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Dilemas maternos e a vida além das fraldas

Perfil Fabiana Futema, mãe de Kazuo, e Giovanna Balogh, mãe de Bento e Vicente

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Entenda a criação com apego e como colocá-la em prática

Por Giovanna Balogh
29/08/14 07:13
Mãe carrega filho no sling; colo e aconchego para o bebê (Foto: Carla Reiter/www.carlaraiter.com)

Mãe carrega filho no sling; colo e aconchego para o bebê (Foto: Carla Reiter/www.carlaraiter.com)

Não negar colo, amamentar em livre demanda (sempre que o bebê quer), fazer cama compartilhada com os filhos e nunca bater ou gritar. Isso é só uma parte do que é feito pelos pais que praticam a chamada criação com apego. Apesar de não ser nova, esse maneira de criar e educar os filhos com mais afeto tem cada vez mais sendo pensada dentro das casas e colocada em prática por pais  que buscam respeitar – e ser respeitados – pelos filhos desde cedo.

Muitos pensam que esse tipo de criação torna os bebês e as crianças mimadas, que vão ser ‘pestinhas’ que podem fazer o que querem, mas não é bem por aí. Quem geralmente faz esses comentários não conhece a fundo esse tipo de criação e provavelmente nunca conviveu com uma criança criada dessa maneira.

Na criação com apego e também na chamada disciplina positiva as crianças são educadas com limites, mas de maneira respeitosa, consciente e empática. “A maior diferença da criação mais tradicional nesse aspecto é que ensinamos os nossos filhos os limites deles e os nosso próprios sem o uso de abusos, punições, recompensas ou subornos”, explica o engenheiro Thiago Queiroz, 32, pai de Dante, 1. Além de coordenar um grupo de apoio para criação com apego no Rio de Janeiro, Thiago dá palestras sobre o assunto e divulga informações no blog Paizinho, Vírgula!. Ele também gerencia duas comunidades no Facebook para disseminar a importância de criar os filhos desta maneira.

“Nossos filhos são educados através do exemplo. Ou seja, agir de maneira coerente em casa já é um grande passo na hora de esperar algum tipo de comportamento dos nossos filhos”,diz. Para Thiago, o pai que bate no filho vai ensinar que a violência é a maneira natural de resolver os conflitos. “Não se pode bater no filho e esperar que ele não vá bater em ninguém sempre que achar que a situação não é adequada”, diz.

NADA DE CANTINHO DO CASTIGO

Na criação com apego, os pais buscam o diálogo e respeito na hora de educar. Ou seja, técnicas de punição, como cantinho do pensamento, e chantagens na linha “se você tomar banho agora, a mamãe vai comprar aquele brinquedo” não são usados. “Esse tipo de atitude passa uma informação errada para a criança de que ela só é aceita e amada quando atende as expectativas de seus pais. Isso tem um impacto negativo na imagem que ela constrói de si mesma. Fora que, ao dar pontos, benefícios ou estrelinhas estamos mostrando que ela precisa sempre esperar algo em troca em seus relacionamentos”, afirma.

Thiago diz que quem se propõe  a fazer a criação com apego aceita um convite para reavaliar o tipo de cuidado que oferece ao filho, ou seja, os pais passam a refletir sobre como proceder para atender as necessidades da criança.

O pai de Dante explica que não tem hora para começar, mas que nunca é tarde para inserir a criação com apego no seu dia-a-dia. Segundo ele, alguns pais começam já na gestação ao ler e se informar sobre o assunto e outros, por exemplo, quando têm o segundo filho e começam a repensar a sua criação. “Para essas famílias, ate o filho mais velho se beneficia pois passa a receber um cuidado diferente dos pais, baseado na empatia, compaixão e respeito. Isso é muito positivo pois não exclui uma família de repensar suas relações e seus vínculos”.

NÃO DEIXE SEU BEBÊ CHORANDO SOZINHO

Na criação com o apego os pais devem seguir mais seus instintos e deixar de lado, por exemplo, os palpites de deixar o bebê chorando sozinho no berço até ele ‘acostumar’ e dormir longe do colo ou do peito da mãe. Afinal, bebês choram, e vão chorar por muito tempo pois é a única maneira que têm para se comunicar mostrando as suas necessidades e desconfortos.

Pais são diariamente instruídos a não atender o choro dos filhos e deixá-los chorando por períodos prolongados, durante noites seguidas, até que durmam e os pais possam, enfim, descansar. “Bebês não têm desenvolvimento cerebral para serem cruéis ou manipuladores, como a sociedade implica. Bebês choram porque precisam dos seus pais”, diz.

Thiago comenta que muitas vezes esses métodos usados por livros de criar regras para o bebê dormir até funcionam no ponto de vista dos pais, mas não dos bebês. “Quando o bebê para de chorar e começar a dormir, isso não significa que ele aprendeu a dormir, mas que desistiu dos pais. Desistiu de pedir socorro. Estudos mostram que sessões prolongadas de choro fazem com que o cortisol [hormônio do estresse] no cérebro do bebê possam atingir níveis preocupantes, prejudicando seu desenvolvimento cerebral”, diz

“Temos que entender que bebês têm necessidades não só durante o dia, mas à noite também. Nossos filhos não têm apenas a necessidade de se alimentarem à noite, mas de sentir-se seguros e acolhidos”, explica. É aí, por exemplo, que entra a cama compartilhada onde o filho – ou filhos – dormem lado a lado com os pais ou, quando estão um pouco maiores, no mesmo quarto.

A criação com apego significa criar um vínculo seguro e saudável e se conectar com o filho, ou seja, pai e mãe precisam estar presentes física e emocionalmente. Ao praticar a criação com apego, os pais sabem reconhecer melhor e entender os sinais que os filhos dão. “Esse é uma das maiores demonstrações de respeito e amor que podemos dar a eles”, diz.

O blogueiro explica que os pais passam a enxergar através dos comportamentos dos filhos, entendendo quais são as necessidades que eles possuem. “Um dito mau-comportamento não significa que você tem um filho problemático, significa que você tem um filho com um problema e que não sabe como pedir ajuda para você”, explica. Então, punir ou agredir nossos filhos -seja verbal ou fisicamente – não os ajuda a lidar com as dificuldades que eles enfrentam.

AMAMENTAÇÃO E SLING

A cama compartilhada facilita – e muito – a mulher que amamenta em livre demanda a descansar durante as mamadas noturnas pois facilita a vida da mãe que pode, por exemplo, amamentar deitada.

Além de a amamentação em livre demanda criar um vínculo seguro entre mãe e filho, ela não atende somente as demandas nutricionais do bebê. “Ela também oferece conforto, segurança, contato e, além disso, ajuda a regular funções corporais (como batimentos cardíacos e temperatura) e atende a necessidade de sucção dos bebês. Amamentar em livre demanda significa entender que, em momentos diferentes, o bebê terá necessidades diferentes que serão atendidas pelos seios da mãe”, explica.

Pais que praticam a criação com apego geralmente levam seus bebês em slings, justamente pelo carregador de pano facilitar o contato físico com os filhos.  Mas, Thiago explica que isso não significa que o bebê que é levado no  carrinho nunca irá criar um vínculo de apego seguro com os pais.

“Uma maneira de se promover a conexão é através do contato físico, mas isso não significa que uma pessoa que carrega seu filho em um sling automaticamente possui um vínculo de apego seguro com ele”, diz.

A criação com apego é uma conjunção de fatores e, principalmente, como transcorre a relação entre pai, mãe e filho. “Fora isso, existem outras maneiras de promover um contato afetivo, que passam de massagens no bebê até o banho, que pode ser um momento de intenso contato pele a pele, ainda mais se os pais optam por tomar banho junto com seus bebês em um chuveiro, por exemplo”, orienta.

Vale ressaltar que a disciplina positiva não fica apenas restrita à infância. Quando os filhos crescem e, é claro, as relações vão ficando mais complexas e, muitas vezes,  desafiadoras os pais passam a ter um papel importante mostrando os valores e limites que começaram a ensinar ainda na primeira infância.

“Estamos sempre avaliando nossas escolhas e tentando enxergar se nossas decisões estão nos levando realmente para onde queremos chegar: ter um vínculo emocionalmente forte e saudável com os nossos filhos, para que estes mesmos cresçam e tornem-se adultos empáticos e compassivos”, diz.

Grávidas podem sofrer com tendinite gestacional; saiba mais

Por FABIANA FUTEMA
28/08/14 13:36
Alterações hormonais podem detonar a tendinite gestacional (Foto: Efe)

Alterações hormonais podem detonar a tendinite gestacional (Foto: Efe)

Mulheres podem desenvolver tendinite  D’Quervain, também conhecida como gestacional, durante a gravidez. Essa inflamação dos tendões localizados na região do punho é reflexo das alterações hormonais que acontecem com a mulher durante a gestação.

“A alteração hormonal durante a gravidez propicia uma alteração entre os tendões e a bainha, aumentando o seu volume e inflamando, levando a um quadro doloroso”, diz Jorge Bitun, chefe do serviço de Ortopedia do Hospital Villa-Lobos .

Segundo ele, essa tendinite pode aparecer já a partir do primeiro trimestre de gestação. “As grávidas chegam ao consultório relatando muita dor.”

O ortopedista afirma que uma das dificuldades do tratamento é que a mulher grávida tem restrição para tomar determinados medicamentos durante a gestação. “Não podemos usar anti-inflamatórios, por exemplo. Só podemos prescrever medicamentos para aliviar a dor.”

Normalmente, segundo ele, o tratamento é feito por meio de fisioterapia. Bitun diz que não adianta muito imobilizar a região do punho, pois a gestante costuma reter líquidos e ficar inchada.

Segundo ele, também não funciona muito afastar a mulher do trabalho para curar a tendinite gestacional. “É um processo hormonal, mesmo afastado vai continuar ocorrendo.”

Nos casos extremos, diz o ortopedista, é necessário operar. “Já fiz cirurgias em mulheres no 8º mês de gestação que tinham muita dor e temiam não conseguir segurar o bebê depois do parto.”

Também há casos em que a tendinite da mulher aparece logo depois do parto, dificultando tarefas simples do dia-a-dia, como trocar fraldas ou dar banho. “Para esses casos costumo sugerir o uso de talas imobilizadoras com velcro, que limitam a amplitude do movimento”, diz Bitun.

EU TIVE

Coincidentemente, eu tive tendinite gestacional. Era uma dor terrível. Faltava força para segurar um garfo. Não dava para digitar no telefone.

Na época, não fui a um ortopedista. Era muita dor e corri para um pronto-socorro. Fizeram ultrassom e diagnosticaram.

Virada Sustentável tem programação para mães, bebês e crianças

Por FABIANA FUTEMA
27/08/14 10:51

 

Começa nesta quinta-feira mais uma edição da Virada Sustentável em São Paulo. São mais de 700 atrações gratuitas espalhadas por 143 lugares da cidade. Com tanta opção pode ficar até difícil escolher uma.

Vou me dar ao luxo de indicar algumas atividades voltadas para mães, bebês ou crianças. Mas só algumas. O site da Virada, que termina domingo, lista todas elas. Para facilitar a busca, é melhor selecionar um dos filtros.

Os eventos que selecionei ocorrem no sábado (30) e domingo (31). Veja abaixo:

-‘Huggies Fit Mamãe e Bebê’, dias 30 e 31, das 9h às 18h30, no Parque Villa Lobos

Maratona de aulas de baby pilates ministradas pela professora Mariana Pires, personal formada pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. A ação pretende trazer um novo espaço para que a mãe possa interagir com o bebê, além de trazê-la à vivacidade do trabalho com o corpo no pós-gravidez. Ao longo do dia, diversas séries de 30 minutos mesclarão exercícios de ioga, pilates e laboral.

-Abertura do Verdejando 2014, dia 30, das 10h às 15h, no Ibirapuera (bosque das Figueiras, em frente ao Pavilhão Japonês)

Show com a palhaça Rubra, interpretada pela atriz e multi-instrumentista Lu Lopes, que dividirá o palco com convidados especiais como Marcelo Jeneci, Grupo Triii, Tiquequê, Antônio Nóbrega e San (Sambô)

-Feira de Troca de Brinquedos, dia 30, das 10h às 13h, na praça Victor Civita (Pinheiros)

Promovido pelo Instituto Alana, a feira é uma oportunidade de incentivar o consumo consciente nas crianças. Pais e filhos começam a brincadeira em casa, escolhendo brinquedos que poderão ser trocados. Na feira, as crianças praticarão o desapego e a tomada de decisão: analisarão o material ofertado e decidirão fazer a troca.

-Histórias de Dobraduras com Origami, dia 30, das 11h às 11h45, no Parque Villa Lobos

Ministrada por Irene Tanabe, crianças e acompanhantes aprenderão a dobrar papeis de jornais e revistas enquanto ouvem a narrativa das histórias. No final de cada história, os participantes terminam de dobrar um origami de utilidade pública. De maneira lúdica, as atividades possibilitam refletir sobre a importância de seu papel como cidadão. A atividade faz parte do Festival Ação Saudável.

-Oficina ‘Faça Seu Brinquedo’, dia 30, das 12h30 às 14h30, na praça Victor Civita (Pinheiros)

A criança terá a oportunidade de construir o seu próprio brinquedo com produtos reciclados. Serão diversas opções de diversão infantil, como cai não cai, vai e vem, jogo da velha, dama bilboquê, dentre outros.

-Oficina ‘Comida Criativa para Crianças’, dia 30, das 15h às 15h45, no Parque Villa Lobos

Durante a oficina realizada por Bia Goll, serão propostos vários estímulos para despertar a curiosidade dos participantes sobre alimentação. Uma das ações será oferecer frutas no palito.

-Arte no tubete, dias 30 e 31 das 9h às 18h, no Parque Villa Lobos (próximo à tenda)

No espaço, pais e filhos darão vida às obras nos tubetes de papel higiênico. A atividade também contará com a presença de dois artistas profissionais, Sergio Fabris e Daniela Saraiva, que vão auxiliar todo o trabalho de criação. Promovido pela marca Neve, o espaço contará ainda com a presença do apresentador e criador do canal online Manual do Mundo, Iberê Thenório, que dará dicas sobre reaproveitamento.

-Oficina ‘Os Sons que Vêm do Coração, dia 31, das 10h às 12h, no Parque Villa Lobos

Sob coordenação de arte-educadora Anunciação Rosa, a oficina visa a construção de instrumentos musicais com materiais reciclados. Os participantes poderão vivenciar uma viagem sonora e serem contagiados pelas possibilidades sonoras disponíveis no lixo, possibilitando a sua transformação em sons, músicas que integram pessoas e grupos com inventividade e consciência.

-Show-oficina com Barbatuques dia 31 de agosto, 12h, no estacionamento do shopping Villa Villa Lobos

Aprendizado de sons corporais básicos, criação de ambientes sonoros, sonoplastas, jogos de regência e cantorias. Utilizar o corpo como instrumento musical é a proposta essencial do Barbatuques.

Barbatuques farão show-oficina no estacionamento do shopping Villa Lobos (Foto: Divulgação)

Barbatuques farão show-oficina no estacionamento do shopping Villa Lobos (Foto: Divulgação)

Inmetro abre consulta sobre segurança nos playgrounds

Por FABIANA FUTEMA
26/08/14 09:52
Gangorra danificada em parque (Foto: Alessandro Shinoda -26.jul.2012/Folhapress)

Gangorra danificada em parque (Foto: Alessandro Shinoda -26.jul.2012/Folhapress)

Você sabe se o parquinho que seu filho frequenta é seguro? Já reparou se os brinquedos estão em boas condições de uso? Muitos pais podem nunca ter se perguntado sobre a manutenção dos equipamentos dos playgrounds.

Hoje, não existe uma regulamentação específica sobre a segurança dos brinquedos de creches, escolas, condomínios, parques e praças. O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) abriu uma consulta pública para ouvir da sociedade sugestões, críticas e relatos sobre a segurança dos brinquedos utilizados nos parquinhos.

A partir do resultado dessa consulta, o Inmetro poderá vir a propor uma regulamentação com os requisitos mínimos de segurança para esses equipamentos.

“Propor uma consulta pública antes de decidir regulamentar é uma prática inédita no Brasil”, disse Gustavo Kuster, chefe da Divisão de Articulação Externa e Desenvolvimento de Projetos Especiais do Inmetro.

Segundo ele, o órgão avaliou diversas fontes de dados sobre o tema. “Todas apontaram para o risco derivado do uso inadequado e da falta de manutenção dos brinquedos, e não do produto em si.”

Números do Datasus (banco de dados do Sistema Único de Saúde) levantados pelo Inmetro mostram que nos últimos 15 anos foram registradas 6.218 internações hospitalares provocadas principalmente por quedas em playgrounds. Dessas internações, 45 levaram à morte.

O Inmetro também cita pesquisa realizada entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014 em 23.861 unidades de ensino infantil (7.127 creches e 16.734 pré-escolas), identificadas por meio do cadastro da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que indica que 62% das ocorrências estão relacionadas ao mau uso do equipamento.

Entre os acidentes mais graves (12,5%), 48,08% foram ocasionados por queda do brinquedo; 25% por lesões causadas pelo movimento do brinquedo; e 11,54% por aprisionamento de partes do corpo.

“A fiscalização destes produtos fica a cargo das prefeituras, mas falta a elas uma orientação técnica para avaliar as condições de conservação e uso do produto. Por isso estamos propondo um regulamento que servirá de guia”, disse Kuster.

Ele disse que o órgão também fará uma campanha junto à indústria, comércio e entidades representativas de condomínios para conhecimento das normas.

A consulta fica aberta até 22 de setembro, Sugestões e críticas podem ser enviadas ao Inmetro pelo e-mail: diape.consultapublica@inmetro.gov.br  ou pelos Correios (Rua Estrela 67, 2º andar, Rio Comprido, RJ – A/C da Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf).

 

Filha de Gisele Bündchen nasceu empelicada; entenda o que é isso

Por Giovanna Balogh
25/08/14 09:39
A modelo com a filha Vivian  , que nasceu em casa (Foto: Reprodução/Instagram)

Gisele com a filha Vivian, que nasceu na banheira na casa da modelo (Foto: Reprodução/Instagram)

Que a modelo Gisele Bündchen é uma ativista do parto humanizado e que teve os dois filhos de parto natural, em casa, não é novidade.

No programa Mais Você, da Rede Globo, na manhã desta segunda-feira (25), a mãe de Benjamin, 4, e Vivian, 1, detalhou o nascimento da caçula, ocorrido em dezembro de 2012, e disse que ela nasceu empelicada. Mas, o que é isso?

O bebê empelicado é aquele que nasce com a bolsa íntegra, ou seja, ele nasce envolto pelo líquido amniótico dentro da bolsa que não estourou durante o trabalho de parto. A modelo contou que assim que pegou a filha, ela estava dormindo e que a bolsa estourou dentro da água da banheira.

Assim como Vivian, Benjamin também nasceu na água. Gisele  contou que optou por esse tipo de parto por ser  “menos traumático” para os bebês ao sair da barriga da mãe.

“Sempre foi o meu sonho ter o bebê na água. É uma coisa menos traumática, porque o bebê fica na água dentro de você. E nenhum dos meus filhos nasceu chorando. A Vivi nasceu dormindo, aliás, porque ela ainda estava dentro da bolsa. Estourou a bolsa na água e ela veio flutuando até mim”, contou a modelo para a apresentadora Ana Maria Braga.

Bem raro, o bebê empelicado nasce protegido pela bolsa, quentinho e longe de riscos de infecção.  Segundo parteiras, existe a crença que os bebês nascidos dessa forma terão muita sorte na vida.

Gisele contou ainda que o trabalho de parto do primeiro filho levou cerca de 11 horas enquanto o da filha foi apenas em 3h30. A modelo disse que experimentava lingerie quando sentiu as contrações mais fortes. “Fui tomar banho e chamei a parteira que chegou meia hora antes dela nascer”, comentou a modelo.

A modelo também comentou que o segundo parto foi mais rápido pois continuou com as atividades normais, como levar o filho à escola,  caminhar e praticar atividades físicas, como ioga. “Eu fazia tudo e já estava com 4 centímetros de dilatação. Foram 3 dias com essas colicazinhas”, comentou Gisele sobre as contrações.

Gisele disse que conseguiu lidar bem com as dores das contrações nos dois partos. “Não encarava como uma dor. Eu focava em pensar que estava cada vez mais perto deles nascerem. Imaginava o meu corpo abrindo e que a cada hora eles estavam mais perto”, conta a modelo.

Vídeo mostra futuro de criança na era fast-food; veja

Por Giovanna Balogh
21/08/14 08:35

Ainda dá tempo de mudar os hábitos alimentares dos seus filhos para que eles não tenham problemas de saúde no futuro. Com essa mensagem, a entidade norte-americana Children’s Healthcare of Atlanta lançou uma campanha chamada Strong4Life (forte para a vida) onde pretende conscientizar os pais e cuidadores sobre a importância de uma alimentação saudável, de preferência longe de fast-food.

A proposta também é falar sobre como as crianças precisam de mais atividades físicas, ao ar livre, e menos tempo em frente à TV e ao computador.

Um vídeo lançado recentemente pela Strong4Life mostra um adulto obeso sendo socorrido em um hospital após um ataque cardíaco aos 32 anos. O médico cirúrgico pergunta “como isso aconteceu?” e começa uma retrospectiva da vida do paciente deitado no centro cirúrgico.

As imagens sempre mostram uma vida inteira de consumo de comidas nada saudáveis, como hambúrgueres, pizzas e refrigerantes, e nada de atividades físicas, ou seja, uma criança sempre jogando videogame ou assistindo TV. O cenário não difere muito entre a infância, adolescência e a vida adulta.

A primeira batata frita, por exemplo, é dada pela própria mãe quando o bebê ainda está no cadeirão com a desculpa de que é a única coisa que fará ele “ficar quieto”. É isso que queremos para as nossas crianças? Veja o vídeo:

Veja o vídeo

 

Mulheres ganham mapa interativo para denunciar violência obstétrica

Por Giovanna Balogh
19/08/14 10:09
Enfermeira faz manobra de Kristelller em gestante durante trabalho de parto (Foto: Reprodução)

Enfermeira faz manobra de Kristelller em gestante durante trabalho de parto (Foto: Reprodução)

Mulheres que foram vítimas de violência obstétrica têm agora a possibilidade de relatar o tipo de atendimento que tiveram durante o parto em um mapa interativo na internet.

O “Mapa de Abusos cometidos no Parto” foi criado para permitir que a mulher classifique o que sofreu por tópicos como violência verbal, proibição de acompanhante, procedimentos desnecessários na mãe e no bebê, cesárea desnecessária, entre outros itens.

A arquiteta Isabella Rusconi, 42, e o marido dela, Carlos Pedro Sant’Ana, tiveram a iniciativa de criar o espaço após conversar com a obstetriz Ana Cristina Duarte. A decisão foi tomada após ela sofrer violência obstétrica no parto do primeiro filho, em 2005, em um hospital de Portugal. “Eu sofri um primeiro parto extremamente violento e só consegui colocar para fora ao escrever um relato”, diz Isabella, que sofreu uma episiotomia (corte feito entre a vagina e o ânus) que a fez ficar 12 dias de cama.

“O corte provocou uma laceração de terceiro grau. Fiquei um mês sem poder sentar e mais de três meses usando o travesseirinho da humilhação”, relata. Em 2010, Isabella teve um parto domiciliar no Brasil sem qualquer intervenção. “Foi na varanda, em frente a um rio. Foi redentor”, diz a mãe de Sebastião, 9, e Bernardo, 4.

O mapa conta com mais de 200 relatos, sendo que o Estado de São Paulo lidera o número de denúncias.  A arquiteta diz que ideia é que o trabalho cresça agora que a página será divulgada e administrada pela Artemis (entidade de defesa ao direito da mulher).  Os relatos são todos lidos e autorizados.

Além de ser um espaço para as mulheres relatarem o que sofreram, a ideia é ter um panorama dos hospitais do Brasil onde acontecem mais violência obstétrica e onde os direitos das mães e dos bebês não são respeitados.  “São experiências bem íntimas, densas e comoventes”, comenta.

A presidente da Artemis, Raquel Marques, explica que os relatos de violência vão ajudar a argumentar e demonstrar o cotidiano das parturientes nas audiências públicas que a entidade participa. “O mapa também serve de referência para as mulheres, gestores e profissionais de saúde para que visualizem o quanto a violência é grave e generalizada”. Saiba mais sobre o que é violência obstétrica e se você foi vítima.

Pais exaustos procuram ‘encantadoras’ para organizar sono do bebê

Por FABIANA FUTEMA
18/08/14 09:27
A 'encantadora' Lúcia com a pequena Pietra, filha de Michelle (Foto: Arquivo Pessoal)

A ‘encantadora’ Lúcia com a pequena Pietra, filha de Michelle (Foto: Arquivo Pessoal)

Quem é que paga para outra pessoa ensinar um bebê de poucos meses (ou dias) de vida a aprender a dormir? Resposta: mães e pais exaustos. A privação do sono combinada ao cansaço e à falta de tempo para executar tarefas simples, como tomar banho e almoçar, faz com que muitos se desesperem e se sintam despreparados para o novo ritmo de vida.

E é aí que entra em ação um novo tipo de profissional: a consultora de sono, também apelidada de ‘encantadora de bebês’ –uma referência ao best seller “Segredos de Uma Encantadora de Bebês”, de Tracy Hogg.

A diretora de marketing Michelle Guimarães, 36, já tinha lido o livro antes de procurar por uma ‘encantadora de bebês’. Mas não conseguiu aplicar as regras do livro ao sono da filha Pietra, hoje com 2 anos.

 “Eu moro numa fazenda e não tinha ninguém por perto para me ajudar neste início. Ela tinha dificuldade para dormir, só dormia no colo. Estava tão cansada e desesperada que fui atrás de uma ‘encantadora de bebês”, conta Michelle.

Mas até mesmo aquelas que possuem mãe ou sogra por perto recorrem a esse tipo de consultoria. A gerente comercial Flávia, 38, que pede para manter seu sobrenome em sigilo, contratou uma ‘encantadora de bebês’, mas não contou parar ninguém da família. Esse é um segredo dela e do marido.

“Não quis contar, pois isso poderia magoar as avós, que acham que podem nos ajudar a cuidar do bebê, mas às vezes, mesmo sem querer, acabam atrapalhando e ensinando maus hábitos. E também não queria comparações entre minha filha e uma sobrinha.”

Flávia diz que se sentia sem tempo para cuidar da própria rotina, pois a filha parecia querer ficar no colo o tempo todo. “Eu jantava com ela no colo, tomava café com ela no colo. Ela não queria ficar sozinho no berço, na cadeirinha nem no carrinho.”

A professora Suzana Coelho, 39, também passou pela mesma situação com a filha Júlia, hoje com 4 meses. “Idealizava que seria algo fácil. Mas mesmo sendo uma criança muito amada e desejada, passei por momentos muito estressantes.”

O que mais a afligia era o fato de a filha não sair do peito e não dormir nada durante o dia nem à noite. E a introdução de uma rotina permitiu que a mãe pudesse voltar a organizar o próprio dia. “Sabendo o horário em que ela iria comer e dormir, também pude me organizar e voltar a ter tempo para almoçar com calma, jantar com o marido.”

As três mães buscaram na internet a solução para o problema que lhes tirava a paz naquela fase da maternidade. Elas encontraram o site da enfermeira Lúcia Wanderley, que trabalha com crianças há mais de 30 anos, e fez um curso com a própria Tracy Hogg, a mãe da técnica de encantar bebês.

Segundo as mães, a técnica de Lúcia consiste basicamente em criar uma rotina para os bebês: eles passam a ter horário para acordar, mamar, tirar soneca, passear e dormir à noite. Mas isso o livro também ensina. O que muda então?

Flávia diz que Lúcia parece fazer mágica com os bebês. “Ela transmite uma calma, uma segurança, que os acalma. Parece que eles fazem o que ela quer.”

Para Michelle, o segredo da ‘encantadora’ é saber acalmar os pais. “Ela nos faz ver que nosso filho não é diferente de ninguém, que chorar é normal e que o problema não é com o bebê.”

Suzana revela uma das dicas, que pode ser questionada por alguns pediatras, como a introdução de uma última mamada noturna reforçada. “A minha pediatra até resistiu, mas testei e minha filha passou a dormir melhor depois.”

E o que diz a própria ‘encantadora’? “Converso com o bebê, ensino a eles uma rotina. As crianças passam a ter horário para dormir, brincar, passear e comer”, diz Lúcia.

 Segundo ela, quanto antes o treinamento começar, melhor será para a família. “É possível ensinar a criança a dormir logo nos primeiros dias de vida. Quanto mais tarde, mais difícil, pois o bebê já terá incorporado alguns vícios.”

CUSTO

Não é qualquer mãe que pode bancar uma ‘encantadora de bebês’. Três dias de consultoria podem custar de R$ 2.000 a R$ 5.000, dependendo da profissional, além do gasto com o deslocamento dela até sua casa.

As três mães ouvidas pelo Maternar disseram que o investimento valeu a pena, que fariam de novo e indicariam para outra pessoa.

Lúcia diz que presta esse serviço gratuitamente para mães carentes de sua cidade, no interior do Rio. “Tem mães que não podem pagar a passagem de avião. Se for perto, vou de ônibus. Algumas usam milhas.”

Mariana Zanotto, outra ‘encantadora de bebês’, diz oferecer pacotes para os pais com preços variáveis. O custo depende da quantidade de dias e da exclusividade. No serviço de doula pós-parto, por exemplo, ela fica passa 24 horas por dia ao lado das novas mães.

E COMIGO?

Eu li o livro da ‘encantadora de bebês’ quando fiquei grávida e também não consegui aplicar a técnica ao meu dia-a-dia. Tentei criar rotinas e até afugentei visitas que chegavam no horário que eu queria estipular para o sono e soneca.

Mas não deu certo. Em parte pela minha inexperiência. A qualquer resmungada lá ia eu acudir o bebê. Em cada mamada, mesmo as noturnas, trocava a fralda com medo de a criança ficar assada _livros e coachs ensinam que é normal o bebê ter pequenos despertares e que devemos deixá-los voltarem sozinhos a dormir; e que se a criança estiver de fralda noturna e não tiver feito n° 2, não é necessário trocá-la à noite.

Outro problema foi não conseguir lidar com o choro do filho. Seguidores do método ‘Nana Nenê’ pregam que devemos deixar o bebê no berço sozinho para que ele aprenda a dormir. E que se ele chorar, devemos de tempos em tempos dar uma passadinha no quarto para mostrar que estamos presentes e lembrá-lo que chegou a hora de dormir.

Resultado dessa falta de estratégia? Meu filho tem mais de 2 anos e ainda hoje acorda no meio da madrugada para mamar.

Mas aos poucos comecei a cortar essa mamada da madrugada. E depois de conversar com a Mariana passei a adiantar a hora de levá-lo para cama. Coincidência ou não, parece que ele passou a dormir mais tempo _isso faz menos de uma semana e ainda não posso comemorar os resultados como efetivos.

A meu favor acabo de descobrir um novo livro: “Soluções Para Noites Sem Choro”, que parece se encaixar a mães que falharam com o “Nana Nenê” e “Segredos de Uma Encantadora de Bebês”. Espero ter tempo à noite para lê-lo e contar depois se funcionou.

E sim, já ouvi muita gente chamar mães que reclamam da falta de sono de folgadas. Que se pretendiam ser mães, deveriam antes saber que a tarefa é trabalhosa. Não gostei de ser julgada por isso e acho que cada um sabe da própria necessidade. Bons sonhos!

Psicóloga critica ‘guerra de verdades’ entre mães sobre sono do bebê, parto e amamentação

Por FABIANA FUTEMA
15/08/14 14:54

A psicóloga Renata Soifer Kraiser, autora do livro “O Sono do Meu Bebê”, publicou texto em seu blog criticando a “guerra” entre mães que se acham donas da  verdades sobre o sono do bebê, o parto e a amamentação, por exemplo.

Ela diz que percebeu a existência de um debate agressivo envolvendo esses temas ao ler outros blogs de outras mães. “Existe uma verdadeira guerra de “verdades”, uma competição entre as mães para dizer que tipo de mãe é o certo, que tipo de mãe é mais mãe, mais verdadeira, mais “natural”, mais realizada, mais, mais, mais… Quem amamenta mais, quem se entrega mais, quem vive mais a maternidade, quem está mais próxima do ideal.”

Eu me identifiquei com esse texto, pois recebi inúmeras críticas quando escrevi que gostaria que meu filho tivesse uma noite inteira de sono. Fui chamada de folgada por pessoas que não fazem a menor ideia de como é meu dia a dia. Disseram que se eu quisesse dormir a noite toda, que não tivesse filho. Essas críticas vieram de mães, como eu, mas que não foram compreensivas com pessoas que vivem a maternidade de maneira diferente da delas.

Os ataques são disparados também às mães que não puderam _ou não quiseram amamentar seus filhos. As mulheres que fazem cesárea, então, são crucificadas por grupos defensores do parto natural. Não sou contra o parto natural, mas contra as mulheres que agridem e julgam as que fizeram cesárea _por opção ou necessidade.

“Seu bebê usa chupeta? Precisou de leite artificial? Nasceu de cesárea? Então você não sabe nada. Você não leu, não se informou, não sabe o que é ser feliz, não ofereceu o melhor ao seu filho. E dá-lhe culpa!”, escreveu Renata.

O pior desse ataque gratuito é que ele é capaz de deixar muito mais culpada mães que estão se esforçando para amamentar, mas não conseguem.

“Às vezes a mãe não quer ou não consegue amamentar seu filho, por milhares e diversas questões. [...] E ai? Vamos queimar essas mulheres vivas? Vamos dizer que são umas coitadas, perversas, egoístas, menos mães, ignorantes, desinformadas e que perderam o melhor da festa? De jeito nenhum”, escreve Renata.

Como ela, defendo que todas as mães sejam respeitadas, independentemente de suas escolhas. “A palavra de ordem aqui é respeito. Respeito a escolha daquilo que é possível para cada mulher. [...] Não existe um único caminho para a saúde e felicidade. Isso é uma grande, enorme bobagem.”

Paródia de música de Anitta incentiva a amamentação; veja vídeo

Por Giovanna Balogh
15/08/14 11:02

Alunos fizeram uma paródia da música “Show das Poderosas”, da cantora Anitta,  para incentivar a amamentação.

A nova letra, com direito a coreografia, foi criada por jovens residentes da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca), no Rio de Janeiro. A primeira apresentação aconteceu no dia 4 de agosto na sala de espera do centro de saúde escola Germano Sinval Faria, no campus da Fiocruz, em Manguinhos.  O evento fazia parte da SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno), realizada na primeira semana do mês.

No vídeo, três alunos com seios postiços, sendo um deles com barriga de grávida falsa, fazem a coreografia. A  música diz que os pais também podem ajudar a mulher a amamentar e que é o leite materno é o  melhor alimento – e mais econômico – para o bebê. O vídeo já foi compartilhado quase 27 mil vezes.

“Nossa intenção foi tornar o tema amamentação de mais fácil acesso à população presente na sala de espera. Fizemos de  uma maneira lúdica e que pudesse ser melhor compreendida através de uma música super popular e palavras do cotidiano desse público alvo”, comenta Bruno Mota, que é nutricionista e residente multiprofissional de saúde da família.

Ele conta que, assim como seus colegas, não esperava tamanha repercussão. “Muitas pessoas de todo país já nos procuraram para utilizar o vídeo em grupos de saúde em maternidades e unidades básicas de saúde”, afirma. Confira a seguir o vídeo.

Veja o vídeo

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