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Maternar

Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Por que os pais esquecem seus filhos nos carros?

Por Giovanna Balogh
18/12/14 10:46

Choca e assusta ver mais e mais notícias de crianças que morreram asfixiadas após passarem horas esquecidas dentro de carros. E o pior: deixadas nos veículos pelos próprios pais. Na quarta-feira (17), duas crianças morreram em São Paulo e Minas Gerais. Mas, por que esses casos têm sido cada vez mais comuns?

A  psicopedagoga Elizabeth Monteiro diz que não dá para julgar esses pais, mas que as mortes dessas e de tantas outras crianças são um reflexo da sociedade em que vivemos. “Vivemos programados. Até a maternidade e a paternidade torna-se algo mecânico”, diz.

Elizabeth comenta que os pais dão comida, banho, trocam os filhos sempre pensando em outras coisas. “Sempre é come logo, levanta logo. Fazem tudo isso com a cabeça cheia e com o celular ou o tablet na mão”, diz.

Segundo a psicopedagoga, a vida moderna exige isso, ou seja, não há possibilidade de sair da rotina. A maioria dos casos de esquecimento de filhos no carro acontece após um dos cuidadores mudar a rotina. No caso de Minas Gerais, por exemplo, o pai normalmente era quem  levava a filha para a escola, mas na quarta-feira foi a mãe.

“A vida moderna exige isso. Não há possibilidade de sair da rotina, mas as pessoas precisam parar e pensar mais na família do que viver correndo dessa forma. Não dá para querer fazer um minuto mais do que 60 segundos. Alguém vai pagar a conta por isso e normalmente é a criança”, relata.

Ela comenta que as crianças são esquecidas na cadeirinha porque adormecem ou ficam quietas entretidas com brinquedos ou tablet, por exemplo. “Isso acaba com a vida de uma família”, diz.

A psicopedagoga diz que nota em seu consultório que as pessoas simplesmente assumem mais compromissos do que podem. “Simplesmente colocam o filho no carro como se fosse uma mala. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo e filho precisa ser em primeiro lugar. O que vemos é que os filhos, o amor, estão em último lugar”, comenta.

Elizabeth ressalta que o trabalho e a tecnologia escravizam a sociedade e que precisamos parar um pouco, ou seja, quando vai dar banho no filho, por exemplo, precisa focar apenas naquilo, brincar, conversar com a criança. Ou seja, os pais precisam “desconectar para conectar com seus filhos e sua família”.

Câmara de SP aprova criação de cargo de obstetriz na rede municipal

Por Giovanna Balogh
18/12/14 07:19

A Câmara de São  Paulo aprovou na tarde de quarta-feira (17) o projeto de lei que cria o cargo de obstetriz (parteira) na rede pública da capital.

Esses profissionais atualmente não podem trabalhar em postos de saúde, hospitais municipais nem na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste de São Paulo. O projeto, que vai agora para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), permite que a obstetrizes e a enfermeira obstetra possam prestar concursos públicos já a partir do próximo ano.

Atualmente, as obstetrizes atendem em hospitais particulares onde são credenciadas, hospitais estaduais e na Casa Angela, uma casa de parto localizada na zona sul de São Paulo, que é gerida por uma ONG. Obstetrizes têm curso superior e estudam quatro anos e meio e é somente voltado para atenção ao parto e saúde da mulher.

O curso de obstetriz na USP Leste, por exemplo,  começou em 2005 e já são cerca de 250 profissionais formados.

Recentemente, o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido (NICE, na sigla em inglês) concluiu que é mais seguro para mulheres saudáveis com gestações de baixo risco dar à luz com parteiras do que com médicos. Segundo o estudo, os  médicos são muito mais propensos do que as parteiras a usar intervenções como fórceps, raquianestesia e cesarianas – procedimentos que carregam maiores riscos para a mãe e o bebê.

Ao instituir a Rede Cegonha, em 2011, o Ministério da Saúde  prevê a criação nos ambientes hospitalares chamados de CPN (Centros de Parto Normal). Esses locais seriam destinados a parturientes de baixo risco que teriam seus partos normais, humanizados e atendidos por obstetrizes e enfermeiros obstetras. Como já acontece em vários países, como Inglaterra e Austrália, os médicos só são acionados em caso de complicações e cesáreas com real indicação.

O projeto teve  29 votos a favor e oito contrários. Os vereadores Eduardo Tuma (PSDB), coronel Telhada (PSDB); Aurélio Nomura (PSDB); Gilson Barreto (PSDB); Gilberto Natalini (PV); Mário Covas Neto (PSDB); Andrea Matarazzo (PSDB) e Toninho Vespoli (PSOL) foram contra o projeto de lei. Ricardo Young (PPS) foi o único parlamentar que se se absteve da votação.

Além da aprovação do cargo de obstetriz, o projeto de lei também  cria o quadro de analistas na administração, institui plano de carreiras, readequa os cargos e funções do quadro de pessoal de nível superior, bem como estabelece sistema de remuneração por subsídio. O projeto de lei foi aprovado com substitutivo proposto pelo Executivo.

Mulheres durante protesto na Paulista par pedir humanização dos partos (Foto: Fabio Braga -  17.jun.2012/Folhapress)

Mulheres durante protesto na Paulista par pedir humanização dos partos (Foto: Fabio Braga – 17.jun.2012/Folhapress)

Vídeo mostra reação de crianças ao falar com seus personagens favoritos

Por Giovanna Balogh
17/12/14 11:18

Que criança não fica com os olhos brilhando e o sorriso estampado no rosto ao se deparar com alguma mulher vestida com a roupa da sua princesa preferida ou o seu super-herói predileto? E então poder falar com eles…

Essa foi a ideia da Disney que resolveu criar o Telefone Mágico para as crianças conversarem diretamente com seus personagens preferidos.

A ação foi feita em outubro, por conta do Dia das Crianças, no shopping Villa Lobos, na zona sul de SP. A criança podia escolher para qual personagem ligar e entre as opções estavam os clássicos Mickey, Minnie, Margarida, Pateta e Pato Donald.

Personagens como Homem de Ferro e Sullivan, o gigantão de coração bom do Monstros S.A. também estavam entre as opções disponíveis para a garotada escolher.

A reação e as conversas com a garotada foram filmadas e viraram um vídeo que recebeu o nome de “Eu Acredito”. Perfeito para ver a inocência dos nossos filhos e  emocionar os corações de pais babões….

 

Veja o vídeo

Hospital proíbe manobra de Kristeller e reconhece violência obstétrica

Por Giovanna Balogh
16/12/14 13:34
Enfermeira faz manobra de Kristelller em gestante durante trabalho de parto (Foto: Reprodução)

Enfermeira faz manobra de Kristelller em gestante durante trabalho de parto (Foto: Reprodução)

Um hospital público de São Paulo aboliu neste mês a prática chamada de manobra de Kristeller durante os partos após uma paciente procurar o Ministério Público Federal para relatar as dores que sentiu durante o procedimento.

De acordo com a Procuradoria, o Hospital Geral de Pedreira, na zona sul da cidade, reconheceu que a manobra é uma violência obstétrica. A técnica consiste em pressionar com força a parte superior do útero para agilizar a saída do bebê, o que pode causar lesões graves para a mãe, como fratura de costelas e descolamento da placenta. Já os bebês podem sofrer traumas encefálicos com o procedimento. O hospital estadual é gerido por  uma OS (organização social).

A paciente que procurou o MPF relatou que sentiu “dores extremas” durante o procedimento. Segundo a denúncia, o médico que a atendeu subiu duas vezes sobre a sua costela para “empurrar o bebê com os punhos fechados”.

Assim que tiveram conhecimento do caso, as procuradoras Luciana da Costa Pinto e Ana Previtalli recomendaram para a direção da unidade que não fizesse mais a prática e que informasse os profissionais de saúde que o procedimento não deve mais ser usado. A recomendação determinava ainda que os funcionários tivessem um treinamento para oferecer um atendimento mais humanizado para as parturientes. Na unidade de saúde, foram espalhados cartazes de orientação aos pacientes e funcionários dizendo que a “manobra de Kristeller é uma violência obstétrica e, portanto, é contra-indicada”.

Segundo o Ministério da Saúde, a manobra de Kristeller deve ser evitada por ser “ineficaz e algumas vezes prejudiciais”.  Mesmo não sendo recomendada, inclusive pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), o procedimento é muito comum nas maternidades do país.

De acordo com a pesquisa “Nascer no Brasil”, da Fiocruz, 37% das mulheres tiveram ou o  médico ou o auxiliar de enfermagem pressionando a sua barriga durante o parto.

O levantamento, divulgado no ano passado, mostra que a prática é tão comum nas maternidades públicas como nas privadas.  A prática é mais comum ainda no Centro-Oeste e no Nordeste onde  as taxas foram ainda superiores, ou seja, 45,5% e 40,6%, respectivamente.

As procuradoras acreditam que o combate à adoção da técnica depende tanto dos profissionais de saúde quanto das parturientes. “Os médicos que estão habituados a realizar a manobra de Kristeller devem, com urgência, rever suas práticas”, alerta Ana Previtalli. Para Luciana da Costa Pinto, “as mulheres precisam se informar de que se trata de procedimento perigoso e que não deve ser realizado”. Em caso de ocorrência, as gestantes devem denunciar os fatos na página eletrônica do MPF.

Em março, o MPF abriu um inquérito civil público para investigar os casos de violência obstétrica, como a episiotomia e outros procedimentos sem o consentimento da parturiente.

Quem realizar a  técnica, segundo as procuradoras,  pode receber sanções administrativas perante os conselhos regionais de medicina, além de ações cíveis e penais se houver danos à saúde da mulher ou do bebê.

Procurada pelo Maternar, a Secretaria de Estado da Saúde A informou que está redefinindo a linha de cuidados com as gestantes, com a inclusão de novas diretrizes no plano de boas práticas de assistência ao parto seguro, dentre elas, a restrição à manobra de Kristeller.

“O novo plano já está sendo elaborado e, inclusive, na última segunda-feira (15) e na terça-feira (16) ocorreram dois seminários com representantes da secretaria e de outros órgãos relacionados à saúde da mulher para tratar do tema”, diz nota enviada pela pasta.

Escola não pode incluir guardanapo, papel higiênico e copo plástico em lista de material

Por FABIANA FUTEMA
16/12/14 09:11
Pesquisar preços e se unir em grupos de compra coletiva pode reduzir custo da lista de material escolar (Foto: Vinicius Pereira/FolhaPress)

Pesquisar preços e se unir em grupos de compra coletiva pode reduzir custo da lista de material escolar (Foto: Vinicius Pereira/FolhaPress)

Ano escolar mal terminou na maioria das instituições e muitos pais já se preocupam com as despesas de 2015.

No topo delas está a lista de material escolar, que costuma coincidir com outras despesas de começo de ano, como IPVA e IPTU.

É sempre bom lembrar, segundo a Fundação Procon-SP, que as escolas estão proibidas de incluir na lista materiais de uso coletivo, como guardanapo, papel higiênico ou copo plástico.

Apesar da proibição, ainda existem escolas _principalmente as de educação infantil_ que tentam repassar esses gastos para os pais. Não aceite. Lembre gentilmente a direção da escola sobre a proibição. Se insistirem na cobrança, saiba que é seu direito reclamar ao Procon.

Os colégios também não podem exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento. Proibição só não vale se material for apostilado ou produzido na própria escola.

Escolas podem oferecer aos pais a opção de pagamento de taxa de material, mas nunca obriga-los a aceitar essa condição. Pais têm direito de pesquisar o material e compra-lo onde bem entender.

DICAS DE ECONOMIA

Antes de sair passando o cartão de crédito, verifique se é preciso mesmo comprar toda a lista de material escolar. É possível que você tenha em casa alguns itens que sobraram do ano anterior e ainda estão em condição de uso. Reaproveite.

Se você tiver outros filhos, confira se os materiais dos mais velhos não podem ser repassados aos mais novos.

Participe de feira de trocas de livros didáticos com outros pais. O livro do seu filho pode servir para outra criança.

Outra dica do Procon-SP é que os pais se reúnam e façam compras coletivas.

FEIRA DE TROCA DE LIVROS DIDÁTICOS

De olho na necessidade dos pais de economizarem com material escolar, as escolas começaram a organizar feiras de trocas de livros didáticos. Esse é o caso do colégio Visconde de Porto Seguro, que possui três unidades (Morumbi, Panamby e Valinhos).

A feira de troca de livros está marcada para amanhã nas três unidades do colégio. Para participar, os alunos tiveram de levar os livros até o último dia 11.

A troca de livros possui algumas regras: livro didático só pode ser trocado por livro didático; livro paradidático por livro paradidático. Livros consumíveis (aqueles que estão com exercícios respondidos) não serão incluídos nas trocas.

A escola informa que não se retira mais livros do que se doou e que não é garantido que o número de livros doados seja o mesmo de livros retirados. Também são aceitos livros para reciclagem ou doação, que são encaminhados para comunidades carentes e hospitais públicos.

“O principal objetivo da ação é incentivar a solidariedade e o consumo consciente, evitando o desperdício. É, também, uma ótima alternativa para a redução de custos no início do ano”, diz Rosemary Jolig, vice-diretora educacional da educação infantil e do ensino fundamental I do colégio.

 

Por que os pais não devem usar o Papai Noel para ameaçar seus filhos

Por Giovanna Balogh
15/12/14 07:23
Mãe e filho conversam com papai noel em shopping (Foto: Edson Silva/Folhapress)

Mãe e filho conversam com papai noel em shopping (Foto: Edson Silva/Folhapress)

Sabe aquele dia que você está cansada, a criança não quer entrar no banho, não quer jantar e ainda desmonta a sua casa inteira. Pois é. E aí, perto da festa de fim de ano, vem aquela ameaça. “Se você não entrar agora no banho o Papai Noel não vai te dar presente” ou “se não comer a fruta eu vou contar tudo para o Papai Noel”.

Logo a criança faz cara de espanto, às vezes chora e normalmente faz exatamente o que você queria. Mas, está certo? O que ganhamos ao ameaçar o nosso filho com a figura que eles esperam tão ansiosamente?

A psicopedagoga Lilian Rodrigues Santos diz que muitas vezes a chantagem é usada para educar pois dá a impressão que dá resultados mais imediatos. Afinal, educar demanda tempo, empatia, boa vontade e também responsabilidade com o futuro daquela criança.

“A curto prazo pode até dar certo, mas o que dizer a partir de  25 de dezembro? Vai ameaçar com o ‘bicho papão’ vai te pegar? O que os pais estão fazendo a longo prazo é criar uma criança que provavelmente vai fazer algo só se tiver algum benefício próprio”, comenta. Segundo Lilian, a criança pode pensar que se não vai ganhar nada para fazer determinada coisa, por que vai fazer?

Esse lance de que se você não se comportar, o Papai Noel não vem a gente já escuta desde a nossa infância. Ao sentar ao lado do bom velhinho no shopping, por exemplo, ele dispara a pergunta. “Você foi um bom menino?”. E desde quando existe criança má? Existe isso?

A psicopedagoga comenta que muitos pais ameaçam seus filhos muitas vezes inconscientemente repetindo a maneira como foram criados.  Ela comenta ainda que isso é ruim para a criança que perde a oportunidade de desenvolver habilidades como o senso critico, a capacidade de fazer escolhas inteligentes, a empatia, a solidariedade e a responsabilidade.

Conforme mostrou o Maternar no ano passado, os pais também não devem obrigar a criança a gostar e a tirar foto com o bom velhinho pois muitas têm medo ou receio daquela figura desconhecida. A psicopedagoga explica que a importância dada ao Papai Noel é uma escolha muito pessoal e que cada família tem a sua. “Alguns preferem fazer do Papai Noel e dos presentes o foco do Natal enquanto outros aproveitam a ocasião para direcionar a atenção dos pequenos e da família para outros valores”, comenta.

É claro que as crianças devem ganhar presente na data, mas cada vez mais os pais tem buscado um consumo mais consciente.  “As famílias têm procurado diferentes opções para festejar e ao mesmo tempo mostrar às crianças que na verdade é simples fazer o bem o ano todo”, diz.

Segundo Lilian, vale desde incluir a criança na coleta e entrega de donativos, por exemplo, como também na confecção de biscoitos, bolos ou presentes para os idosos, crianças carentes e amigos.

“Também dá para  fazer um bazar de garagem ou encontrar alguma forma de levantar fundos para ajudar uma instituição de caridade, escolher com eles e doar tudo aquilo que não usam mais, cortar a grama para um vizinho idoso, preparar uma cesta com alimentos para uma família, enfim, as oportunidades de fazer a diferença são inúmeras”, relata.

Como a analgesia pode aliviar as dores do parto

Por Giovanna Balogh
11/12/14 11:42

Quem foi que disse que parto tem que ser com dor? Muitas mulheres não esperam nem entrar em trabalho de parto e agendam suas cesáreas com medo da tal temida ‘dor do parto’. Mas, essa dor é tão forte assim? Como saber se vai suportar sem antes sentir de fato as contrações? Parto humanizado não significa que você não pode, por exemplo, pedir uma analgesia para aliviar a dor.

O médico anestesista Carlos Eduardo da Costa Martins explica que a analgesia é uma grande aliada para ter um parto “sem dor”. Martins diz que ela pode ser aplicada durante o início do trabalho de parto ou até mesmo no final, dependendo da vontade da mulher.

As dosagens, detalha o médico, são controladas pelo profissional de acordo com cada fase do parto.

O médico explica que é colocado um cateter na paciente e que o anestesista fica administrando as soluções analgésicas conforme a necessidade e aumento da dor da parturiente. Ou seja, depois que é acionado, o anestesista também fica ao lado da mulher o tempo todo sendo que às vezes o trabalho pode ser rápido ou levar várias horas. Atualmente, no entanto, isso só é possível na rede particular de saúde já que na rede pública não há um anestesista para cada paciente.

“Não há uma receita de bolo quando se fala em analgesia. Varia de acordo com o momento e da intensidade da dor que passa a paciente. Damos a dose necessária e suficiente”, explica.

O médico comenta que cerca de 80% das pacientes pedem analgesia quando estão entre quatro e oito centímetros de dilatação. Mas, segundo ele, muitas pedem ainda no início do trabalho de parto e outras só no expulsivo [momento do nascimento do bebê].

Para tomar a analgesia, explica o médico, a mulher precisa estar com contrações seriadas e, é claro, com dor. Ele comenta que a interferência do anestesista tem que ser mínima para que a mulher continue a se mexer durante o trabalho de parto, ou seja, a gestante pode continuar se movimentando, ficar de cócoras ou achar a melhor posição para poder ter seu bebê.  Mesmo com a analgesia, se for corretamente administrada, a parturiente consegue andar, agachar e, é claro, sentir as contrações.

DOR DAS CONTRAÇÕES

A obstetriz Ana Cristina Duarte explica que a maioria das mulheres é bastante tolerante às dores das contrações, afinal, as  dores são como a onda do mar, ou seja, elas vem e vão e tem parturientes que chegam a dormir entre uma contração e outra.

“No final do trabalho de parto as dores tendem a se intensificar e, nessa hora, pode entrar a analgesia se esse for o desejo da paciente”, comenta a obstetriz.

Foi o caso da jornalista Marcella Chartier, tomou analgesia quando já estava com oito centímetros de dilatação. Ela conta que planejava um parto domiciliar, mas foi transferida para o hospital para aliviar a dor depois de várias horas em trabalho de parto. “Tomei a analgesia e consegui relaxar e parir”, conta. Segundo Marcella, foi possível sentir as contrações e se movimentar. “Assim que tomei a analgesia caminhei pelos corredores do hospital”, conta Marcella, que teve seu bebê em maio de 2012 em uma maternidade particular de São Paulo.

Marcella diz que se pudesse dar um conselho para as mulheres que têm medo da dor do parto é que elas aguentam. “Acho que vivemos em uma sociedade que atrela a dor a doença, mas a dor do parto não é assim. É a natureza trabalhando. pra depois não sentirmos mais nada. As mulheres que têm medo da dor eu diria que elas dão conta, como eu dei, até o momento que pedi a analgesia. É um recurso possível”, comenta.

Nada impede, no entanto, que a mulher receba a analgesia com poucos centímetros de dilação, como  Silvana Paiva Barreto, 32, tomou a analgesia quando estava com apenas três centímetros de dilatação – para parir a mulher precisa ter 10 centímetros de dilatação. Ela conta que a bolsa rompeu de manhã e que à noite estava com apenas um centímetro de dilatação.

“Meu trabalho de parto não evoluía e comecei a sentir medo das contrações, além de estar cansada. Não queria tomar analgesia”, diz.

Silvana conta que na hora sentiu muito alívio e que conseguiu relaxar e descansar e só então o trabalho de parto evoluiu. Como a dosagem é ministrada pelo anestesista, ela tomou novamente uma analgesia quando estava com 6 centímetros de dilatação. “Meu bebê nasceu de cócoras, pude sentir as contrações, mas sem dor. Foi tudo muito calmo e tranquilo, inclusive, o expulsivo”, diz.

Silvana, que teve uma cesárea no primeiro filho, desta vez pariu e foi até a cama andando e com o bebê no colo. “A impressão que tenho é que a analgesia me ajudou a encontrar o equilíbrio, a relaxar e o trabalho de parto evoluir”, comenta sobre o parto de Joaquim, que aconteceu em março deste ano.

“Sempre recomendo que as mulheres esperem entrar em trabalho de parto e sintam que dor é essa. Se ela for maior do que o esperado, que peçam analgesia”, comenta.

 

Show leva músicas dos Beatles para crianças

Por FABIANA FUTEMA
10/12/14 16:01

O músico Fábio Freire apresenta neste sábado o projeto Beatles para Crianças no teatro UMC, zona sul de SP.

O artista mescla os principais hits do grupo, como Hey JudeLet It Be All You Need Is Love, com histórias contadas e cantadas.

A criançada também é convidada a participar do espetáculo quando toca a música Black Bird.

QUANDO 13/12, às 15

ONDE – Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Entrada pelo Boulevard Lateral do Fran’s Café.

QUANTO de R$ 15 a R$ 40

 

 

Ato na Câmara vai pedir criação de cargo de obstetriz em SP

Por Giovanna Balogh
09/12/14 07:43

Obstetrizes e ativistas do parto humanizado vão fazer um ato na próxima quarta-feira (10) na Câmara de São Paulo para pressionar a prefeitura para criar o cargo de obstetriz e de enfermeiro obstetra na rede municipal de São Paulo.

Conforme mostrou o Maternar, esses profissionais atualmente não podem  trabalhar em postos de saúde, hospitais municipais nem  na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste de São Paulo.

A Associação de Obstetrizes  da USP (Universidade de São Paulo) tenta criar o cargo como já aconteceu na rede estadual. O evento, que está sendo organizado pelas redes sociais, está previsto para começar às 12h30 e encerrar por volta das 16h.

Nos hospitais estaduais, por exemplo, elas já atendem as parturientes. A professora do curso de obstetriz da USP Jacqueline Brigagão diz que no Estado foi mais fácil incluir o cargo pois já permitiam que enfermeiros obstetras prestassem concursos. “Mostramos que estávamos aptos a fazer o mesmo trabalho de enfermeiras obstétricas e fomos aceitos”, diz.

Atualmente, as obstetrizes atendem em hospitais particulares onde são credenciadas, hospitais estaduais e na Casa Angela, uma casa de parto localizada na zona sul de São Paulo, que é gerida por uma ONG.

Ao instituir a Rede Cegonha, em 2011, o Ministério da Saúde  prevê a criação nos ambientes hospitalares chamados de CPN (Centros de Parto Normal). Esses locais seriam destinados a parturientes de baixo risco que teriam seus partos normais, humanizados e atendidos por obstetrizes e enfermeiros obstetras. Como já acontece em vários países, como Inglaterra e Austrália, os médicos só são acionados em caso de complicações e cesáreas com real indicação.

A  vereadora Juliana Cardoso (PT) tenta o apoio dos parlamentares para conseguir incluir o cargo de obstetriz e enfermeira obstetra na rede municipal. A ideia dela é entrar com uma emenda no projeto de lei do prefeito Fernando Haddad (PT) que prevê reestruturar a carreira dos funcionários de saúde de São Paulo, entre eles, o aumento dos salários dos médicos. Desta maneira, agilizaria a criação do cargo pois o  projeto deve ser votado ainda neste ano para que o aumento possa ser dado já em 2015.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde confirma que o cargo de obstetriz ainda não está incluído nos quadros da prefeitura, mas que há uma discussão sobre a “viabilidade jurídica de sua inclusão”. Se for viável, diz a pasta, será necessária a aprovação deste novo cargo por meio de um projeto de lei. A secretaria, no entanto, não dá prazos sobre quando isso será feito.

Bebê que atrapalha sono da mãe vira sensação na internet; assista

Por FABIANA FUTEMA
08/12/14 11:46

Esther Anderson, uma mãe do Texas (EUA), postou um vídeo na internet no último dia 2 dezembro mostrando as tentativas de seu bebê de acordá-la. Desde então, o vídeo já teve mais de 2 milhões de visualizações.

O que o vídeo mostra? Mostra a bebê cutucando o nariz da mãe, enfiando o dedo em seu olho, e por fim, subindo em cima dela. Tudo para despertá-la.

O vídeo é bobinho? Sim, é. E por que faz tanto sucesso? Eu sugiro duas respostas: 1) por que adoramos bebês fofos e 2) mães sabem o quão difícil é dormir depois do nascimento do filho.

“Todas as manhãs minha bebê dorme comigo em minha cama por algumas horas depois de comer. E eu sempre me pergunto por que eu não a coloquei em seu Berço. Nesta manhã, gravei como meu bebê-alarme funciona. Acho que não estou sozinha nessa”, escreveu ela.

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