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Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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'Cesárea desnecessária é menor no SUS', diz Padilha após alta da filha

Por Giovanna Balogh
31/03/15 14:49
Padilha posta foto da filha Melissa (Foto: Reprodução/Facebook)

Padilha posta foto da filha Melissa (Foto: Reprodução/Facebook)

O secretário municipal de Relações Governamentais, Alexandre Padilha, e a mulher dele, Thássia Alves, comemoram poder passar o feriado de Páscoa com a família reunida em casa ao lado da filha Melissa, que nasceu prematuramente em fevereiro. A menina, primeira filha do casal, ficou 28 dias internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de SP.

Padilha disse que a mulher optou em fazer o pré-natal e ter seu bebê no SUS (Sistema Único de Saúde) por ter “ciência de que quando se trata de assistência ao parto, a chance de “uma decisão por cesárea desnecessária é infinitamente menor no SUS”. A mulher de Padilha foi submetida a uma cesárea de urgência que foi  bem indicada por conta de um quadro de pré-eclâmpsia no último trimestre da gravidez.

Padilha disse também que toda a equipe médica que atendeu a mulher e afilha fizeram condutas  “baseadas rigorosamente nas evidências que sustentam um parto humanizado e adequado.”

Em sua página no Facebook,  o secretário e ex-ministro fez vários elogios para a equipe que cuidou da filha durante a internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal. “Agradeço e parabenizo a toda equipe do berçário do Cachoeirinha , que nos deu aulas e mais aulas de humanização no cuidado aos recém-nascidos  e envolvimento dos pais na recuperação destas criaturinhas que vieram ao nosso mundo. Durante este período, Thássia e Melissa conviveram com outras mães e RNs [recém-nascidos] que já se transformaram em amigas e que darão lições sobre as diversidades sociais a nossa filha ao longo da sua vida.”

O secretário, que também foi ministro da Saúde, definiu o hospital como sendo “sua segunda casa” durante a internação da filha.

Segundo a publicação do secretário, nesta terça-feira (31) os médicos permitiram que a pequena Melissa conhecesse a família. Ao receberem alta do hospital, as visitas a um bebê prematuro é restrita para que não fique doente e tenha que retornar ao hospital. Padilha disse que foram 28 dias de internação de Melissa na UTI e vários retornos no ambulatório de prematuro.

BOATOS

Padilha também comentou que durante a internação da filha ele e a mulher foram vítimas de vários boatos e que documentos do próprio hospital e da direção da unidade de saúde desmentem declarações de que o casal teve privilégios durante a internação. “Já solicitamos e recebemos toda a documentação e histórico hospitalar que desmontam todas as inverdades publicadas em perfis falsos das redes sociais ou blogs e a utilizaremos quando oportuno”, comentou.

“Aliás, perfis falsos,boatos ou cartas anônimas foram a prática de todos esses dias, enquanto Thássia e Melissa estiveram internadas para tentar, inclusive ,criar um clima hostil no hospital à minha esposa e à minha filha. Nunca conseguiram porque suas inverdades não se sustentavam diante dos fatos e do cotidiano da nossa convivência com usuários e profissionais. Sinceramente, eu,médico, e Thássia , jornalista, nunca imaginamos que chegariam a este ponto”, diz Padilha.

Padilha beija a mulher em caravana do PT (Foto: Jorge Araújo - 02.mar.2014/Folhapress

Padilha beija a mulher em caravana do PT (Foto: Jorge Araújo – 02.mar.2014/Folhapress

'Fui hostilizada', diz mulher obrigada pela Justiça a fazer cesárea

Por Giovanna Balogh
31/03/15 08:10
Adelir com o marido e a filha ainda no hospital (Foto: Erika Carolina - 03.abr.2014/Folhapress)

Adelir com o marido e a filha ainda no hospital (Foto: Erika Carolina – 03.abr.2014/Folhapress)

Na próxima quarta-feira (1º) a filha de Adelir Carmem Lemos de Goes, 30, comemora um ano. A pequena Yuja Kali já fala suas primeiras palavras e anda confiante após dar os primeiros passos aos dez meses de vida.

Apesar da alegria em poder amamentar e ver a caçula brincar com os irmãos, Adelir diz que não terá como passar a data sem lembrar do nascimento da filha, que foi feito por meio de uma cesárea contra a sua vontade. Os médicos procuraram a Justiça para que ela fosse internada à força pois consideravam que havia risco de morte da mãe e do bebê. A reportagem sempre tentou, sem sucesso, contato com a equipe médica que atendeu Adelir.

Um ano após o caso ter sido noticiado pela Folha, Adelir diz que estava segura das suas decisões e que sabe que nem ela nem o bebê estavam em perigo. Como mora na pequena cidade de Torres (193 km de Porto Alegre), Adelir diz que se pudesse teria tentado ser atendida em um hospital em Porto Alegre, onde os partos humanizados são mais frequentes. No ano passado, ela disse que seu parto foi roubado.

“Infelizmente me hostilizaram, quiseram fazer eu parecer que era uma louca. Nos afastamos de várias pessoas depois disso, inclusive, familiares”, comenta Adelir, que entrou com um processo contra a equipe médica que a atendeu.

Grávida de 42 semanas e com duas cesáreas anteriores, Adelir foi levada de casa por policiais militares e encaminhada ao hospital Nossa Senhora dos Navegantes, onde passou pela cirurgia. Os médicos alegaram na época que o bebê estava sentado.

Stephany Hendz, que era a doula de Adelir, disse que durante os exames preliminares foi constatado que o bebê estava saudável e com batimentos cardíacos dentro dos padrões.

Após ser examinada e ver que ainda não estava em trabalho de parto ativo, a paciente assinou um termo de responsabilidade e voltou para casa. A médica que a atendeu no plantão decidiu procurar o Ministério Público, que acionou a Justiça.

Adelir voltou a dizer que não pretendia ter o bebê em casa, mas que queria esperar entrar em trabalho de parto para então retornar ao hospital.

Ela diz que a repercussão do seu caso trouxe alguns avanços para que mais mulheres possam se informar e ter partos respeitosos. “Mas ainda há um longo caminho pela frente para a humanização. Ainda existe muita violência obstétrica que as mulheres passam”, comenta.

ATO NA ASSEMBLEIA DE SP

Nesta quarta-feira, para lembrar a data, será feito um protesto pacífico, a partir das 13h, na porta da Assembleia Legislativa, na zona sul de SP. A Artemis (ONG de defesa da mulher), que chegou a denunciar o caso na época por violação de direitos humanos, é quem organiza o ato.

Além de lembrar do caso, será entregue na ocasião um manifesto aos deputados pedindo a aprovação do projeto de lei das doulas (PL 250/2013), que regulamenta a atuação dessas profissionais nos hospitais e maternidades, públicos e privados, do Estado.

O projeto, de autoria da deputada Leci Brandão (PCdoB), prevê a presença da doula durante toda a presença da parturiente na unidade de saúde sem tirar o lugar do acompanhante – que pode ser o pai da criança ou qualquer outra pessoa de sua escolha que está estabelecida pela Lei Federal 11.108/2005.

O projeto deixa ainda claro que as doulas podem entrar com a gestante levando bolas de pilates, massageadores, bolsa de água quente, óleos para massagem e banqueta auxiliar para parto entre outros objetos que achar necessário. O projeto das doulas está pronto para votação, mas está parado na Casa desde fevereiro do ano passado.

Fotógrafa mostra beleza real da mulher depois da maternidade

Por FABIANA FUTEMA
31/03/15 07:01

A maternidade transforma as mulheres por dentro e por fora. As mudanças no corpo são visíveis e, por vezes, viram motivo para preocupação e vergonha.

Peito caído, peito murcho. Barriga flácida, barriga avantajada, simplesmente barriga. Estria aqui, estria acolá. Mudanças banais e comuns a tantas mulheres acabam sendo escondidas das capas glamourosas de revistas.

Para celebrar a beleza real da mulher após a maternidade, a fotógrafa Renata Penna realizou o ensaio “Bonita é a mãe”, que mostra mães ao lado de seus filhos.

No ensaio, sem retoques nem Photoshop, as mulheres mostram seus corpos com marcas que surgiram após a maternidade.

Segundo ela, a ideia do projeto surgiu da sua própria experiência de aceitação do novo corpo após a maternidade. “Foi uma junção da minha experiência pessoal com a constatação do quanto essa jornada é delicada para tantas mães e do quanto muito desta dificuldade vem do fato de que o corpo real não é exposto, é escondido.”

Na opinião da fotógrafa, fotos que exibem mães saradas logo após o parto contribuem para a criação dessa imagem do corpo irreal. “O corpo que a gente tem exposto é aquele corpo irreal da capa de revista, da barriga chapada, da imagem tratada no Photoshop, o corpo irreal que vende uma perfeição que não existe.”

Em seu Tumblr, Renata dá mais motivos para rejeitar o corpo irreal. “Porque da exposição desse corpo falso, desse corpo que esconde o que lhe marca e lhe diferencia, nasce o constrangimento. Constrangimento porque se tem um corpo de verdade, um corpo que vive a vida de todos os dias. Um corpo que engorda, emagrece, um corpo que enruga, que estica, um corpo que sobra, que falta.”

E dá as razões para festejar a beleza do corpo real.  “Eu quero ver exposto esse corpo real, bonito, vivido, feito de sentimento. […] Esse corpo onde se rabisca uma história, esse corpo que é único e não se compara a nenhum outro. A beleza dele é essa, e é a maior do mundo. A mais significativa também.”

Leia a íntegra no tumblr ‘Bonita é a Mãe’ ou na página pessoal de Renata.

PROJETO

Em seu ensaio, Renata procurou fotografar mães com crianças um pouco mais crescidas. “A jornada do corpo é constante, ele se transforma conforme nos transformamos. E é bacana mostrar que o corpo mostra quem nós somos, conta a nossa história. nossos filhos são parte da história que escrevemos no mundo. nosso corpo também.”

Aproveite a Páscoa para dar lições de educação financeira aos filhos

Por FABIANA FUTEMA
30/03/15 11:57
Pais podem aproveitar Páscoa para ensinar educação financeira aos filhos (Imagem: Fotolia)

Pais podem aproveitar Páscoa para ensinar educação financeira aos filhos (Imagem: Fotolia)

 

A Páscoa está chegando e você está horrorizado com o preço dos ovos de Páscoa? Não é preciso fingir que não é tempo de trocar chocolates e evitar levar as crianças para shoppings e supermercados. A dica do professor de Economia da Uniasselvi, Fausto Curadi, é aproveitar a data para ensinar algumas lições de educação financeira aos filhos.

“É possível trabalhar sobre a diferença entre os conceitos ‘caro’ e ‘barato’, mostrando que um item que tem o valor baixo não é necessariamente barato”, afirma ele.

Outra dica tem relação com a poupança. Fausto diz que os pais podem mostrar aos filhos que um dia a dia próspero precisa de planejamento financeiro. “As pessoas não conquistam objetivos de um dia para o outro. São meses, semestres e anos de bons hábitos e bons negócios.”

Já o professor do curso de Psicologia da Unopar, Marcio Neman, diz que os pais podem aproveitar a data para ensinar os filhos a lidar com pequenas frustrações, como a de não ganhar o ovo desejado.

“O que afeta, realmente, não é o fato de existir a ausência do símbolo durante a comemoração, mas sim como os pais lidam com a questão do consumismo, com a gratificação pelas ações de esforço e cumprimento do papel de filho e, principalmente, como a família lida com a frustração da criança”, afirma ele.

Segundo Márcio, a ausência do ovo desejado não atrapalhará o desenvolvimento psicossocial da criança.

Ele diz que o importante é que os pais conversem com o filho sobre a situação financeira da família e expliquem que não é possível comprar o ovo mais caro. “Com afeto e esclarecimento, mesmo chateada com a situação, a criança entenderá a realidade que a cerca.”

Pesquise: Procon-SP encontra diferença de 81,7% nos preços dos ovos de Páscoa

Por FABIANA FUTEMA
30/03/15 11:46
Procon-SP encontrou variação de 81% no preço do ovo de Páscoa Toy Story da Nestlé (Foto: Reprodução)

Procon-SP encontrou variação de 81% no preço do ovo de Páscoa Toy Story da Nestlé (Foto: Reprodução)

Um mesmo ovo de Páscoa pode ter variação de preço de 81,7% em São Paulo, segundo pesquisa do Procon-SP. Essa diferença foi encontrada no preço do ovo Toy Story, 150g, da Nestlé, cujo preço variou de R$ 19,80 a R$ 35,98.

O menor preço foi o do supermercado Andorinha, e o maior, do Walmart.

Os bolos de Páscoa também registraram altas variações de preços. Esse foi o caso Pane di Pasqua gotas de chocolate da Panco, de 500 gr, vendido por R$ 10,98 no Andorinha e R$ 19,90 no Carrefour, uma diferença de 81%.

A coleta de preços do Procon-SP foi feita entre os dias 16 e 17 de março em dez estabelecimentos comerciais de cinco regiões da cidade de São Paulo. Foram pesquisados preços de 123 ovos e 22 bolos de diversas marcas.

Segundo o Procon, o preço dos mesmos ovos de Páscoa pesquisados em 2014 subiu 9,16% em média. Já os bolos de Páscoa ficaram tiveram um acréscimo de 7,04% neste ano.

DICAS

O Procon-SP orienta que o consumidor faça uma comparação entre os preços praticados por diferentes estabelecimentos e também considere a relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido.

É preciso também avaliar a quem será destinado o chocolate – idade, gosto, restrições alimentares, entre outras, são questões que não podem ser deixadas de lado no momento da compra.

Algumas informações que são obrigatórias na embalagem devem ser observadas com atenção – prazo de validade, composição e peso líquido do produto. Nos ovos que contêm brinquedos verifique na embalagem do ovo se está estampada a frase “Atenção: contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro da Avaliação da Conformidade”.

Também é obrigatória a indicação de faixa etária ou, se for o caso, frase que informe que não existe restrição de faixa etária. O brinquedo deve ter o selo do Inmetro em sua embalagem, identificação do fabricante (nome, CNPJ, endereço), importador (caso o brinquedo seja importado), instruções de uso e de montagem, e eventuais riscos que possam apresentar à criança.

Confira a pesquisa completa aqui .

Ativistas postam imagens de parto em protesto contra bloqueio de fotos

Por Giovanna Balogh
30/03/15 07:22

Após terem fotos de parto  bloqueadas pelo Facebook, ativistas do parto normal resolveram protestar nesta semana contra a censura nas redes sociais.

A ideia surgiu após a fotógrafa Line Sena ter seu perfil e página bloqueados pelo Facebook na semana passada depois de publicar um ensaio de um parto domiciliar.

Segundo a fotógrafa, algumas fotos desapareceram e ela agora tem restrições para usar a rede social. Ela conta que depois recebeu uma mensagem que a foto tinha sido denunciada por “violência explícita”. Ela e outras ativistas  se questionaram o motivo do parto ser considerado uma “violência” e organizaram um ‘placentaço’ no Facebook.

“Para o Facebook violência é uma imagem de placenta. Justo a placenta, fonte de vida de nossos bebês dentro do nosso corpo, órgão espetacular, temporário e fundamental a todos nós”, diz o evento organizado pela rede social.

Nesta segunda-feira (30) as mulheres vão postar fotos das placentas na sua timeline com a hastag #partonãoéobsceno. Na terça (31), a ideia é postar fotos de partos que foram censuradas com a mesma hastag.

O  Facebook informa que não proíbe fotos de parto, mas que as políticas da empresa não permitem nudez de qualquer tipo, ou seja, também estão proibidas fotos, por exemplo, de modelos e índios nus.

Pelas políticas do Facebook, as páginas de apoio ao parto natural na rede social precisam de critério na  hora de publicar fotos de mulheres durante o parto. O Facebook pode ser usado por crianças a partir dos 13 anos e a ideia é equilibrar os interesses de todos que utilizam a ferramenta.

Placenta da fotógrafa Line Sena (Foto: Carla Raiter)

Placenta da fotógrafa Line Sena (Foto: Carla Raiter)

Veja lista de 28 hospitais participantes de projeto de incentivo ao parto normal

Por FABIANA FUTEMA
28/03/15 10:20
Mulher usa banheira durante parto em hospital público (Foto: Divulgação)

Mulher usa banheira durante parto em hospital público (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e o Hospital Israelita Albert Einstein anunciaram nesta sexta-feira a lista de 28 maternidades selecionadas para participar do projeto de incentivo ao parto adequado. Desse total, 23 são da rede particular e cinco pertencentes ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Um dos objetivos do projeto é reduzir o número de cesáreas no país, que ultrapassa a marca de 80% na rede privada. No sistema público, essa taxa cai para 40%, mas mesmo assim fica acima da média de 30% verificada em países europeus.

Desenvolvido em parceria com o IHI (Institute for Healthcare Improvement ), o projeto prevê basicamente três modelos de atendimento à grávida em trabalho de parto: 1) pela equipe de plantonistas da maternidade; 2) por enfermeiras obstetras e acompanhante; 3) por uma equipe de médicos que fizeram seu pré-natal.

A implantação desse projeto também prevê a adequação da mão-de-obra dos hospitais, que poderão precisar contratar plantonistas e outros profissionais para atender as grávidas.

A partir da assinatura da parceria, os hospitais selecionados terão 18 meses para se adequar às diretrizes do projeto de incentivo ao parto adequado.

Veja abaixo a lista de hospitais selecionados:

Rede particular

MT – Cuiabá – Fêmina Hospital Infantil e Maternidade Nordeste

BA – Salvador – Hospital Teresa de Lisieux

CE – Fortaleza – Hospital Regional Unimed Fortaleza Norte

PA – Belém – Maternidade do Povo Sudeste

ES – Serra – Vitoria Apart Hospital

ES – Vitória – Hospital Dia e Maternidade Unimed

MG – Belo Horizonte – Hospital Mater Dei

MG – Nova Lima – Nova Lima Hospital Vila da Serra

MG – Pouso Alegre – Hospital e Maternidade Santa Paula

RJ – Duque de Caxias – Hospital Daniel Lipp

RJ – Niterói – Complexo Hospitalar de Niterói

RJ – Rio de Janeiro – Perinatal Barra Casa de Saúde Laranjeiras

RJ – Rio de Janeiro – Casa de Saúde São José

SP – Ribeirão Preto – Maternidade Sinhá Junqueira

SP – Santo André – Hospital e Maternidade Brasil

SP – Santos – Hospital São Lucas de Santos

SP – São Paulo – Hospital Santa Helena

SP – São Paulo – Hospital Nipo Brasileiro

SP – São Paulo – Hospital SEPACO

SP – São Paulo – Hospital da Luz Azevedo Macedo

PR – Curitiba – Hospital da Mulher e Maternidade Nossa Senhora de Fátima

RS – Porto Alegre – Hospital Moinhos de Vento

SC – Joinville – Centro Hospitalar Unimed Joinville

SUS

PA – Belém – Hospital Samaritano Nordeste

CE – Fortaleza – Hospital da Mulher de Fortaleza

CE – Fortaleza – Hospital Cura D’Ars

PE – Recife – Hospital Agamenon Magalhães Sudeste

MG – Uberlândia – Hospital de Clínicas de Uberlândia

 

Médicos do SUS terão de justificar uso de episiotomia e outros procedimentos

Por Giovanna Balogh
27/03/15 08:06
Mulher com acompanhante durante trabalho de parto (Foto: Bia Fotografia)

Mulher com acompanhante durante trabalho de parto (Foto: Bia Fotografia)

Os médicos da rede púbica de saúde do Estado de São Paulo terão de justificar o uso de episiotomias (corte feito entre a vagina e o ânus), administração de ocitocina (para acelerar o parto) e lavagem intestinal feita nas pacientes durante o parto. As medidas fazem parte da lei do parto humanizado sancionada na quinta-feira (26) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O projeto, de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr., também estabelece que a gestante tenha direito à anestesia durante o parto normal e escolha também métodos não farmacológicos, como a massagem, para aliviar a dor. No SUS (Sistema Único de Saúde) nem sempre as maternidades têm anestesistas disponíveis para atender as parturientes.

Pela lei, a mulher também tem direito a comer e beber durante o trabalho de parto e ainda se movimentar durante as contrações. A gestante também poderá escolher a posição que fique mais confortável para parir. Normalmente, as gestantes são colocadas em posição ginecológica, o que aumenta as dores das contrações e dificulta o nascimento do bebê. A lei também deixa claro que os médicos devem fazer a “mínima interferência” possível e usar métodos “menos invasivos e mais naturais.”

PLANO DE PARTO

A gestante também poderá fazer o plano individual de parto onde será orientada durante o pré-natal e poderá indicar se quer ter anestesia, quais as opções não-farmacológicas para alívio da dor e o modo que será feito o acompanhamento e monitoramento cardíaco-fetal. O plano será feito em conjunto com o médico que vai informar a parturiente sobre as suas escolhas. Saiba mais sobre o plano de parto.

A parturiente também poderá saber com antecedência onde o parto será realizado. Uma das propostas da nova lei também é garantir o direito a um acompanhante, que já é prevista em uma lei federal e é descumprido em várias maternidades públicas e privadas do país.

A única coisa que não ficou clara ainda é de que maneira a lei será fiscalizada e como será feita a humanização de parto na rede pública.

LEI MUNICIPAL

Em novembro de 2013, o prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou um projeto de lei semelhante ao que passa a valer em todo o Estado.

O projeto também permite que as mulheres optem por métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens e banho quente, e solicite anestesia se essa for sua vontade. Elas podem ainda saber com antecedência onde darão à luz e escolher o tipo de parto e um acompanhante – que pode ser desde um parente até uma doula.

A vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), autora do projeto, disse na época que nenhuma das iniciativas era praxe nos hospitais municipais de São Paulo.

Apesar da lei estar em vigor, mulheres ainda têm dificuldades em conseguir partos respeitosos com o mínimo de interferência médica tanto na rede pública como na privada.

‘Literatura de Berço’ tem especial Chico Buarque nesta sexta-feira (27)

Por FABIANA FUTEMA
26/03/15 07:01
Crianças de 3 a 15 meses são bem vindas nos encontros do Literatura de Berço (Foto: Divulgação)

Crianças de 3 a 15 meses são bem vindas nos encontros do Literatura de Berço (Foto: Divulgação)

O ‘Literatura de Berço’ desta sexta-feira (27/03) será voltado para a vida e obra de Chico Buarque.

Além de relembrar canções do músico, a psicóloga Flávia Escrivão fará uma leitura de poemas do compositor.

O ‘Literatura de Berço’ acontece das 14h às 16h na Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho (Rua Almirante Pereira Guimarães, 314, no Pacaembu).

O evento é gratuito: são 15 vagas para mães e pais de bebês de 3 a 15 meses. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 3862-1925.

Além de aproveitar a parte cultural, as mamães têm a chance de trocar ideias com outros pais em eventos onde bebê chorando não recebe olhar reprovador.

Ah, e também há uma mesa com frutas, bolos e sucos ao final do encontro.

Saiba por que não dar ovo com brinquedo de Páscoa

Por Giovanna Balogh
25/03/15 07:35
Ovos expostos em supermercado (Foto

Criança pega ovo exposto em supermercado (Foto:  Sérgio Carvalho – 5.abr.2012/Folhapress)

Ao entrar em qualquer supermercado nesses dias que antecedem a Páscoa dá a nítida impressão de que você está no lugar errado. Seria ali uma loja de brinquedos?

Não é, mas parece. A cada ano, os ovos de Páscoa para o público infantil  estão mais caros porque  vem acompanhados de brinquedos  maiores e mais atrativos aos olhos da criançada. Os brinquedos são na verdade objetos simples, como canecas, maletinhas, bonecos pequenos, normalmente feitos de plástico e de pouca durabilidade. Mas, que criança que não vai querer ter mais um super-herói, ou princesa ou outro personagem favorito em casa?

Ao se deparar com aquele corredor colorido, a cena no mercado se repete diariamente. A criança olha aquele atrativo e quer levar pelo menos um para casa. Os pais, muitas vezes cedem e compram e, outros, resistem mesmo aguentando birras e choros incessantes do filho que, muitas vezes, nem sabe o que é Páscoa e que ali tem um chocolate junto.

A Páscoa deixou de ter um caráter religioso para ser uma época de lucro, principalmente, com o público infantil, da mesma forma que já acontece no Natal e no Dia das Crianças. A opinião é da advogada do Instituto Alana, Ekaterine Karageorgiadis, que explica que  os fabricantes de ovos de Páscoa ferem a resolução 163 do Conanda  (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente), que proíbe a publicidade voltada para o público infantil e o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe a venda casada.

“Se comparar o preço de um chocolate de 150 gramas normal com um de ovo a diferença é grande. Um ovo chega a custar cinco, seis, até sete vezes mais. Então, o brinquedo não é brinde, está sendo vendido junto”, comenta.

Segundo ela, nessa época também acontece um consumo desenfreado e desnecessário pois uma criança não ganha só um ovo. Normalmente os pais dão um, ganha outro das tias, dos avós, dos primos, etc. “Essa é uma época para refletir, conversar com os familiares e fazer um análise sobre o próprio consumo. Dá para fazer uma Páscoa divertida sem comprar tanto”, orienta. Isso sem mencionar que doce em excesso não faz bem para ninguém, muito menos para as crianças.

Além dos brinquedos que vem com o ovo, as estratégias publicitárias vão além. Nesta época do ano, comerciais na TV mostram ainda brinquedos que são colocados em embalagens de acrílico no formato de ovo para que a criança peça um brinquedo na Páscoa.

PARA MENINOS E MENINAS

Fora que nos últimos anos há ainda mais algo no setor ovos de Páscoa: chocolates para meninos e para as meninas. “A separação que já existe nas lojas de brinquedos agora também é feita nos supermercados nas vendas dos ovos”, comenta.

A pedagoga Patrícia Paiva, 30, ficou surpresa ao ver os ovos divididos em setores “para meninos” e “para meninas”. “Fico me perguntando qual será a escolha das meninas que curtem batman, homem-aranha, capitão américa e dos meninos que amam o filme da Frozen, por exemplo”, comenta. A filha dela, Manuela, 3 anos, não gosta de chocolates, então, ela acredita que será mais fácil combater o consumismo desenfreado dessa época do ano.

Placa indica ovos para meninos e meninas (Foto: Patricia Paiva)

Ovos para meninos e meninas (Foto: Patricia Paiva)

“Fazem com que os pequenos inocentes fiquem encantados, desejem e tornem-se pequenos fiéis consumidores. Essa separação de ‘meninos’ e ‘meninas’ é uma reafirmação da sociedade machista em que vivemos”, comenta.

O MILC (Movimento Infância Livre de Consumismo) lançou uma campanha nas redes sociais para informar que a prática é abusiva e aconselha os consumidores a boicotarem a compra desses produtos.

QUAIS AS ALTERNATIVAS?

Os pais têm várias alternativas para fazer a Páscoa da garotada divertida. Uma delas é o chamado “comprar de quem faz”. Ou seja, comprar de pessoas que fazem o chocolate caseiro e que não vai vir associado a nenhum personagem ou brinquedo.

Os pais também podem adquirir ovos menores que, além de mais baratos, não vem com brinquedos. Outra alternativa é pintar ovos de galinha junto com as crianças e depois escondê-los pela casa em um verdadeiro ‘caça aos ovos’. A diversão certamente é garantida assim como fazer ‘caça aos ovos’ com mini ovos de chocolate que também são bem mais em conta.

ONDE DENUNCIAR?

Além de não comprar, a advogada do instituto Alana e o MILC pedem que os consumidores reclamem com as empresas e ainda procurem o Procon de sua cidade ou outros órgãos competentes como o Idec, Ministério Público Federal, entre outros. No  site do Projeto Criança e Consumo também é possível registrar uma queixa.

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