz que a prova de que a empresa aposta no crescimento desse segmento foi a criação de uma linha de produção no Brasil do modelo Veste Fácil na fábrica de Suzano (Grande São Paulo).

O modelo Up & Go, por exemplo, não é fabricado no Brasil _a empresa tem uma unidade de produção no Peru.

“Existe um investimento em maquinário, mão de obra, que as empresas só fazem quando apostam no crescimento de uma categoria”, afirmou ela.

A Pants, da Pampers, é importada. Mas a Procter&Gamble afirma que há planos para trazer a produção desse modelo para a fábrica da empresa no interior de SP.

SABE TROCAR?

O hospital Albert Einstein tem uma página na internet dando dicas de como trocar fralda. Uma dica prática: ter por perto tudo o que será usado na troca da fralda, como água, algodão ou lenço umedecido.

O vídeo abaixo também tem ótimas dicas para os pais.

Fraldas sobem mais que inflação oficial; saiba aproveitar promoções

Por FABIANA FUTEMA
22/07/14 08:28

O preço das fraldas descartáveis acumula uma alta de 7,49% de janeiro a junho deste ano. Neste mesmo período, o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 3,75%. Ou seja, as fraldas subiram mais que a inflação oficial.

Em junho, enquanto a alta do IPCA foi de 0,40%, as fraldas tiveram um acréscimo de 1,05%. (Leia também: Fizemos o teste da fralda-roupinha; veja o que achamos)

Esse movimento já havia sido medido em 2013, quando a alta das fraldas foi de 8,56%, contra 5,91% do IPCA, medido pelo IBGE.

Fralda é um produto que os pais precisarão comprar até o filho completar quase 3 anos. Algumas crianças desfraldam antes, mas nem todas.

Então como fazer para se proteger da alta de preços? Minha primeira dica vai para as grávidas: organize um bom chá de fraldas. Já vi muitas amigas ganharem fraldas para todo o primeiro ano de vida do filho.

Outra dica é saber aproveitar as promoções. Aqui em São Paulo, os grandes hipermercados costumam fazer promoções aos sábados. Então gaste parte do seu fim de semana para comprar fraldas mais baratas.

Mas leve a calculadora (a do celular, pelo menos). A melhor forma de verificar se a promoção é vantajosa é pelo preço individual. Divida a quantidade de unidades da caixa ou pacote pelo preço. Às vezes, o preço do pacote é menor que o da caixa, e vice-versa.

Por último, sugiro pesquisar preços em lojas atacadistas de fraldas. A dica de ouro é pesquisar preços sempre. Às vezes, a distância do atacadista não compensa a economia. Ou o preço nem é menor que o do supermercado. Tem que pesquisar!

Mulheres são donas do próprio corpo

Por Giovanna Balogh
21/07/14 07:50
Ilustração mostra que as mulheres é quem devem escolher como filho virá ao mundo (Carol Rossetti)

Ilustração mostra que as mulheres é quem devem escolher como filho virá ao mundo (Carol Rossetti)

Mulheres são donas do próprio corpo e são elas que devem decidir se vão ter filhos ou não, se  vão ter um, dois, três ou quantos filhos quiserem. São elas também que têm o direito de decidir como e onde vão trazer seu filho ao mundo. Mulheres são seres que podem amar outras mulheres, usar a roupa que sentirem mais à vontade sem que isso acarrete serem estupradas por estarem, por exemplo, com uma saia ou shorts curtos.

Para tentar chamar à atenção para esses e vários preconceitos da nossa sociedade, a designer gráfico e ilustradora Carol Rossetti, 26, fez 42 ilustrações que têm sido compartilhadas nas redes sociais. Carol conta que o trabalho ainda não tem nome e que não esperava a grande repercussão. A ilustradora conta que ainda não tem nome o projeto, mas que planeja fazer em breve um livro e vender as imagens em quadrinhos e postais.

“Onde estão as pessoas com deficiência física? Por que pessoas em cadeira de rodas só aparecem se falarmos de cadeira de rodas? Pessoas com nanismo são mostradas sempre de forma cômica, quase como se fossem uma espécie diferente da humana em um filme de fantasia, isso não é aceitável. Recentemente, passei em uma banca e não vi nenhuma revista com uma pessoa negra na capa”, comenta.

Carol diz que sua intenção é  despertar empatia tanto em homens quanto mulheres, que se identificam como feministas ou não. “Acho que a ilustração consegue atingir um público mais abrangente do que que apenas militantes e ativistas”, afirma.

“Tem gente pela internet dizendo que tem nojo de pessoas gordas. Será que isso não é incentivado através da forma com que pessoas gordas são representadas pela mídia? Eu acredito que desconstruir esses preconceitos é um trabalho árduo, que exige muita humildade para reconhecer os próprios privilégios e ouvir o que pessoas menos privilegiadas do que você tem a dizer”, comenta a designer.Confira a seguir o trabalho dela para acabar com vários preconceitos:

Machado de Assis está no cardápio do próximo Literatura de Berço

Por FABIANA FUTEMA
19/07/14 10:18

Já escrevi aqui antes sobre o Literatura de Berço. É um projeto que prevê encontros regados com literatura e música para mães de crianças de até 18 meses.

Os encontros acontecem sempre na Casa das Rosas, lugar que por si só já vale uma visita.

Neste mês, o Literatura de Berço vai trazer a crítica literária, escritora e professora Elizabeth Cardoso para bater um papo sobre contos de Machado de Assis. O encontro acontecerá dia 23, quarta-feira, das 14h às 16h.

Para entreter as crianças, formas, letras e números de borracha estarão espalhados pelo chão.

O encontro é gratuito, mas é preciso se inscrever por telefone (11) 3285-6986. São oferecidas apenas 13 vagas.

A Casa das Rosas fica na av. Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do Metrô, região central de SP.

 

Mãe denuncia violência obstétrica em hospital particular de Natal (RN)

Por Giovanna Balogh
18/07/14 07:44

O Cremern (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte) abriu uma sindicância nesta semana para apurar um suposto caso de violência obstétrica ocorrido no início do mês em um hospital particular de Natal.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após o médico, Iaperi Araújo, divulgar sua visão sobre o parto dizendo que a paciente pediu tempero para comer a placenta, que o xingou e que saiu nua pelos corredores do hospital atrás do recém-nascido que foi levado ao berçário contra a vontade da mãe. Sem identificar o nome da paciente, o obstetra descreve a gestante como “surtada” e fala que ela “pediu uma tesoura para cortar um pedaço e um pouco de coentro pra temperar. Não tinha. Comeu sem o tempero”. Ao fim do relato o médico se diz chocado e alega que vai abandonar a obstetrícia.

O parto aconteceu no hospital Papi no dia 2 de julho e o relato do médico foi amplamente divulgado por sites e jornais de Natal sem dar, no entanto,  a versão da parturiente. O caso também foi denunciado pela Artemis (entidade de defesa ao direito da mulher), que  protocolou ofícios no Ministério da Saúde e na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), responsável em fiscalizar os planos de saúde.  O Cremern diz que o hospital está levando os detalhes do caso para passar as informações ao conselho, que não recebeu uma denúncia da paciente, mas vai investigar o caso após a divulgação pela imprensa local.

O Maternar procurou a mãe de primeira viagem, que é uma estudante de 24 anos que cuida agora do seu recém-nascido em casa. Ela, que pede para não ter o nome divulgado, diz que tenta se recuperar de uma episiotomia (corte feito entre o ânus e a vagina) durante o parto realizado no último dia 2. “Fui coagida sob pena de ‘matar o meu bebê’ e ele falou que seria só um cortezinho. Meu pai disse que ele cortou com a tesoura e terminou de rasgar com a mão. Há alguns dias tive coragem de me ver, e descobri uma episiotomia que me rasgou até o ânus, e que me dói para sentar, para andar, dói muito na hora de ir no banheiro, mas a dor maior que eu sinto é na alma”, relata a jovem.

“A episiotomia é expressamente não recomendada pela Febrasgo [Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia], e por um documento técnico que compõe a Resolução 262/2011 da ANS. O hospital em questão é de convênio, deveria observar essa resolução e a ANS tem obrigação de fiscalizar o descumprimento dela”, diz a advogada Valeria Sousa, da Artemis.  A advogada diz que o caso de Natal  é semelhante ao caso Torres, onde a Justiça obrigou a gestante Adelir Carmem Lemos de Goes a ser submetida a uma cesárea contra a sua vontade.

O obstetra disse em entrevista para o Maternar que fez a episiotomia e que não considera o corte uma violência obstétrica. “Fiz com ela e, se fosse a minha mulher, faria também pois se o procedimento não é feito a mulher depois tem problemas de bexiga e fica se urinando”, disse o médico. Araújo afirmou ainda que tem 43 anos de obstetrícia e que decidiu não fazer mais partos após as insultas que recebeu da paciente. Questionado sobre se viu a paciente comer a placenta como relatou nas redes sociais, ele disse que não viu e que foi orientado a apagar o relato após a grande repercussão do caso.

A paciente disse que Araújo, que trabalhava como plantonista do hospital, fez um exame de toque dolorido e ficou boa parte do tempo com a mão dentro de sua vagina . “Eu reclamava que ele estava me machucando, que estava doendo, e ele dizia: se você quisesse um parto sem dor faria uma cesárea, quer? Você não quer uma cesárea, tá vendo? Tá reclamando de que? Eu reclamava da luz, do barulho e ele respondia: eu já fiz parto humanizado, com baixa luminosidade, poucas pessoas na sala, mas aqui eu não tenho tempo para isso não”, relata a parturiente.

A estudante disse ainda que pediu para mudar de posição para tentar amenizar as dores da contração, mas que foi impedida e obrigada a deitar e  ficar em posição ginecológica, que aumenta a dores da parturiente. Depois de tomar uma anestesia, a equipe que estava na sala de parto também fez a chamada manobra de Kristeller (pressão sobre a barriga da parturiente para empurrar o bebê).  “Eu sofria com a dor dos empurrões e da mão do obstetra dentro da minha vagina. Me senti estuprada. Diziam que era assim mesmo, e que se eu não me concentrasse ia matar meu bebê, que daquele jeito estava difícil, que eu não ia conseguir. Ouvi isso repetidamente durante as três horas e meia em que estive lá”, comenta.

A jovem diz que chegou ao hospital depois de 36 horas de trabalho de parto em busca de assistência  obstétrica. Desejava um parto domiciliar, mas o cansaço e a pressão da família a teriam feito desistir.  Em um  primeiro momento, conta a estudante, o médico se recusou a atendê-la e houve um bate-boca logo na admissão no hospital. “O médico me acusou de não ter feito pré-natal, mas eu fiz. Fiz uma ultrassonografia no dia anterior que mostrava que estava tudo ótimo com o meu filho”, comenta.

As discussões e xingamentos seguiram durante todo o parto, segundo a parturiente. “Pedi que não cortassem o cordão umbilical do meu filho e o obstetra ficava debochando de mim dizendo que eu não tinha conhecimento algum”, comenta. Estudos mostram que o cordão umbilical só deve ser cortado após parar de pulsar pois devolve ao bebê o sangue e com isso protege ele de anemia.

Entre uma contração e outra, a estudante disse que a pediatra dizia que assim que o bebê nascesse iria ser examinado e levado ao berçário. “A pediatra começou a gritar comigo dizendo que tinha que examinar o bebê, medir, pesar, fazer testes, levar pro berçário, e eu disse que não deixava, ela me gritando e chamando de louca disse que eu não tinha autoridade pra decidir nada sobre o meu filho, eu respondi que o filho era meu e que ninguém o tiraria de mim”, comenta.

SEPARADA DO BEBÊ

Para a estudante, o mais difícil não foi o que enfrentou no parto, mas por ter sido impedida de ficar com o recém-nascido logo que nasceu. “Ele veio para o meu colo, todo lindo, respirando e chorando bravamente. Enquanto eu tentava dizer a todo mundo que ele  estava  bem, a pediatria tirou ele do meu colo sem que eu pudesse amamentá-lo”, comenta. Portaria do Ministério da Saúde determina que todo bebê saudável deve ir direto para o colo da mãe e ser amamentado na primeira hora de vida.

A mãe conta que  a pediatra pegou o bebê e o aspirou. Em seguida, a criança foi levada ao berçário. Enquanto a gestante tentava rever o bebê, o  obstetra puxou a placenta sem esperar a dequitação natural.  A placenta  é um órgão responsável por envolver e alimentar o feto durante toda a gestação. Depois do nascimento do bebê, o próprio corpo da mulher se encarrega de fazê-la nascer também, com algumas contrações.

“Quando minha placenta saiu eu gritei: a placenta é minha! O médico ia jogá-la no lixo. Ele ainda ironizou querendo me apresentar à minha placenta, mas nessa hora eu só pensava em ir buscar meu filho”, conta. A legislação brasileira, através de uma regulação da ANS, dispõe que o membro pode ser solicitado e levado pela pessoa, e cabe ao hospital acondicionar o órgão corretamente. A estudante conta que não comeu a placenta, que ela está guardada no freezer de sua casa, e que ainda não sabe qual destino será dado a ela.

“Eu estava transtornada. Tentaram me impedir de sair da sala de parto, pois eu estava nua. Foi então que me deram meus trapos sujos de sangue, vesti ali no corredor mesmo, e fiquei gritando na frente do berçário, de portas trancadas, gritando que queria meu filho comigo.” Após discussões, a criança foi entregue ao pai da parturiente pela equipe do berçário após ele ameaçar arrombar a porta. A mãe e o bebê foram para um quarto onde o recém-nascido foi enfim amamentado. Em seguida, ela e o bebê deixaram o hospital. Os dois passam bem. “O que me foi arrancado jamais terei de volta. Foi o dia mais pavoroso da minha vida”, diz.

O médico disse que não se recusou a atende-la, mas que questionou por ela não ter um obstetra acompanhando a gestação. Araújo afirmou que pede desculpas caso tenha feito algo errado, mas diz que foi xingado pela paciente e que o desabafo na internet foi feito para que outros médicos saibam o que ele enfrenta nos plantões.

“Ela queria que eu ficasse três horas lá de pé só olhando para ela. Me senti um inútil, como se eu fosse um leigo, um ignorante. Essas mulheres que defendem o parto domiciliar não podem regredir o avanço da medicina. No hospital, tenho um protocolo a seguir”, afirmou o médico.  Araújo afirmou ainda que pelo convênio recebe cerca de R$ 400 pelo parto enquanto uma doula (acompanhante que dá suporte para a gestante) recebe, segundo ele , R$ 2.000. O médico afirma ainda que fez “tudo o que a paciente queria”. O Maternar não conseguiu contato com a pediatra que atendeu o caso. Procurado, o hospital ainda não se manifestou sobre o assunto.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) tomou conhecimento do caso e informou que vai encaminhar uma denúncia ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.  A ideia, segundo o parlamentar, é “investigar os fatos e tomar as providências cabíveis”. Ainda segundo o deputado, tramita na Câmara um projeto de sua autoria, feito com parceria da Artemis, que garante à gestante o direito ao parto humanizado e apresenta soluções legais para o enfrentamento da violência obstétrica seja qual for o tipo de parto escolhido pela gestante.

Procurada, a ANS ainda não se manifestou sobre o assunto. O Ministério da Saúde informou que, por se tratar de um hospital particular, não tem nenhuma medida a ser tomada sobre o caso.

Roteirinho: Fim de semana tem show, teatro, oficinas e brincadeiras

Por FABIANA FUTEMA
17/07/14 08:58
Grupo infantil Gangorra estará no Sesc Bom Retiro  (Foto: Gal Oppido/Divulgação)

Grupo infantil Gangorra estará no Sesc Bom Retiro (Foto: Gal Oppido/Divulgação)

Ainda não programou seu fim de semana com as crianças? Não vai ser por falta de opção que ficará em casa. Nem por motivo financeiro: procuramos passeios baratinhos (ou gratuitos) para fazer com a criançada. Veja abaixo:

Show do grupo musical infantil Gangorra: dias 19 e 20 de julho, sábado e domingo, às 18h, no Sesc Bom Retiro (Al. Nothmann,185 – Campos Elíseos). Ingressos: de R$ 1,60 a R$ 8,00. 

Liderado por Vange Milliet e Paulo Lepetit, o Gangorra canta e compõem músicas estimuladas pela curiosidade das crianças. O espetáculo explora cenicamente o potencial lúdico das canções, com pequenas cenas teatrais, brincadeiras e bonecos. Além dos instrumentos musicais convencionais, são utilizados instrumentos feitos de materiais recicláveis, como um ocena drum, de embalagem de pizza e o bumbofeito de galão de água.

Oficina de customização de bichinhos virtuais em feltro no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141). Sábado e domingo, às 15h. Grátis

Customização em feltro de bichinhos de aplicativos como Pou, Talking Tom, Angry Birds, Zumbi Smasher, Minion Rush, Plants X Zumbis. Idade: de 7 a 12 anos. 15 vagas. Inscrições no local, no dia da atividade.

Peça ‘Contos de Bruxa’ nos Teatros do Macunaíma 1, 2, 3, 4 e 5 (Rua Adolpho Gordo, 238 – Barra Funda), nos dia 19, 20  21, às 19h e 21h Ingressos: R$ 16.

Uma comédia infanto-juvenil onde A Bruxa da Branca de Neve, a Bruxa da Rapunzel, a Bruxa da Bela Adormecida, a Bruxa do Mágico de Oz e a Madrasta da Cinderela, resolvem fazer o bem nas suas respectivas histórias.

Peça ‘O Festeiro Mensageiro’, sábado e domingo, às 16h, no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195). Grátis

Numa cidade do interior, um fazendeiro mesquinho só pensa em ganhar dinheiro. Para isto ele pretende casar sua filha com um vizinho muito rico. Mas como o destino ninguém pode traçar, a moça se apaixona pelo carteiro, o que acaba gerando uma série de confusões e aventuras.

Peça ‘Meu Pai É Um Homem Pássaro’, aos domingos, à 12h, no Sesc Bom Retiro (Al. Nothmann,185 – Campos Elíseos). Ingressos: de R$ 1,60 a R$ 8.

Conta a história de Lizzie, uma menina de 9 anos que perdeu a mãe recentemente, e seu pai Jack. O pai começa a viver em um mundo imaginário, piando, grasnando e comendo minhoquinhas como um pássaro. A menina Lizzie, para cuidar do pai,participa desta fantasia, aprende a gostar do colorido e a maciez das penas dos pássaros e a construir uma relação de amor e respeito por seu genitor.

Intervenção ‘No Tempo da Minha Avó se Brincava Assim’, sábados e domingos, das 13h30 às 14h10 no Sesc Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1000). Grátis

Crianças se encontram no Espaço de Brincar para brincar de roda e cantarolar velhas cantigas. Com Cia Mia Gato, que tem foco na arte-educação e atividades desenvolvidas para a primeira infância. O objetivo principal é estimular o ato de brincar.

Contação da ‘História Pra Combater o Mau-Humor’ no Sesc Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505), sábado (19), das 14h às 15h. Grátis

Música, literatura e artes plásticas unem-se nesta atividade cheia de interação. O público é convidado a ouvir uma história; em seguida, todos juntos – ouvintes e contadoras, criam um grande painel ilustrando o conto ouvido através dos desenhos, colagens e textos de todos.

As atrizes Camila Cassis e Natália Grisi, da Cia Hora da História, que estarão no Sesc Santo Amaro (Foto: Divulgação)

As atrizes Camila Cassis e Natália Grisi, da Cia Hora da História, que estarão no Sesc Santo Amaro (Foto: Divulgação)

Como fazer a escovação e a ida ao dentista ser sem traumas para os filhos

Por Giovanna Balogh
16/07/14 12:11

Muitos bebês e crianças fazem um verdadeiro ‘escândalo’ na hora que uma escova de dentes é levada em sua direção. Mas, como fazer com que esse momento do nosso cotidiano seja o menos ‘traumático’ para nós e nossos filhos? Se a escovação é ruim, imagina então a ida ao dentista. Mas, dentistas dizem que é possível transformar em diversão esses momentos de ‘tensão’.

Uma dica é deixar a criança ‘brincar’ com a escova, mastigar as cerdas até que acabe a ‘curiosidade’ e ela se ‘familiarize’ com aquele objeto. “Na hora da escovação, é muito importante ter delicadeza na manipulação. Por ser uma região sensível, pode gerar algum tipo de desconforto para o bebê”, comenta a dentista Marina Beloti.

Ela também aconselha os pais a escovar os seus dentes com o bebê para “dar o exemplo”. Outro fator importante é colocar a escovação como rotina na higiene do bebê assim como lavar as mãos, por exemplo.  “A consciência da higienização e a criação do hábito de ter a boca limpa são fatores relevantes para a saúde bucal da criança. A limpeza deve iniciar já com o nascimento dos primeiros dentes”, explica.

Segundo a dentista, os pais no início podem utilizar apenas uma gaze umedecida ou escova pediátrica macia. “Quando o bebê apenas mama ainda não é necessário o uso de creme dental”, ressalta. Após a introdução de alimentos, após os seis meses, as pastas podem começar a ser introduzidas.  A recomendação é usar pasta sem flúor até que a criança aprenda a bochechar e cuspir a pasta já que o flúor não deve ser engolido.

PRIMEIRA CONSULTA

A dentista aconselha a procura de um odontopediatra quando o bebê ainda está na barriga da mãe. Segundo ela, nessa consulta os pais são apenas orientados sobre a importância da higienização, a amamentação e até os prejuízos causados por utilizar chupetas e mamadeiras. Depois, ela aconselha retornar ao consultório somente quando começarem a surgir os primeiros dentes do bebê – normalmente após os seis meses de vida.

A dentista Mônica Barreto Pereira diz que nem sempre o bebê vai desde cedo ao dentista, mas que isso deve ser feito assim como é o acompanhamento com o pediatra pois a criança vai ganhando empatia com o profissional.

Já com os maiorzinhos que vão pelo consultório pela primeira vez, ela conta que conversa muito com a criança e descobre suas preferências antes da consulta. “Se gosta de super-herói, por exemplo, puxo as brincadeiras e fantasias nessa direção. Se gosta de Peppa, invento outras historinhas”, comenta. A luzinha usada para examinar pode virar a o farol de um carro, os óculos colocados na profissional e no pequeno paciente também viram momentos de brincadeira.

“É muito importante os pais tratarem a escovação como um momento natural, como dar banho, trocar a fralda. Cada pai tem seu jeitinho de ‘convencer’ a criança a fazer esses procedimentos de higiene, então, não deve ser diferente na hora de escovar os dentes”, comenta.  A odontopediatra diz que vale usar musiquinhas, livros, dancinhas e outros artifícios lúdicos.

Para ela, os pais também não devem demostrar para os filhos o medo que muitas vezes eles próprios têm do dentista.

O exame odontológico nos pequenos é um procedimento minimamente invasivo. “O consultório odontológico é transformado em uma verdadeira brinquedoteca e por meio de brincadeiras o profissional apresenta os equipamentos, instrumentos e acessórios que irão condicionar a criança e aceitar a intervenção de maneira mais tranquila”, diz Marina, que dá cursos de orientação aos pais sobre higiene bucal. Ela comenta que quanto mais relaxada e confiante estiver a criança, melhor será o desenrolar da consulta.

A publicitária Miriam Barreto, 33, levou recentemente a filha Sara,3, na primeira consulta. Ela conta que a dentista conversou muito com a criança antes de irem para a cadeira.  “Ela usou fantoches, livros, contou historinhas. Foi tudo muito lúdico. Ela literalmente preparou ‘o meio de campo’ para ganhar a confiança da minha filha”, comenta.

Durante a consulta, a menina deixou que a dentista olhasse dentro da sua boca sem a menor crise. “Ela chegou a colocar um óculos nela de brinquedo e no fim a cadeira da consulta virou um escorregador”, diz Miriam, uma das autoras do blog Na Pracinha.

CÁRIE DE MAMADEIRA

Nas consultas, uma dos alertas dos dentistas é em relação a um dos erros mais comuns cometidos pelos pais após a criança desmamar do seio materno: dar o leite na mamadeira após a escovação dos dentes. “A mamadeira com leite artificial envolve um alimento com açúcar e, associado à má higiene, predispõe a criança à cárie”, comenta Marina.

A dentista Mônica diz que a chamada ‘cárie de mamadeira’ pode ser evitada se os pais mudarem esse costume de deixar a criança adormecer com a mamadeira na boca.

Para a maioria dos dentistas, a mamadeira e a chupeta são dois ‘vilões’ e devem ser evitados devido aos prejuízos que pode causar na arcada dentária da criança.

A alternativa é recorrer aos copinhos onde o bebê consegue realizar o movimento de sucção de maneira muito semelhante à que realizaria no seio de sua mãe. Essa opção deve ser usada principalmente, segundo especialistas em amamentação, por bebês que mamam no seio da mãe e que são amamentados por terceiros enquanto a mãe está no trabalho, por exemplo. Os copos fazem com que não haja confusão de bicos, ou seja, o bebê não vai querer trocar o seio pela mamadeira.

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