Maternar

Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Judiciário receberá kit com informações sobre violência obstétrica

Por Giovanna Balogh
18/09/14 08:29
Bebê nasce empelicado (em volto na bolsa) em parto humanizado (Foto: Paula Poltronix/Além D´Olhar)

Bebê nasce empelicado (em volto na bolsa) em parto humanizado (Foto: Paula Poltronix/Além D´Olhar)

Juízes, procuradores, desembargadores e promotores vão receber nos próximos meses kits com informações sobre o que é violência obstétrica. A ideia é sensibilizar quem julga as ações movidas por pacientes para que eles saibam quais são as violações dos direitos humanos ocorridos com a gestante antes, durante ou após o parto.

Os 50 primeiros kits serão distribuídos assim que o filme “O Renascimento do Parto 2” alcançar no crowdfunding (financiamento coletivo) os primeiros R$ 65 mil. O filme, que vai tratar sobre a violência obstétrica, deverá ser lançado no segundo semestre de 2015 e tem dois meses para atingir essa primeira meta.  A violência obstétrica, conforme mostrou o Maternar, inclui desde procedimentos desnecessários durante o parto até agressões verbais e psicológicas.

Ao todo, o filme tem cinco metas para serem alcançadas que totalizam R$ 320 mil. Assim que cada uma for atingida, serão distribuídos mais 50 kits. “Infelizmente, eles [magistrados] não têm elementos para julgar as causas pró-mulher. Eles precisam compreender e entender mais sobre a violência obstétrica”, comenta a advogada Ana Lucia Keunecke, da Artemis (entidade de defesa ao direito da mulher).

A ONG (organização não governamental) é responsável em fazer o kit que inclui um DVD do filme “O Renascimento do Parto”, uma pesquisa “Nascer do Brasil”, da Fundação Fiocruz, além de uma nota técnica feita pela Artemis mostrando o que é a violência obstétrica. O kit vem ainda com um compilado da legislação existente sobre assistência ao parto, puerpério e nascimento e uma carta explicando o que é a Artemis e o objetivo do kit.

Ana Lucia explica que os kits serão direcionados aos magistrados que julgam casos relacionados à saúde e ao direito do consumidor. “Se o judiciário começar a dar resultados favoráveis à mulher, vamos conseguir que os médicos mudem a atitude e respeitem as pacientes. E as escolas de medicina e enfermagem revejam seus currículos”, comenta.

Veja o vídeo

COMO AJUDAR?

O diretor do filme, Eduardo Chauvet, explica que quem ajudar no crowdfunding terá diferentes contrapartidas, entre elas, receber adesivos, o DVD, ter o nome exibido no final do filme e participar das pré-estreias que serão seguidas de debates, entre outros benefícios. A contribuição no crowdfunding podem ser feita a partir de R$ 30.

Empresas que quiserem patrocinar o filme poderão comprar cotas de R$ 250 mil a R$ 500 mil e receber isenções fiscais.

O primeiro filme, explica ele, foi feito apenas com recursos próprios e um crowdfunding foi feito com o filme pronto para que ele chegasse às telonas. Ao todo, foi arrecadado R$ 143 mil.

“No primeiro filme fizemos com ajuda de pessoas que cederam imagens e vídeos. Desta vez, todos os partos serão filmados por nós”, explica. As gravações desta vez serão feitas também na Inglaterra e na Holanda onde serão mostrados os modelos de assistência ao parto que dão certo. No Brasil, também será mostrado iniciativas que dão certo como o hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, que atende partos humanizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O primeiro filme “O Renascimento do Parto” foi lançado em 2013 e foi o documentário nacional com a segunda maior bilheteria nos cinemas, com mais de 30 mil espectadores. O filme percorreu 50 cidades em 22 semanas e o DVD,  lançado em fevereiro passado, está em primeiro lugar de vendas entre os documentários nacionais do ano.

Chauvet diz que o sucesso do primeiro filme mostra a necessidade de conteúdos de qualidade sobre o tema. O Brasil é um país recordistas em cesáreas com mais de 50% dos nascimentos sendo realizados por meio de cirurgia na rede pública. Na rede privada, esses números são superiores a 90% sendo que a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que apenas 15% dos nascimentos seja feito por meio de cesáreas.

O filme, que teve o trailer da campanha divulgado na noite de quarta-feira (17), mostra ainda que a consequência desses índices são graves, como o aumento da prematuridade, enfraquecimento do vínculo materno-infantil, desmame precoce, depressão pós-parto, entre outros. O trailer da campanha também tem legendas em inglês pois a ideia é conseguir patrocinadores também fora do Brasil.

O QUE DIZEM OS MÉDICOS

Em nota divulgada recentemente, a Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) diz que reconhece a existência da violência obstétrica e que é preciso investir na humanização dos nascimentos.

A entidade, no entanto, conclui a nota dizendo que é uma “violência contra o obstetra, a maneira superficial com que o tema tem sido abordado colocando o obstetra/ginecologista sempre como algoz”. Leia a íntegra da nota do Sogesp.

 

Até que idade um bebê é considerado de colo? Saiba o que diz a lei

Por Giovanna Balogh
17/09/14 08:02
Pai com filha dormindo no colo em aeroporto lotado (Foto: Pierre Duarte - 20.abr.2011/Folhapress)

Pai com filha dormindo no colo em aeroporto lotado (Foto: Pierre Duarte – 20.abr.2011/Folhapress)

Em épocas de exposições com filas intermináveis em São Paulo, surge uma dúvida: afinal, até que idade é um bebê de colo? Até quando os pais podem utilizar a fila preferencial seja para entrar em museus, para pagar uma simples conta no banco ou passar as compras no caixa do supermercado?

Ninguém sabe a idade certa. Uns dizem que só vale quando o bebê ainda não anda, outros acham que pode até os dois anos de idade. Quem tem filho pequeno sabe que as crianças, pelo menos até os 3 anos, pedem e precisam de muito colo pois se cansam facilmente. Mas, como lidar com os olhares tortos ao passar na frente dos outros?

A historiadora Fernanda Moraes, 35, e mãe de Clara, de 1 ano e 2 meses, conta que usa o benefício sempre que precisa. A menina ainda não anda, mas ela tem dúvidas até quando poderá utilizar a fila preferencial. “Acho que mesmo a criança que anda ainda é de colo. Os bebês andantes se cansam, depois de um tempo querem colo e a gente tem que dar, é claro. E tem gente que infelizmente acha um abuso”, comenta.

Fernanda conta que foi em julho ver a exposição “Obsessão Infinita”, no Instituto Tomie Ohtake, e que conseguiu escapar das intermináveis filas e que outros pais com crianças maiores do que a dela também usaram sem problema a fila preferencial. No galpão Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda (zona oeste) que recebeu até agosto a exposição “Os Gêmeos” os visitantes, no entanto, eram informados que bebê de colo é considerado até apenas um ano.

Mas, afinal, até quando um bebê é de colo? A lei federal 10.048/2000, que dá prioridade aos portadores de deficiência, idosos, gestantes, lactantes e crianças de colo não traz esse detalhe.

O advogado Danilo Montemurro, diz que o que vale nessas horas, é claro, é o bom senso. “Ninguém deve, por exemplo, pegar uma criança de quatro anos no colo só para passar na frente dos outros, mas também deve haver bom senso das pessoas. Se é uma mãe com uma criança no colo dormindo, mesmo que ela seja maior, deveria ter prioridade”, comenta.

Para o advogado, o ideal era que não fosse necessário existir lei para dar prioridade. Ele comenta que deveria prevalecer a gentileza e a educação das pessoas. O mesmo vale, por exemplo, se você está na fila do supermercado com o carrinho cheio de compras e atrás de você está uma pessoa com apenas um pacote de bolachas na mão. Não importa se ela é mais nova que você, o atendimento dela é mais rápido e não custa nada deixar ela passar na frente, não é verdade?

“Como infelizmente há abusos, foi criada a lei que nada mais é do que uma norma de conduta social. As pessoas deveriam por conta própria oferecer o lugar para qualquer pessoa que está com alguma limitação”, comenta.

Ou seja, um pai ou mãe com o filho pequeno nos braços – independente se ele começou a andar ou não – deveria sim ter prioridade. Criança pequena cansa, chora, tem fome e precisa ter seus desejos atendidos naquele momento, afinal, ela não sabe nem entende o que é esperar. Fora que o pai, além da criança, provavelmente tem a tiracolo uma bolsa gigante com fraldas, lenços umedecidos, roupas extras que com certeza estão gerando um peso e um cansaço extra.

E você, já passou por algum constrangimento nas filas? Já cedeu seu lugar na fila para um pai ou mãe com uma criança de colo? Que tal se colocar pelo menos uma vez no lugar do outro?

Lillo faz recall de chupeta por risco de engasgamento

Por Giovanna Balogh
15/09/14 11:48
Chupeta passa por recall por risco de desmontar e as peças serem engolidas (Foto: Divulgação)

Chupeta passa por recall por risco de desmontar e as peças serem engolidas (Foto: Divulgação)

 

O risco da chupeta se desmontar e as partes pequenas serem engolidas pelos bebês fez com que a empresa Lillo anunciasse nesta segunda-feira (15) um recall de 6.432 chupetas.

No comunicado da empresa, é informado que as partes pequenas podem causar risco de engasgamento se forem engolidas.

A empresa diz que após testes de fervura e tração constatou problemas no modelo Lillo Funny – Coleção Bichos Ortodôntica – tamanho 2. A empresa afirma que o lote com problema é o 13137, código 6701110, com data de fabricação do dia 17 de maio de 2013.

Os consumidores devem procurar a empresa para fazer a troca do produto ou obter mais informações. A Lillo orienta os consumidores a não utilizar os produtos com problema e entrar em contato com a empresa pelo SAC (Serviço de Atendimento Consumidor) 0800 025-4415 de segunda a sexta-feira de 9h às 17h ou pelo e-mail sac.lillo@lillo.com.br.

A empresa diz ainda que com exceção deste lote, todos os produtos da marca estão em perfeitas condições para o uso.

Maternar completa 1 ano; leia os dez posts preferidos das blogueiras

Por FABIANA FUTEMA
12/09/14 08:51

Sabe quando o filho vai fazer aniversário e você não planeja fazer nada naquele ano? Diz para todo mundo que vai economizar com a festa e gastar o dinheiro com viagens ou guardar na poupança?

Só que aí vai chegando o dia da festa e baixa uma inquietude, uma vontade de comprar um bolinho. Só para não passar em branco, você diz para si mesma. Mas só um bolinho? É tão mais legal com brigadeiro, bexiga e bebidas…

Toda essa introdução para dizer que no começo não tínhamos pensado em fazer nada para comemorar o 1º ano do blog Maternar, completado nesta sexta-feira (12).

Mas pintou uma nostalgia, uma lembrança gostosa dos posts que fizemos com tanto carinho para o blog. Por isso resolvemos publicar uma seleção com dez posts: os meus cinco preferidos, e os cinco favoritos da Giovanna.

Vejam abaixo quais são eles:

Fabiana Futema

Pais exaustos procuram ‘encantadoras’ para organizar sono do bebê

‘Encantadora’ diz quais são os mitos sobre o sono dos bebês e dá dicas para pais aflitos

Veja erros que cometemos na publicação de fotos de nossos filhos na internet; saiba evitá-los

Especialista alerta sobre riscos dos jogos eletrônicos para a saúde das crianças

A polêmica da chupeta. E como ajudar seu filho a se livrar dela

Giovanna Balogh

Mulheres denunciam violência obstétrica; saiba se você foi vítima

Maior doadora de leite materno do Brasil processa Danilo Gentili após piada

O perigo de terceirizar a criação dos nossos filhos

Lugar de bebê…é no colo!

Mulheres mostram as ‘marcas’ da maternidade

Queremos aproveitar e agradecer os pais e mães que mandaram foto do aniversário de um ano dos filhos para ajudar a gente a apagar as velinhas de 1 ano do blog. Confira as fotos dos nossos bebês e de nossos leitores:

 

 

 

Instituto acusa revista de publicar fotos sensuais de meninas

Por Giovanna Balogh
11/09/14 15:06

Vogue Kids diz que não foi notificada e que, por isso, não irá se manifestar

Ensaio da revista Vogue foi criticado por órgão de defesa da criança (Divulgação)

Ensaio da revista Vogue foi criticado por órgão de defesa da criança (Foto: Reprodução)

A revista “Vogue Kids”, encartada neste mês com a “Vogue”, foi criticada em redes sociais e acusada por um instituto de ter publicado fotos de meninas menores de idade em poses sensuais, vestidas de biquíni. Em algumas imagens, elas aparecem deitadas e com pernas abertas.

Queixas sobre o ensaio “Sombra e Água Fresca” se espalharam em redes sociais e chegaram nesta quinta (11) ao Ministério Público federal e estadual e à Polícia Federal. Os órgãos avaliarão o caso.

Procurada, a revista afirmou que não foi notificada e não tem nada a declarar sobre o assunto.

O instituto Alana, organização de defesa dos direitos das crianças, é autor de uma das acusações.

“São garotas em poses sensuais e [existe] uma clara adultização precoce dessas crianças”, afirma a psicóloga Laís Fontenelle, que integra a entidade.

Laís afirma que as crianças ainda não têm seus valores formados e que não precisam ser expostas desta forma. “O filho ou a filha brincarem com o salto alto da mãe ou com o batom em casa é saudável, faz parte do faz de conta e isso é saudável”, comenta. Segundo ela, não é saudável quando as empresas fazem salto alto para pés tamanho 20, ou com bojo para meninas de oito anos. “Assim como essas fotos, que mostram a menina tirando a blusa”, afirma.

“Muitas pessoas vão dizer que a maldade está no olho de quem vê. Mas a maldade está no olho de quem produz esse tipo de peça.”

Para a psicóloga, as meninas estão fazendo propaganda das roupas, o que é vetado pelo Conanda (Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes), órgão ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.

Resolução deste ano do órgão proíbe a publicidade direcionada a crianças.

O advogado de família Danilo Montemurro diz que o Ministério Público poderá entrar na Justiça com uma ação civil para determinar o recolhimento da revista e multa.

Também segundo ele, os pais das crianças podem virar réus por terem autorizado as fotos. “Além da exposição sexualizada, as crianças foram expostas como adultos. Isso fere o artigo 17 do ECA, que preserva o direito da identidade do menor”, diz.

Primeira foto do ensaio mostra menina tirando a blusa (Foto: Reprodução)

Primeira foto do ensaio mostra menina tirando a blusa (Foto: Reprodução)

Mãe de uma menina de dois anos, a roteirista Renata Corrêa, 31, ficou indignada com a publicação e colocou as fotos nas redes sociais.

Apagou-as em seguida, justificando que as crianças já haviam sido expostas demais, mas seu desabafo gerou mais de 1.000 compartilhamentos em poucas horas. Um grupo no Facebook chamado Pediatria Integral tinha mais de 4.000 compartilhamentos com as imagens.

“Muitas vezes, quando pensamos em pedofilia, imaginamos um um cara se escondendo atrás do computador. Mas a gente não fala de uma cultura de pedofilia, em que a imagem das crianças é explorada de uma forma sexualizada”, diz Renata.

A advogada Ana Lucia Keunecke, da Artemis (entidade de defesa ao direito da mulher), diz que as fotos ferem artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“As meninas estão claramente em um situação de vulnerabilidade. Fere a moral dessas crianças mesmo que o ensaio tenha tido a autorização dos pais”, explica.

Revista "Vogue Kids" diz que não vai se manifestar sobre o ensaio (Foto: Reprodução)

Revista “Vogue Kids” diz que não vai se manifestar sobre o ensaio (Foto: Reprodução)

Pais se unem e criam a escola ideal para os filhos

Por Giovanna Balogh
11/09/14 08:01
Pais criam escola que respeita o tempo de cada criança (Foto:  Matias Larco/Divulgação)

Pais criam escola que respeita o tempo de cada criança (Foto: Matias Larco/Divulgação)

Desafio para um pai é encontrar uma escola que considere perfeita para o seu filho. Se oferece alimentos saudáveis, nem sempre tem uma proposta pedagógica interessante. Se prioriza as brincadeiras, muitas vezes não oferece horários ideais para quem tem filhos pequenos.

É pensando nisso que cada vez mais pais têm se unido e criado a escola que consideram perfeita para seus pequenos. Em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, pais e mães criaram em 2009 a Jardim Primavera, que é uma escola Waldorf.  Nesse tipo de ensino, é respeitado o tempo de cada criança, independente da idade que ela tem, fora que a arte, a música, a natureza são usados no dia-a-dia no aprendizado onde é trabalhado o lado emocional, social, cognitivo e espiritual da criançada.

“A escola trata o indivíduo como um ser integral e harmonioso, com corpo, alma e espírito. A pedagogia Waldorf respeita o tempo de desenvolvimento da criança, não antecipando conteúdos, fazendo a criança descobrir o mundo de forma gradual e encantadora, despertando assim dentro delas um interesse e amor pelo o mundo”, explica Raquel Nunes , professora da escola.

Essas escolas também fogem do tradicional pois a manutenção dela, como cuidar do jardim, é feito por meio de mutirões realizados pelos próprios pais e alunos, ou seja, a interação dos pais vai além de reuniões de pais e mestres.

Raquel diz que a ideia é que a escola cresça ainda mais no próximo ano e não fique mais restrita ao ensino infantil.  “Vamos ampliar a escola pois temos várias crianças, inclusive as crianças fundadoras da escola, que vão entrar no primeiro ano em 2015. Então, estamos trabalhando muito para que esse projeto se realize, pois acreditamos ser o momento certo”, diz. A escola recebe, por enquanto, crianças até sete anos que ficam na escola por um período de quatro horas.

Para conseguir ampliar a unidade, no entanto, foi criado uma crowdfunding (financiamento coletivo) para que possam ser construídas três salas de aula. O dinheiro é doado por meio da Benfeitoria e, se a meta de R$ 30 mil, não for alcançada, os colaboradores recebem de volta a quantia doada.  Em menos de 15 dias, a unidade já conseguiu arrecadar quase 80% do previsto.

A bióloga Fabiana Carvalhal, 40, tem quatro filhas que estudam na escola desde agosto de 2013. Ela  diz que o principal diferencial da unidade é que vira uma extensão da casa. “É um aspecto muito bom para a primeira infância. O cultivo à espiritualidade e aos rituais rotineiros me deixam muito feliz com esta escolha”, comenta a mãe de Morena, 6, Malu, 2, e das gêmeas Aimê e Inaiá, 4 anos.

Veja o vídeo

DIFICULDADES FINANCEIRAS

No Rio de Janeiro, outra escola Waldorf que foi fundada por pais é a “A Árvore – Jardim de Infância & Escola de Pais”. Inaugurada em fevereiro de 2012, a escola funciona como a de Ubatuba, ou seja, os pais pagam mensalidade.  As doações foram fundamentais para o início das atividades e, desde o mês passado, os pais estão novamente buscando ajuda.

A educadora ambiental Luciana Sereneski de Lima, 30, diz que há um valor fixo para a mensalidade, mas que também, nos casos em que a família precisa, é aberto o diálogo sobre o valor com o qual a família pode contribuir.

Ela diz que por conta de dificuldades financeiras estão enfrentando a perspectiva de ter que encerrar as atividades, apesar de este não ser o desejo dos pais nem dos educadores.  “Por uma série de mudanças que ocorreram no final de 2013 e início de 2014, durante esse ano tivemos menos crianças matriculadas do que o necessário para pagar os custos. Nossa reserva foi consumida por este déficit e acabou no mês de agosto”, comenta.

Além da busca por doações espontâneas nas redes de contato, assim como a escola no litoral de SP, a unidade carioca planeja fazer um crowdfunding.

“Nosso objetivo é buscar recursos externos e permanecer funcionando no mesmo local e modelo até o final do ano. Temos várias famílias interessadas em matricular as crianças para o ano que vem”, comenta. A unidade, que fica no Grajaú, zona norte do Rio, aceita crianças de dois a seis anos. Lá, os alunos ficam das 9h às 16h e os menores costumam ficar apenas das 9h às 13h. Veja o vídeo e entenda um pouco mais sobre a unidade.

Veja o vídeo

 

Presa consegue na Justiça direito de ficar com a filha por 1 ano e meio

Por Giovanna Balogh
10/09/14 13:00
Presidiárias têm o direito de ficar seis meses com o bebê (Foto: Divulgação)

Presidiárias normalmente têm o direito de ficar seis meses com o bebê (Foto: Divulgação)

Uma presidiária presa por tráfico de drogas conseguiu na Justiça uma liminar para que fique com a filha até a criança completar um ano e meio de vida. Normalmente, as presidiárias têm o direito a apenas seis meses e, após esse período, a criança é encaminhada para os cuidados  de alguém da família enquanto a mãe termina de cumprir a pena.

De acordo com a Defensoria Pública de São Paulo, nenhum familiar manifestou interesse em ficar com o bebê. Segundo consta na ação, o serviço de assistência social da penitenciária entrou em contato com a irmã da detenta que não quis ficar com a guarda provisória da sobrinha. Ela teria sugerido, segundo a Defensoria Pública, que ela fosse adotada por uma família “de classe média alta”.

A Defensoria Pública diz que pouco tempo depois a presidiária recebeu a visita de um advogado que teria feito uma proposta para “comprar” o bebê por R$ 10 mil e que a criança deveria ser entregue para a irmã, que encaminharia para uma família interessada. Um boletim de ocorrência foi registrado para apurar o caso. O nome da presidiária foi omitido pelo Maternar para preservar a identidade de criança.

Na decisão, dada em mandado de segurança, considerou a prioridade da criança ao direito de convivência familiar e o risco de a filha ser afastada de sua mãe, por conta da denúncia de tentativa de “venda” do bebê.

AMAMENTAÇÃO

O bebê nasceu em fevereiro passado e a Defensoria Pública de São Paulo conseguiu prolongar a permanência da criança com a mãe alegando também a importância da continuidade da amamentação da menina, o que foi aceito pela Justiça.

“Além do direito constitucionalmente assegurado de permanência da criança com a mãe durante o período de amamentação, a criança está na iminência de sofrer grave risco, caso seja afastada da companhia da mãe neste momento, tendo em vista a existência de grave denúncia de tentativa de ‘venda’ do bebê”, diz a decisão do desembargador Aben-Athar de Paiva Coutinho, da 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A mãe, que foi presa em setembro de 2011, cumpre pena de cinco anos e 10 meses de prisão. Segundo a Defensoria Pública, após a menina completar um ano e  meio a guarda da criança será novamente avaliada pela Justiça.

Campanha alerta para riscos de doenças do nariz, ouvido e garganta para crianças

Por FABIANA FUTEMA
10/09/14 07:54

A Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe) realiza de sexta a domingo  a 1ª edição da Campanha Nacional Otorrino Pediátrica no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. O evento ocorre em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Durante a campanha, os visitantes serão alertados sobre os riscos das doenças do nariz, ouvido e garganta para o desenvolvimento das crianças.

Médicos otorrinolaringologistas acompanharão os visitantes em diferentes tipos de atividades da campanha, que mostrará a importância da audição, equilíbrio e respiração para o bom funcionamento do corpo humano.

A estação sobre o ouvido, por exemplo, exibirá o funcionamento da audição e  sua relevância para comunicação e relacionamento das crianças.

Na seção sobre o equilíbrio, os visitantes saberão mais sobre a relação do ouvido com o equilíbrio, quais seus principais distúrbios e como evitá-los. Nas atividades disponíveis, as crianças vão avaliar suas habilidades de equilíbrio brincando de amarelinha e andando em cima de uma corda.

Sobre a respiração, os participantes conhecerão as principais causas da obstrução nasal e seu impacto na qualidade de vida. Haverá o “Jogo dos Aromas”, um teste em que o público tenta identificar, apenas com o olfato, 10 cheiros diferentes escondidos em uma caixa surpresa.

No encerramento, uma intervenção cultural abordará os efeitos do ronco e da apneia obstrutiva do sono no desenvolvimento infantil.

 

A campanha ocorre nos dias 12, 13 e 14 na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera (Portão 10), das 9h às 17h.

Maternar completa 1 ano; comemore com a gente

Por FABIANA FUTEMA
08/09/14 21:00

Parece que foi ontem. Assim como com nossos filhos, o tempo passou rápido também para o Maternar. Na sexta-feira, o blog completa seu 1º ano de vida.

Muita coisa aconteceu desde nossos primeiros posts no blog. Eu, por exemplo, descobri que o ‘bicho mãe’ pode ser muito crítico contra aqueles que não seguem a sua cartilha.

Por outro lado, esse bicho também é companheiro, solidário e capaz de compreender  pequenos dilemas que só as mães vivenciam em seu dia a dia.

O balanço foi muito positivo para nós blogueiras. Espero que também tenha sido para vocês leitores.

E para comemorar o aniversário do blog convidamos os leitores a enviarem fotos do 1º aniversário de seus filhos. Publique no instagram com a hashtag #maternar ou envie para o email: blogmaternar@gmail.com

Vamos publicar as melhores fotos, de acordo com seleção dos leitores.

Obrigada por compartilharem nosso textos. Comentem nossos posts e enviem sugestões. Somos agradecidas por tudo!

*

Para incentivá-los, publico a minha foto:

Não recomendo fantasia de palhacinho com golas desconfortáveis (Foto: Arquivo Pessoal)

Não recomendo fantasia de palhacinho com golas desconfortáveis (Foto: Arquivo Pessoal)

 

 

Prefeitura cria ranking para reduzir violência obstétrica em SP

Por Giovanna Balogh
04/09/14 11:44

Após ser pressionada pelo Ministério Público Federal, a Prefeitura de São Paulo tem feito ações para reduzir a violência obstétrica em oito maternidades públicas.

Além de treinamento, uma das medidas adotadas em abril deste ano foi fazer um ranking  com os profissionais  de saúde que mais fazem episiotomia  – corte feito entre a vagina e o ânus da parturiente supostamente usado para facilitar a saída do bebê durante o parto normal. O resultado, segundo a gestão Fernando Haddad (PT), foi reduzir pela metade o procedimento entre abril e junho.

De acordo com levantamento da Secretaria Municipal da Saúde,  a média de episiotomias nessas instituições era de 22% e caiu para 11% neste período, ou seja, de 214 episiotomias para 125 ao todo.

No caso das mães em primeira gestação, a redução foi ainda maior: 17,56%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) determina critérios e cautela para a adoção do procedimento, mas ele acontece de forma rotineira nas maternidades públicas e privadas.

A maternidade que mais conseguiu redução foi a do hospital Tide Setúbal, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. Em abril, dos 156 partos normais, 44 gestantes sofreram o corte. Em junho, dos 185 partos realizados na unidade,  12 contaram com episiotomia.

O hospital do Campo Limpo,  na zona sul de SP, foi o único que não apresentou melhoras nos índices de episiotomia. Para Anatalia Lopes de Oliveira Basile, coordenadora geral do programa da prefeitura Parto Seguro, isso ocorre provavelmente porque a unidade funciona como hospital-escola . “Não queremos mais que as mulheres sejam usadas como objeto para ensinar os estudantes”, diz.

Segundo ela, alunos, professores e profissionais de saúde- – desde médico a técnicos de enfermagem  – têm sido orientados e assinam que estão cientes sobre a lei municipal 15.894/13, de humanização do parto.

O ranking, diz a coordenadora, tem ajudado a restringir a violência obstétrica, que inclui também agressões verbais e psicológicas à mulher. “Fizemos uma tabela por profissional mostrando o número de partos versus o número de episiotomias e abordamos um por um. Os dados ficam com a supervisão, mas isso têm chamado à atenção deles”, comenta.

PRONTUÁRIOS MAIS DETALHADOS

Os prontuários médicos também foram modificados e os profissionais de saúde passam a ser obrigados a preencher e justificar a necessidade dessa e de outras intervenções, como o  uso de ocitocina (medicamento usado para acelerar o parto) e de amniotomia (rompimento artificial da bolsa). Os médicos também têm que justificar quando é feita uma cesárea e é avaliado se havia mesmo a indicação da cirurgia.

A prefeitura tomou as medidas após a Procuradoria instaurar no início do ano um inquérito civil público para apurar relatos de violência obstétrica na rede pública e privada de saúde. De acordo com a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto.

A procuradora da República Ana Carolina Previtalli Nascimento diz que o retorno por enquanto veio apenas da rede municipal.  “Os hospitais privados ainda não acataram essa questão. Parece que preferem fechar os olhos em relação ao problema”, comenta.

“Nas maternidades que adotam o programa, as chances de a mulher ter uma cesariana ou uma episiotomia são muito menores que em maternidades privadas, as quais ainda relutam em manter qualquer tipo de controle e fiscalização quanto aos abusos de intervenções médicas durante o parto, chegando a taxas de cesarianas e episiotomias superiores a 90%”, afirmou.

OUTRAS MEDIDAS

Anatalia Basile diz que as gestantes também são informadas sobre a lei e seus direitos no momento que dão entrada na maternidade.  “O respeito à paciente começa com a informação. Não informar já é uma violência obstétrica”, comenta.

Ela conta que três das oito maternidades já têm dado cursos para a mulher se preparar antes do parto sabendo as melhores posições para aliviar as contrações, como respirar durante o trabalho de parto e a fazer um plano de parto, onde determinam o que querem no parto, como se querem se alimentar durante o trabalho de parto, quem será o acompanhante, entre outros detalhes que devem ser respeitados pela equipe médica e de enfermagem. Segundo ela, todos os oito hospitais terão o curso ainda neste ano.

A secretaria também adquiriu camas que permitem mudar de posição para ajudar a gestante, além de banquetas para serem usadas na hora do nascimento. “A gestante pode ficar agachada, sentar na baqueta, orientamos que ela não deve ficar em posição ginecológica para parir,  que deve  mudar de posição”, explica.

A coordenadora do Parto Seguro diz que a proposta de redução da violência obstétrica também será estendido para as maternidades administradas por OSs (organizações sociais). “Nos reunimos com eles, mostramos as iniciativas que fizemos e demos o prazo de três meses para que mostrem as ações que realizaram”, explica.

A Procuradora diz que vai continuar acompanhando os resultados das maternidades públicas e cobrar uma posição das privadas. Em março passado, o MPF abriu um canal para que os casos de violência obstétrica sejam denunciados. “Estamos com cerca de 40 denúncias sendo investigadas”, comenta a procuradora. Os casos podem ser denunciados no site do Ministério Público Federal.

No dia 23 de outubro, a procurada diz que haverá uma audiência pública na Procuradoria para falar justamente sobre a episiotomia.

CONFIRA OS NÚMEROS DE PARTO NORMAIS E DE EPISIOTOMIA

Hospital Tide Setúbal (São Miguel)
Em abril – 156 partos (44 episiotomias)
Em maio – 182 partos (36 episiotomias)
Em junho – 185 partos (12 episiotomias)

Hospital Dr. Waldomiro de Paula (Itaquera)
Em abril – 154 partos (27 episiotomias)
Em maio – 194 partos (21 episiotomias)
Em junho – 172 partos (14 episiotomias)

Hospital Dr. Ignácio Proença de Gouveia (João XXIII)
Em abril – 51 partos (19 episiotomias)
Em maio – 63 partos (19 episiotomias)
Em junho – 48 (8 episiotomias)

Hospital Prof. Mário Degni (Jardim Sara)
Em abril – 102 partos (19 episiotomias)
Em maio – 130 (21 episiotomias)
Em junho – 107 (15 episiotomias)

Hospital Dr. José Soares Hungria (Pirituba)
Em abril – 80 partos (13 episiotomias)
Em maio – 74 partos (11 episiotomias)
Em junho – 72 partos (6 episiotomias)

Hospital Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo)
Em abril – 122 partos (21 episiotomias)
Em maio – 209 partos (52 episiotomias)
Em junho – 224 partos (40 episiotomias)

Hospital Dr. Arthur Ribeiro Saboya (Jabaquara)
Em abril – 75 partos (12 episiotomias)
Em maio – 81 partos (11 episiotomias)
Em junho – 81 partos (6 episiotomias)

Hospital Dr. Alípio Correa Netto (Ermelino Matarazzo)
Em abril – 232 partos (59 episiotomias)
Em maio – 242 partos (32  episiotomias)
Em junho – 186 (24 episiotomias)

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