Maternar

Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Evento fará leitura de poemas de Tatiana Belinky para bebês de até 15 meses

Por FABIANA FUTEMA
22/10/14 16:21

O Literatura de Berço, que promove a participação conjunta de pais e bebês em atividades culturais, fará a leitura de poemas de Tatiana Belinky. O evento ocorre nesta sexta-feira (24), a partir das 14h, na Casa de Cultura Carlos e Diva Pinho.

Para os bebês será feita a leitura do poema “O Grande Rabanete”. Para os adultos, haverá a apresentação de outros textos pela psicóloga Flávia Escrivão.

A parte musical ficará por conta das músicas do álbum Tic Tic Tati, da cantora Fortuna, inspirado na obra da escritora.

Uma das principais autoras de livros infantojuvenis do Brasil, Belinky morreu em 2013.  Entre seus mais de 200 títulos estão o autobiográfico “Transplante de Menina – Da Rua dos Navios à Rua Jaguaribe” (editora Moderna) e o livro de poemas “Limeriques do Bípede Apaixonado” (editora 34), dois de seus prediletos.

 

Cena do show Tic Tic Tati, com a cantora Fortuna que traz poemas musicados da autora (Foto: Divulgação)

Cena do show Tic Tic Tati, com a cantora Fortuna que traz poemas musicados da autora (Foto: Divulgação)

MUDANÇAS

Depois de um ano de encontros, os organizadores promoveram algumas mudanças no formato do Literatura de Berço. Uma delas foi reduzir de 18 meses para 15 meses a idade máxima dos bebês participantes.

Como os eventos promovem a leitura e reflexão de textos, bebês mais velhos costumam perder a paciência com esse tipo de passeio.

Segundo os organizadores, um novo formato de encontro será lançado em 2015 para bebês de 16 a 24 meses.

Outra novidade foi a introdução de um bate-papo sobre a importância da leitura para bebês, além da discussão sobre aspectos emocionais desta fase.

“Farei uma relação entre a leitura e o desenvolvimento emocional e vínculos afetivos. Dessa forma , tentarei diferenciar a finalidade da leitura no contexto familiar e no contexto educacional”, diz Cássia Bittens, organizadora do evento.

Como sempre, a participação é gratuita e as inscrições devem ser feitas com antecedência pelo telefone (11) 3862-1925.

 

 

SERVIÇO

Local Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho

Rua Pereira Guimarães, 314. Pacaembu

Pai de Niterói consegue licença de 30 dias para cuidar de filho adotivo

Por FABIANA FUTEMA
21/10/14 10:12

Aos poucos, casos de pais que conseguem um período maior de licença para cuidar de filhos adotivos se espalham pelo país. Pela lei, os pais têm direito a cinco dias de licença depois do nascimento ou adoção do filho _é a chamada licença-paternidade.

Em Niterói (RJ), um servidor da FAN (Fundação de Arte de Niterói) conseguiu estender o período de licença para 30 dias para cuidar do filho adotivo. A autorização para a licença dele foi publicada no diário oficial do município de 23 de setembro de 2014.

Segundo a Prefeitura de Niterói, essa foi a primeira vez que um servidor do município consegue ampliar o período de licença sem precisar entrar com ação judicial.

Para estender o período da licença, o funcionário entrou com um pedido de licença administrativa, que foi analisado pelo departamento jurídico da FAN e pela procuradoria do município.

O presidente da FAN, André Diniz, autorizou o pedido de ampliação do benefício assim que soube do caso.

Em Pernambuco, o servidor público Mauro Bezerra, 49,  conseguiu 180 dias de licença para cuidar do filho adotivo.

Eu sabia que o direito do João existia. E fui atrás. Esses seis meses não são para mim, mas para a criança. Eu acho que o nome do benefício deveria mudar de licença-maternidade para licença-infância”, disse à Folha.

Pais de outras partes do país também querem uma licença maior.

Professor defende licença-paternidade maior para todos; leia relato

Por FABIANA FUTEMA
21/10/14 10:10

O professor Caio Moretto Ribeiro, 28, morador da região de Campinas, nos escreveu nesta semana defendendo a ampliação da licença-paternidade.

Pai do Samuel, Caio diz que uma licença maior ajudaria também as mães, que poderia contar com a ajuda dos pais por mais tempo. Em Niterói, um servidor conseguiu ampliar a licença-paternidade para 30 dias sem precisar entrar com ação judicial. Outro, conseguiu na Justiça estender a licença para 180 dias

O Samuel nasceu na segunda-feira, dia 22 de setembro, então, por sorte, tive cinco dias corridos da licença-paternidade mais o sábado e o domingo. Foi uma semana maravilhosa. Os dias seguintes, porém, foram um caos.

Como são apenas cinco dias, as empresas (no meu caso, escolas) não se preocupam em solucionar os problemas que surgem com a ausência do empregado e o trabalho apenas se acumulou. Os prazos para entrega de provas e gabaritos ficaram todos apertados e houve até escola que solicitasse a reposição das aulas perdidas.

A consequência foi que, na segunda semana de vida da criança, dormi pouco, trabalhei muito e quase não consegui ajudar. A convivência ficou mais difícil em casa e, que surpresa, todo o trabalho doméstico ficou acumulado nas mãos da mãe, que no caso da Mari ainda se recuperava da cirurgia do parto, da qual não conseguimos escapar.

A adaptação do bebê foi difícil. O Samuel demorou um pouco para conseguir mamar, não ganhou muito peso e teve que fazer uma pequena cirurgia na língua. Tudo isso somado, passamos a semana na sala de espera da pediatra. Como nos planejamos, eu consegui largar algumas aulas do período da tarde e pude levá-los de carro. Começamos a reparar em quantas mães passam apuros com recém-nascidos e bolsas no transporte público.

A recuperação da mãe também precisou de alguns cuidados. Além de não poder carregar peso e fazer movimentos muito rápido por causa da cirurgia, ela estava se adaptando à diferença hormonal, a uma nova situação que exige sua atenção total e dormindo muito, mas muito mal. Sobrecarregá-la nesse período é um desrespeito. Acho que presença do pai faz, sim, muita diferença.

O nascimento do Samuel foi, para nós, algo alegre e maravilhoso. Mas parece que há pessoas insistem em tratar o período como um ritual de sofrimento a ser superado com suor e lágrimas: “no começo sofre mesmo, não tem o que fazer”, “é bom sofrer um pouco”, “já está com olheiras?”, “está difícil trabalhar?” e risos.

Eu achei o máximo a iniciativa de Niterói ao garantir a licença paternidade de 30 dias. Além de torcer para que se torne lei em nossa região também, fico aqui pensando se as empresas, ONGs, escolas e instituições que trabalham com crianças não poderiam sair na frente e dar o exemplo.

 

Procuradoria faz audiência para falar sobre os riscos da episiotomia

Por Giovanna Balogh
20/10/14 07:54

O Ministério Público Federal fará nesta quinta-feira (23) uma audiência pública para os interessados em saber mais sobre episiotomia – corte feito entre a vagina e o ânus supostamente para facilitar a saída do bebê no parto normal. O evento começa às 13h e terá a participação de vários profissionais que aboliram a prática, que pode ser considerada violência obstétrica se for feita sem o consentimento da paciente.

Durante o evento, além de médicos,  pacientes que foram submetidas ao procedimento vão dar seus depoimentos. A audiência é aberta e gratuita. A ideia do evento é mostrar que “não é apenas um cortezinho”.

A procuradora da República Ana Carolina Previtalli Nascimento diz que muitas mulheres não sabem sequer o que é uma episiotomia e que a audiência deverá desmistificar a necessidade dela durante o parto.

Uma das palestrantes é a obstetra Melania Amorim, que defende que a episiotomia nunca é necessária.  A médica explica que o enfermeiro ou médico que pretende fazer uma episiotomia deve avisar a parturiente. “Deve ser obrigatório solicitar seu consentimento, porque só se justifica fazer um procedimento sem o prévio consentimento do paciente em uma situação de risco iminente de morte, e isso nunca ocorre para uma episiotomia”, explica.

A médica diz que em muitas maternidades o corte é feito sem anestesia. “Infelizmente há relatos de mulheres submetidas ao procedimento sem anestesia. Deve ser com anestesia local porque se trata de uma cirurgia, de um corte no períneo”, comenta. Na rede pública, conforme mostrou o Maternar, 54% dos partos são com episiotomia. “Na rede privada quase 90% dos nascimentos ocorrem por cesárea, por esse motivo as episiotomias são mais frequentes na rede pública”.

Recentemente, a Prefeitura de São Paulo criou um ranking com os profissionais que mais fazem o procedimento nas maternidades e, com isso, conseguiu reduzir o número de episiotomias. A medida foi feita após a Procuradoria pressionar a administração municipal. A procuradora da República diz que o retorno por enquanto veio apenas da rede municipal.  “Os hospitais privados ainda não acataram essa questão. Parece que preferem fechar os olhos em relação ao problema”, comenta.

Alguns médicos e enfermeiros obstretras que fazem o procedimento defende que ele evita lacerações maiores. Melania diz que vários estudos e revisões sistemáticas demostram que a episiotomia é fator de risco. “A episio provoca lesões graves, de terceiro e quarto graus. A única chance de se obter um períneo íntegro é não fazendo a episiotomia”, diz. Ela explica que se houver lacerações, elas serão pequenas, principalmente, se a mulher tiver na posição que achar mais confortável para parir.

 

Em tempos de tablets, empresas ajudam pais a brincar com os filhos

Por Giovanna Balogh
15/10/14 07:45
Pai e criança fazem corrida com copos e canudinhos (Foto: Divulgação)

Pai e criança fazem corrida com copos e canudinhos (Foto: Divulgação)

Em tempos onde pais e mães usam a TV e tablets como babás eletrônicas para distrair os filhos, há quem pense em criar alternativas para que seja possível interagir e, é claro, ter uma participação maior na vida dos filhos. Mesmo após um dia exaustivo no trabalho dá para brincar ou simplesmente contar, por exemplo, uma historinha para a garotada na hora de colocar eles para dormir.

Foi pensando nisso que as publicitárias Anna Fauaz, 30, e Alessandra Sevzatian, 40, criaram em abril do ano passado o  “Box Joanninha”.  Os pais escolhem o pacote que desejam – mensal,  trimestral, semestral ou anual – e recebem em casa uma caixinha com uma brincadeira surpresa. “Dentro da caixa vem todo o material para que a brincadeira, feita com materiais recicláveis, seja feita pelos pais com os filhos. Tudo vem com um guia de passo-a-passo bem detalhado de como criar o brinquedo”, comenta Anna. Ela explica que a brincadeira começa na confecção do brinquedo.

As brincadeiras, explica ela, são unissex e fáceis de fazer mesmo para quem não é tão habilidoso em cortar, colar, etc.

Ela e a sócia tiveram a ideia depois de colocarem as brincadeiras na rede social e ver como as pessoas tinham interesse em fazer os próprios brinquedos com objetos baratos e que normalmente temos em casa. “Mas sempre faltava um papel ou uma tinta específica. Aí resolvemos criar a caixinha para facilitar”, comenta Anna, que também é dona da empresa Joanninha, que faz a locação de brinquedos educativos.

Avô brinca e ajuda a neta a montar brinquedo (Foto: Divulgação)

Avô brinca e ajuda a neta a montar brinquedo (Foto: Divulgação)

Em outubro, por ser o mês das crianças , foi feita a caixinha com brincadeira de rua, com elástico e um peão feito com CD, bola de madeira e tampa plástica. O sucesso foi tanto que as caixinhas são enviadas para todos os Estados e até para o exterior, como EUA e Suíça.

A ideia é trabalhar a criatividade da garotada e interação com os pais. “Hoje em dia as crianças ficam muito na TV, usando tabletes e praticamente não há conversa entre pais e filhos. Esse é o momento de desligar tudo e interagir”, comenta. As brincadeiras são para crianças de três a oito anos, mas há clientes com filhos mais velhos que também curtem a caixinha.

LIVROS DELIVERY

A fotógrafa Aline Padro, 34, conta que tem dificuldades em comprar livros para a filha Lavínia, 1 ano e quatro meses. Ela comenta que descobriu pela internet o “Leiturinha”, uma empresa que entrega em casa os livros de acordo com a faixa etária da criança.

Pais optam em receber em casa dois livros por mês (Foto: Divulgação)

Pais optam em receber em casa dois livros por mês (Foto: Divulgação)

A empresa  também trabalha com planos para que o cliente escolha se deseja receber dois livros por mês ou apenas presentear alguém em uma determinada data .

“Recebi os primeiros livros e foi perfeito. Ela amou o livro e fica com ele embaixo do braço o tempo todo”, comenta. Aline diz que optou em fazer a assinatura pois quer que a filha tenha contato com livros, mas que nem sempre tem tempo de ir até uma livraria e fazer a escolha certa.

Um dos idealizadores do Leiturinha, Guilherme Martins, diz que a ideia surgiu no fim do ano passado e que foi colocada em prática em maio deste ano. Ao todo, já são mais de 3.000 clientes. Segundo ele,  as crianças têm idades entre zero até oito anos.

Martins explica que a escolha dos livros é feito de maneira criteriosa. “Um time de psicólogos e pedagogos seleciona os livros a serem enviados dentre as editoras parceiras”, comenta Martins, que é pai de duas crianças.

Criança lendo o livro que recebeu em casa escolhido de acordo com sua faixa etária (Foto: Divulgação)

Criança lendo o livro que recebeu em casa escolhido de acordo com sua faixa etária (Foto: Divulgação)

Médico do plano terá de informar paciente sobre número de cesáreas, diz ANS

Por Giovanna Balogh
14/10/14 12:51
Bebê nasce por meio de cesárea (Foto: Toni Pires - 10.dez.2002/Folhapress)

Bebê nasce por meio de cesárea (Foto: Toni Pires – 10.dez.2002/Folhapress)

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) apresentou nesta terça-feira (14) propostas para pressionar os planos de saúde a reduzir o número de cesáreas no setor privado. Uma das principais medidas  é que os obstetras que atendem pelo convênio informem as pacientes o número de partos normais e de cesáreas que realizam em suas pacientes.

A gerente de atenção à saúde da ANS, Karla Coelho, diz que a paciente deve ter direito à informação na hora de escolher o seu médico. A gerente afirma que as pacientes poderão solicitar essa  informações tanto pelo plano como pelo hospital onde pretendem ter os seus bebês.

O Ministério da Saúde e a ANS vão abrir, a partir desta quarta-feira (15), uma consulta pública para que essa e outras medidas sejam discutidas com a sociedade.

Além de criar um ranking com o número de partos normais e cesáreas, os médicos do plano terão que preencher uma caderneta da gestante padrão. No papel, que ficará em posse da gestante, haverá dados sobre o histórico da parturiente, entre eles, exames realizados, se ela tem ou não gravidez de risco, enfim, o cartão trará todos os detalhes da paciente e do bebê.

A ideia é que esse cartão permita que ela seja atendida, por exemplo, por  um médico plantonista no hospital, ou seja, não é necessário que o obstetra que fez o pré-natal acompanhe todo o  trabalho de parto. O cartão também facilita a vida da gestante caso ela opte em trocar de médico durante a gestação.

Além da caderneta, os médicos deverão preencher durante o trabalho de parto um partograma – um papel que informa a dilatação, período das contrações, se a bolsa estourou ou não. “Esse papel permite saber quando a cesárea foi indicada e se teve real indicação ou não. A ideia é fazer com que evitem cesáreas agendadas sem a mulher sequer entrar em trabalho de parto”, explica a gerente.

O diretor-presidente da ANS, André Longo, diz que os médicos vão ser obrigados a fazer o partograma para que recebam dos planos de saúde. Longo explica que as medidas só devem entrar em vigor após serem discutidas na audiência pública. As contribuições poderão ser enviadas entre 24 de outubro e 23 de novembro.  Para participar, basta entrar no site da ANS onde haverá um formulário disponível para que as sugestões sejam feitas. A expectativa é que as resoluções entrem em vigor em dezembro.

EPIDEMIA DE CESÁREAS

As resoluções estão sendo adotadas para reduzir o número de cesáreas no país, que chega a  ser superior a 80% na rede particular e fica em torno de 50% no SUS (Sistema Único de Saúde), de acordo com a pesquisa “Nascer no Brasil” divulgada recentemente pela Fiocruz.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, diz que o Brasil sofre uma “epidemia de cesáreas no setor privado”. “Não somos contra a cesárea, mas não podemos admitir que as cirurgias sejam o normal e o parto normal seja exceção”, afirma.

Segundo o ministro, além do conjunto de medidas, é preciso mudar culturalmente a sociedade. “Nos anos 1970  o leite artificial e a chupeta era considerado o  melhor para o bebê. Mas, conseguimos reverter essa realidade quando mostramos a importância do aleitamento materno”, comenta Chioro, que pretende fazer o mesmo em relação ao parto normal.

Karla ressaltou que o bebê que nasce de cesárea tem 120 vezes mais possibilidade de nascer com problemas respiratórios causados, principalmente, pela prematuridade. “A prematuridade é responsável por 25% dos óbitos neonatais”, diz. Ela comenta ainda que a cesárea triplica a mortalidade materna e que a mulher pode ter mais complicações, como perda maior de sangue, entre outras complicações. Segundo ela, a ideia não é ser contra a cesárea, mas que ela só seja feita com real indicação. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas 15% dos nascimentos deveria ser feito por meio de cirurgia.

As medidas da ANS só foram feitas após a Justiça Federal promover uma audiência pública em agosto onde pressionou a agência a fiscalizar os planos de saúde. O MPF (Ministério Público Federal)   entrou com uma ação em 2010 exigindo que a ANS cobre dos convênios medidas para reduzir as cirurgias. Na audiência, a ANS se comprometeu em dar uma resposta em 60 dias e, por esse motivo, divulgaram as medidas nesta semana.

Questionado se os planos pagam mal para os médicos realizarem partos, o ministro diz que independente do valor, não é possível que os profissionais hajam apenas por questões financeiras. “Não posso inverter a indicação de um procedimento que pode aumentar a mortalidade materna, a prematuridade ou mesmo óbito infantil porque a remuneração está baixa ou não adequada. A vida não pode ter preço”, diz.

Apesar da divulgação da ANS e do Ministério da Saúde, a ação do MPF é ainda mais ampla e prevê seis medidas que colaborariam para conter o grande número de cirurgias.

Veja quais são os principais pontos da ação civil

1 –  PARTO COM ENFERMEIRO OBSTETRA. A proposta é que os partos sejam acompanhados por enfermeiros obstetras, como ocorre na Europa. Os médicos atenderiam apenas os partos de risco

2 – DIVULGAÇÃO DOS DADOS. ANS deve obrigar os planos de saúde a publicar os percentuais de cesáreas e partos normais feitos por médicos e hospitais conveniados.  A medida, diz o MPF, iria reduzir as cirurgias já que os procedimentos serão divulgados, ou seja, a paciente saberá se o médico faz mais cesáreas do que parto normal, por exemplo.

3 – REMUNERAÇÃO DIFERENCIADA. O MPF também quer formas diferenciadas de remuneração para parto norma ou cesárea. A ideia é seguir indicação do Conselho Federal de Medicina para se pagar quatro vezes mais pelo parto normal, já que ele pode durar 12 horas ou mais, enquanto uma cesárea pode ser realizada em poucos minutos.

4 – PRÁTICAS HUMANIZADAS. O MPF sugere também que ANS crie indicadores e notas de qualificação específicos para a redução no número de partos cirúrgicos, dizendo que o sistema atual de pontos da agência – a Política de Qualificação em Saúde Suplementar – tem um peso pequeno demais diante da gravidade do problema.

5 –  PARTOGRAMA. O MPF diz ser imprescindível a adoção de um partograma – um prontuário detalhado de tudo o que ocorreu durante o parto, com dados sobre a evolução do trabalho de parto. Esse documento possibilitaria uma avaliação posterior sobre a real necessidade de uma cesárea.

6 – CARTÃO DA GESTANTE. Os planos teriam a obrigação de oferecer o cartão da gestante – já usado na rede pública. A medida permite que outros médicos atendam a parturiente em caso de uma emergência, por exemplo.

 

Criança demorou para andar? É motivo mesmo para preocupação?

Por FABIANA FUTEMA
14/10/14 11:15

Muitas crianças já começam a andar pouco antes de completarem 1 ano. A festa de 1 aninho é quase um rito de passagem para os primeiros passinhos do bebê.

E as que não derem os primeiros passinhos nessa idade? Pais, não entrem em pânico se o filho demorar um pouco mais para começar a andar. O ortopedista  Edilson Forlin,  presidente do comitê de campanhas públicas da Sbot (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), diz que a maioria estará caminhando por volta de 1,5 ano.

Segundo ele, não dá para avaliar a evolução da criança tomando por base apenas a queixa sobre o atraso da caminhada. “É preciso analisar a musculatura, o desenvolvimento neurológico,  saber se a criança nasceu prematura, analisar como foi a gestação da mãe. E pode ser que apenas falte estímulo para ela caminhar.”

No quesito estímulo, o ortopedista afirma que é comum aparecerem casos em seu consultório de crianças que passam muito tempo no colo. Para estimulá-las, ele recomenda que os pais deixem brinquedos distantes do local onde ficam _assim elas buscarão o objeto.

Forlin afirma que também é preciso avaliar outros marcos do desenvolvimento antes de cobrar que a criança comece a andar. Entre esses marcos estão rolar, virar/desvirar, sentar e engatinhar. Nem todas as crianças engatinham, entretanto.

O ortopedista diz que os pais preocupados com eventuais atrasos na caminhada do filho devem conversar sobre o assunto com o pediatra. O médico poderá acalmá-los ou encaminhá-los para um especialista.

Outra dica de ouro é não comparar o desenvolvimento do seu filho com o de outras crianças. Nenhuma é igual à outra. Criar parâmetros e expectativas em relação à data certa para ele começar a sentar, falar ou engatinhar só serve para gerar frustrações desnecessárias.

MEU FILHO

Meu filho começou a andar com 20 meses (1 ano e 8 meses). Ele não engatinhou, não da forma convencional. Quando completou 1 ano, começou a engatinhar de bumbum.

O que me deixava preocupada é que ele não gostava de ficar em pé. Tentava segurá-lo pelos braços para ajudá-lo a dar passinhos, mas ele chorava. Também não curtia escalar sofás e cadeiras como as outras crianças.

Com 14 meses procurei uma neuropediatra, que recomendou que eu esperasse até os 16 meses. Se ele não andasse até lá, deveria fazer uma série de exames.

Eu e meu marido não gostamos da lista de exames apresentados, que incluíam sedação. Iniciamos sessões de fisioterapia. Mas bebês não são obedientes.  Alguma sessões pareciam muito produtivas. Outras, desperdício de tempo e dinheiro, pois ele só chorava.

Com 18 meses voltei à primeira pediatra, que disse que ele estava ótimo e dava todos os sinais de querer andar. Recomendou que eu procurasse um ortopedista. Foi o que fiz. O ortopedista da época recomendou o uso de botas com palmilhas ortopédicas.

Pouco depois meu filho começou a andar. Forlin diz que não foram as botas ortopédicas, que meu filho andaria de qualquer jeito. Naquela época, tudo que queria era que ele andasse. Chegou a ser rejeitado numa escola por ser velho para o berçário, mas não poder ir para o maternal por não saber andar (lógico que essa escola caiu muito na minha avaliação).

Passado esse tempo, acho que estressei demais na época. Mães de primeira viagem têm reações exageradas. Tento dosar melhor meus sentimentos e planos agora. Um dia de cada vez.

Abaixo, o vídeo do feliz dia em que ele começou a andar!

 

 

 

 

 

 

Às vésperas do Dia das Crianças, campanha denuncia empresas que fazem publicidade infantil

Por FABIANA FUTEMA
10/10/14 15:03

Publicidade dirigida para o público infantil é ilegal, segundo a resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente). Mesmo assim, muitas peças publicitárias continuam sendo desenvolvidas para seduzir as crianças.

Neste mês de outubro, quando o comércio comemora o Dia das Crianças, o Instituto Alana em parceria com outras entidades de defesa do consumidor, lança uma campanha que incentiva o envio de cartas para empresas que não respeitam essa regra.

Por meio do hotsite da campanha #anunciapramim (www.anunciapramim.com), o consumidor poderá informar o nome da empresa que fez publicidade para o público infantil. A empresa reclamada receberá uma carta pedindo que pare com a publicidade infantil e passe a dirigir suas mensagens para os adultos.

O nome e e-mail do denunciante não serão divulgados. As empresas mais reclamadas aparecerão num ranking do site.

Segundo o Instituto Alana, a resolução 163 só reforça o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê a proibição da publicidade abusiva, que é aquela que se aproveita da deficiência de julgamento e de experiência da criança.

“Em média até os 12 anos de idade, as crianças, pela fase de desenvolvimento emocional, cognitivo e psíquico em que se encontram, ainda não conseguem ter a capacidade crítica para lidar com os apelos de consumo”, afirma Laís Fontenelle, psicóloga do projeto Criança e Consumo.

A campanha tem o apoio do do Akatu, Idec, Proteste, ACT+, Milc (Movimento Infância Livre de Consumismo),Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo), Conectas Direitos Humanos e Intervozes.

 

 

Garotinha curiosa protagoniza nova produção brasileira na Discovery Kids

Por FABIANA FUTEMA
10/10/14 09:23

‘O Show da Luna!’, nova série da Discovery Kids, conta a história da menina Luna, muito curiosa, e suas descobertas. Ao lado do irmão Júpiter e do furão Cláudio, Luna vai tentar buscar respostas para pequenas dúvidas do dia a dia.

Sem perceberem, os três praticarão ciência no quintal de casa: da formulação de hipóteses, aos experimentos, observação e conclusão.

Por que o amarelo misturado ao azul vira verde? Como as abelhas se comunicam? Essas são algumas das soluções que o trio buscará.

De forma lúdica e embalada pela direção musical de André Abujamra, a série aborda temas científicos.

Produzida pela TV PinGuim, ‘O Show da Luna!’ é composto por 26 episódios de 15 minutos de duração cada.

*O Show da Luna!*

Estreia: segunda, 13 de outubro, às 11h

Horário principal: de segunda a sexta-feira, às 11h

Classificação livre

Feiras estimulam a troca de brinquedos no Dia das Crianças

Por FABIANA FUTEMA
09/10/14 17:01

Dia das Crianças não precisa ser uma data vinculada à compra de presentes. Mas a data também não precisa passar em branco.

Aproveite para brincar muito com seu filho, prepare seu prato preferido, leve-o para conhecer novos lugares. Ou simplesmente fique em casa curtindo a companhia dele.

Entre as opções de passeio do fim de semana estão as feiras de trocas de brinquedos.

O Instituto Alana promove no domingo, das 14h às 17h, na praça Eder Sader, na vila Madalena, a sua tradicional feira de brinquedos.

Além da feira de trocas, haverá atividades de recreação, como bolha de sabão gigante, roda de música com violão, aviãozinho de papel e peteca.

O Sesc Santana realiza sua feira de troca no sábado (às 13h) e no domingo (às 11h). O Sesc fica na Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo

E qual o espírito da feira de trocas? Para os adultos, a troca ajuda a desentulhar a casa. Aos pequenos, é um exercício de desapego.

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